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Guedes explica que se referia a países ricos, quando ligou desmatamento à pobreza

Ele respondeu a Al Gore, que virou "ambientalista" após sair da vice-presidência dos EUA

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Paulo Guedes, ministro da Economia do governo Jair Bolsonaro - Foto: World Economic Forum/Walter Duerst

Ao rebater críticas do ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore a sua declaração que relacionou desmatamento à pobreza, o ministro Paulo Guedes (Economia) explicou que se referia aos países ricos, que destruída a sua diversidade. Gore virou ambientalista após protagonizar um filme sobre questões ambientais depois acusado de se utilizar de dados falsos destinados a provocar alarmismo.

“O Al Gore deve ter muita noção disso, porque foi no país dele que houve uma redução importante de algumas etnias, muita coisa complicada”, afirmou Guedes à Globo News. “Estou falando da experiência dos países avançados sobre esse confronto, como que os povos, às vezes, para escapar da miséria, acabam fazendo, como eles fizeram, atacaram a própria biodiversidade.”

“O brasileiro está consciente da importância dos seus recursos naturais, da preservação dos recursos naturais, da preservação de sua biodiversidade, da importância de desenvolver a economia sustentável”, afirmou o ministro, que havia afirmado ser “o pior inimigo da natureza a pobreza” e que “as pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”, durante um painel do Fórum Econômico Mundial.

Em um painel, ao ser questionado sobre a declaração de Guedes, Al Gore afirmou que esperar solução para a pobreza “com plantações na Amazônia”, algo que Guedes não defendeu, “é dar falsas esperanças para as pessoas”. O americano ainda pretendeu dar lições de Amazônia ao ministro brasileiro:

“Hoje é amplamente entendido que o solo na Amazônia é pobre. Dizer às pessoas no Brasil que elas vão chegar à Amazônia, cortar tudo e começar a plantar, e que terão colheitas por muitos anos, isso é dar falsa esperança a elas”, afirmou. “Há, sim, respostas para a Amazônia, mas não é esta.”

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