Merkel: "Aterrorizante"

Sobe para 189 nº de mortos após chuvas na Europa e mais de mil estão desaparecidos

Angela Merkel, chanceler alemã, descreve como "aterrorizantes" as enchentes que devastaram partes da Europa

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Destroços de casas e rua inundada
Tempestades deixam ao menos 189 mortos na Europa, a maioria na Alemanha. Foto: Thomas Frey/Picture Alliance/Getty Images

Ao menos 189 pessoas morreram e milhares estão desaparecidas devido às chuvas dos últimos dias na Europa, causando enchentes que devastaram principalmente a Alemanha e a Bélgica.

Na Alemanha, 158 mortes foram confirmadas até o momento e mais de 1 mil estão desaparecidos, no pior desastre natural do país em quase seis décadas.

A chanceler Angela Merkel começou a percorrer áreas devastadas pelas inundações no país e afirmou que a Alemanha precisa acelerar a luta contra as mudanças climáticas. Ela descreveu as enchentes como “aterrorizantes”.

“É uma situação surreal e assustadora. É aterrorizante”, disse a Merkel em entrevista coletiva. “Diria até que o idioma alemão tem dificuldade em encontrar palavras para descrever a devastação que foi causada”.

Merkel prometeu auxílio financeiro rápido após ter visitado uma das áreas mais afetadas por chuvas e enchentes históricas.Ela ainda afirmou que a Alemanha precisa acelerar a luta contra as mudanças climáticas. “Pequenos rios se transformaram em torrentes inundadas e devastadoras”.

O governo alemão vai disponibilizar mais de 300 milhões de euros em auxílio imediato e bilhões de euros para reparar as casas, ruas e pontes danificadas, disse o ministro das Finanças, Olaf Scholz, ao jornal semanal Bild am Sonntag.

O presidente da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, pediu na sexta um firme comprometimento com a luta contra as mudanças climáticas e afirmou que esta é a única alternativa para frear fenômenos meteorológicos extremos, como as chuvas intensas que castigam o país.

“Apenas se nos comprometermos de forma resoluta com a luta contra as mudanças climáticas poderemos controlar condições meteorológicas extremas como as que vivemos atualmente”, afirmou Steinmeier em um pronunciamento, em que disse estar “profundamente arrasado” pela tragédia.

Na Bélgica, que terá um dia nacional de luto na terça-feira, 20, os níveis da água baixaram no domingo e a operação de limpeza dos destroços está em andamento. Militares foram enviados à cidade de Pepinster, onde vários edifícios desabaram, para procurar mais vítimas. Dezenas de milhares de pessoas estão sem eletricidade e as autoridades belgas disseram que o estoque de água potável também é uma grande preocupação.