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Alvo da Westminster

Corregedor do CNJ apura se juiz federal preso pela PF vendeu decisões judiciais

Leonardo Safi de Melo foi alvo da Operação Westminster, por suspeita de corrupção

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O corregedor nacional de Justiça, ministro Humberto Martins, determinou a instauração, nesta segunda-feira (6/7), de pedido de providências para que o juiz federal Leonardo Safi de Melo, titular da 21ª Vara Cível do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3), preste esclarecimentos sobre suposta venda de decisões judiciais em processos de requisição de pagamentos.

O magistrado foi preso provisoriamente na Operação Westminster, deflagrada em 30 de junho pela Polícia Federal. Além dele, foram presos também  o diretor da secretaria da 21ª Vara Cível do TRF3, um perito judicial e três advogados.

Humberto Martins solicitou à presidente do TRF3, desembargadora federal Therezinha Cazerta, para que autorize o compartilhamento das peças e documentos que instruem os autos do inquérito que tramita perante o tribunal federal e que corre em segredo de justiça.

O juiz federal é suspeito de praticar venda de decisões judicias em processos de requisição de pagamentos e que, ainda, em uma das supostas ações judiciais investigadas, os indiciados teriam solicitado vantagens indevidas para expedir um precatório no valor de R$ 700 milhões.

“Considerando o teor dos fatos mencionados, faz-se necessária a instauração de procedimento prévio de apuração para verificação de eventual violação dos deveres funcionais por parte de membro do Poder Judiciário”, decidiu o ministro.

O juiz federal tem 15 dias para prestar as informações solicitadas pela Corregedoria Nacional de Justiça. (Com informações da Agência CNJ de Notícias)