Censura virou regra

‘Era Toffoli’ no STF mostra que o ‘cala boca’ não morreu, como anunciou Cármen Lúcia

Apesar de acessível e simpaticão, o ministro Dias Toffoli caminha para o fim da sua presidência do Supremo Tribunal Federal (STF) com um triste “carimbo”:

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Presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Foto: STF/SCO

Verdadeiro mestre no relacionamento, acessível e simpaticão, apesar do discurso frequente em defesa dos direitos do cidadão, Antonio Dias Toffoli caminha para o fim da sua presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), em 10 de setembro, com um triste “carimbo”: foi o período que tornou letra morta a frase da ministra Cármen Lúcia, então presidente da Corte, quando afirmou que “o cala boca já morreu”. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

No STF que impôs censura e limitou liberdade de expressão, Toffoli rebatizou o censor. Para ele, o STF “edita” o que deve ser divulgado.

Toffoli pediu ao “xerife” Alexandre de Moraes, em 2018, para censurar os sites Crusoé e Antagonista, incomodado com acusações contra ele.

Há 18 meses o “xerife” proíbe a Rede Tiradentes (rádio, TV e site), de Manaus, de noticiar acusações da Lava Jato o senador Eduardo Braga.

A última, que põe o STF no anedotário mundial, é a ordem para Twitter e Facebook suprimirem a liberdade de expressão de doze pessoas.

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