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Tensão com a Ucrânia

Putin fala em diálogo, mas diz que interesses são ‘inegociáveis’

Ucrânia pede para que cidadãos deixem território russo

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Vladimir Putin, presidente da Federação Russa - Foto: Evgeniy Paulin/Klemilin.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, voltou a falar sobre a crise com a Ucrânia em um discurso nesta quarta-feira (23) e ressaltou que seus interesses e a segurança do país são “inegociáveis”.

“O nosso país está sempre aberto ao diálogo aberto e honesto em busca de soluções diplomáticas para os problemas mais graves e complexos. Mas, os interesses russos e a segurança dos cidadãos são inegociáveis”, afirmou o mandatário.

Durante a fala, que foi transmitida pelas emissoras estatais, Putin ainda ressaltou que o país continuará a fazer investimentos pesados em “sistemas avançados de armamentos, incluindo os supersônicos”.

Em uma nova ação unilateral, na última segunda-feira (21), o presidente russo reconheceu as duas áreas separatistas da Ucrânia, Donetsk e Lugansk, como repúblicas independentes.

O ato inflamou ainda mais a já tensa situação entre os dois países e gerou uma série de sanções internacionais contra empresários, bancos e empresas russas por parte dos Estados Unidos, Reino Unido e União Europeia.

No entanto, o embaixador russo em Washington, Anatoly Antonov, ironizou as punições anunciadas pelos ocidentais.

“As sanções não vão resolver nada no que atinge a Rússia. É difícil imaginar que qualquer um em Washington conte que a Rússia reveja o caminho de sua política externa só por causa da ameaça de restrições. Não lembro de nosso país ter vivido um dia sem alguma restrição por parte do mundo ocidental. Nós aprendemos a trabalhar nessas condições. Não apenas sobreviver, mas também a desenvolver nosso Estado”, pontuou o russo.

Por outro lado, o governo de Kiev pediu para que todos os cidadãos deixem “imediatamente” o território russo por conta do agravamento dos conflitos. Além disso, os parlamentares ucranianos podem aprovar uma lei que permite que todos os cidadãos saiam armados durante esse período de crise para se defender.

A Rússia estima que quase 100 mil ucranianos que vivem na área do Donbass já deixaram suas cidades em direção ao território russo para se protegerem. (ANSA)

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