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21/03/2019

Todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro desde 1998 já foram presos

Em menos de três anos

Todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro desde 1998 já foram presos

Prisões aconteceram em menos de 3 anos; Sérgio Cabral foi primeiro, em 2016

Todos os governadores no Rio de Janeiro e estão vivos já foram presos – em menos de três anos. Moreira Franco, detido na manhã desta quinta (21) por agentes da PF no meio de uma avenida carioca, governou o estado de 1987 a 1991. Sérgio Cabral foi o primeiro a ser preso, em novembro de 2016, suspeito de receber propina para a concessão de obras públicas. Cabral segue preso e está na penitenciária de Bangu 8. O ex-governador é condenado na Lava Jato e réu em 28 processos. As condenações de Cabral somam 198 anos e 6 meses de prisão. Em diferentes operações, também foram presos Luiz Fernando Pezão, que segue detido, e o casal Anthony e Rosinha Garotinho – por crimes eleitorais. Pezão foi preso em novembro de 2018, poucos dias antes do fim do seu mandato. Ele também foi condenado por improbidade administrativa. Entre todos os governadores eleitos no Rio de Janeiro que vivos, somente o atual, Wilson Witzel, não foi preso. Benedita da Silva e Nilo Batista, que também nunca foram detidos, tinham cargo de vice-governador e assumiram os mandatos dos eleitos – Garotinho e Brizolla, respectivamente. Moreira Franco Moreira Franco foi preso pela Lava Jato no Rio de Janeiro, na mesma operação que prendeu, também hoje, o ex-presidente Michel Temer. A prisão de Temer e de Moreira Franco tiveram como base a delação de José Antunes Sobrinho, dono da Engevix. O empresário disse à Polícia Federal que pagou R$ 1 milhão em propina, a pedido do coronel João Baptista Lima Filho (amigo de Temer), do ex-ministro Moreira Franco e com o conhecimento do presidente Michel Temer. A Engevix fechou um contrato em um projeto da usina de Angra 3. Um dos nomes mais importantes do MDB do Rio, Moreira Franco foi eleito deputado federal pelo então PMDB em 1974, recebendo mais de 120 mil votos: um recorde pra época. Em 1977 se tornou prefeito de Niterói. Dez anos depois tomou posse como governador do estado do Rio. Como governador, expandiu as linhas 1 e 2 do metrô e construiu o presidio de Bangu 1, primeiro presídio de segurança máxima do Brasil, que recebeu os principais chefes do tráfico de drogas do rio. Nos anos 90 voltou ao Congresso Nacional, onde exerceu mais dois mandatos como deputado federal. Nos últimos anos ocupou cargos no poder executivo federal. Moreira Franco é considerado um dos principais conselheiros de Temer. Durante a gestão de Temer, foi secretário-geral da Presidência da República e secretário executivo do Programa de Parceria de Investimentos.
21/03/2019

Juiz Marcelo Brêtas mandar prender o ex-presidente Michel Temer

Lava Jato

Juiz Marcelo Brêtas mandar prender o ex-presidente Michel Temer

Ex-ministro Moreira Franco também é alvo da Polícia Federal

O ex-presidente Michel Temer foi preso em São Paulo, no âmbito da Operção Lava Jato. A ordem de prisão foi expedida pelo juiz Marcelo Brêtas, titular da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, responsável pela Lava Jato no Estado. Brêtas também autorizou a Polícia Federal a cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em endereços de Moreira Franco, ex-ministro de Minas e Energia no governo Temer e atual presidente da Fundação Ulysses Guimarães, do MDB. Veja aqui mais informações.
21/03/2019

PF cumpre mandados em inquérito sobre ofensas a ministros do STF

Busca e apreensão

PF cumpre mandados em inquérito sobre ofensas a ministros do STF

Ações incluem buscas e apreensões em casas de suspeitos em São Paulo e Alagoas

A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta (21) mandados de busca e apreensão no âmbito do inquérito que investiga ofensas dirigidas aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). Agentes miram endereços ligados a suspeitos em São Paulo e em Alagoas. O relator do inquérito no Supremo é o ministro Alexandre de Moraes. Além das medidas autorizadas nesta quinta, o ministro já designou dois delegados para atuar no caso: Alberto Ferreira Neto, chefe da Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Fazendários, e Maurício Martins da Silva, delegado do Departamento de Inteligência da Polícia Civil de São Paulo. Moraes indicou ainda a servidora da Corte Cristina Yukiko Kusahara como responsável pela organização dos trabalhos da equipe dentro do STF. Com as medidas tomadas pelo ministro, o início das investigações foram oficializadas. A decisão da abertura do inquérito foi anunciada pelo presidente da Corte, o ministro Dias Toffoli, na última quinta (14). Foi determinada a investigação de notíciais falsas, ofensas e ameaças aos ministros do Supremo.