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Visita oficial

Jantar de Bolsonaro com empresários atraiu 80% do PIB argentino

Presidente e ministros abrem caminho para criação da moeda única

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Bolsonaro (à direita, de costas), diante dos "pesos pesados" da economia argentina, tendo à sua esquerda os ministros Araújo, Guedes e Azevedo e Silva - Foto: Marcos Corrêa/PR.

A reunião do presidente Jair Bolsonaro com empresários, nesta quinta-feira (6) em Buenos Aires, foi prestigiada pelo menos 80% do PIB (Produto Interno Bruto) argentino, segundo estimativa de diplomatas que atuam na embaixada do Brasil naquele país. A visita é considerada um sucesso.

Além de Bolsonaro, participaram da reunião com empresários alguns ministros brasileiros, como Ernesto Araújo (Relações exteriores), Paulo Guedes (Economia), e Fernando Azevedo e Silva (Defesa). Durante o encontro, Bolsonaro e Guedes falaram sobre um plano, ainda incipiente, de criar uma moeda única para Brasil e Argentina.

O tema já teria sido discutido com o ministro da Economia de Mauricio Macri e idealizador do plano, Nicolás Dujovne.  Desde a criação do Mercosul, os países do bloco mencionam a possibilidade da criação de uma moeda comum, mas nenhuma iniciativa nesse sentido foi concretizada por conta das diferenças de políticas cambiais dos membros. Segundo a imprensa argentina, a moeda se chamaria “peso real”.

Neste momento, porém, os únicos que estariam negociando a nova moeda seriam Brasil e Argentina, deixando de fora, por enquanto, os outros membros do Mercosul (Uruguai e Paraguai).
Dujovne teria exposto aos brasileiros a necessidade de uma “unidade monetária” para de fato relançar o bloco com uma nova dinâmica, como Bolsonaro e Macri afirmaram desejar durante a visita do brasileiro à Argentina.

Segundo fontes do governo argentino, o Brasil teria acolhido bem a ideia, mas manifestado que, antes, seria necessário avançar com relação à reforma da Previdência.
O Banco Central brasileiro negou haver planos para uma moeda comum. Em nota, a instituição afirmou que “não tem projetos ou estudos em andamento para uma união monetária com a Argentina”.

União Europeia
Bolsonaro afirmou mais cedo, em Buenos Aires, que “faltam pequenos detalhes” para a conclusão de um acordo comercial entre União Europeia e o Mercosul.

“Faltam pequenos detalhes. É importante para os dois países. Tá faltando a questão dos vinhos, laticínios, algumas coisinhas que o Paulo Guedes já entrou em campo e nós vamos resolver essa questão para as próximas semanas”, disse Bolsonaro a jornalistas, após se reunir com Macri.

A União Europeia e o Mercosul (bloco econômico formado por Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Venezuela – que está temporariamente suspensa) negociam um acordo de livre comércio há 20 anos. A assinatura foi adiada durante todo esse período em razão, principalmente, da resistência de setores industriais e agrícolas dos dois lados. A expectativa do governo brasileiro é de que um desfecho para a negociação posse ser alcançado ainda neste semestre.

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