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Olimpíadas de 2016

Delator diz ao MPF que Rio comprou votos para receber Olimpíadas

Dinheiro de propina foi usado para comprar votos de países africanos

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Miranda revelou que "rei Arthur" pagou US$ 2,5 milhões para que dirigentes africanos votassem a favor do Rio de Janeiro.

O delator Carlos Miranda, amigo de infância do ex-governador preso do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, afirmou nesta segunda-feira (21) que o empresário Arthur Soares Filho, “o rei Arthur”, comprou quatro votos para que a capital fluminense pudesse sediar as Olimpíadas de 2016.

De acordo com Miranda, apontado como operador do esquema de corrupção liderado por Cabral, ele teria ouvido a informação do próprio político, em uma conversa entre os dois na prisão, no início de 2017.

Miranda revelou à Justiça Federal que “rei Arthur” pagou US$ 2,5 milhões para que quatro dirigentes africanos votassem a favor do Rio de Janeiro. A votação da cidade sede das Olimpíadas de 2016 aconteceu em outubro de 2009, na Dinamarca.

Além disso, Miranda afirmou que Arthur usou um banco francês para realizar a transferência do dinheiro.

A defesa de Cabral, por sua vez, alegou que “as declarações de Miranda são inverídicas, além de não terem suporte em qualquer outro elemento que não seja sua própria imaginação”.

Rei Arthur, Cabral, o ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB) Carlos Arthur Nuzman e o ex-diretor de marketing do COB Leonardo Gryner são todos réus da Operação Unfair Play, deflagrada pela Polícia Federal e o Ministério Público Federal em outubro de 2017.

O processo investiga a compra de votos para que o Rio de Janeiro fosse eleito sede dos Jogos Olímpicos de 2016.(Com informações da agência ANSA)

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