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Faixa de Gaza

EUA inauguram embaixada em Jerusalém sob graves confrontos

Conflitos com forças de segurança já deixaram 500 feridos

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Mesmo com protestos que mataram dezenas, Embaixada dos Estados Unidos é inaugurada em Israel (foto: ABr)

A inauguração da Embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém no dia em que o Estado de Israel comemora 70 anos de criação acontece em meio a protestos, nesta segunda (14). Autoridades palestinas afirma que pelo menos 55 manifestantes morreram e pelo menos 500 ficaram feridos nos confrontos entre grupos palestinos e forças militares israelenses.

Desde 30 de março, os palestinos protestam na fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel pelo direito dos palestinos de voltarem para os locais de onde foram removidos após a criação do Estado de Israel, em 1948. As manifestações fazem parte da chamada “Grande Marcha de Retorno”.

O presidente norte-americano, Donald Trump, não vai até a cerimônia de abertura da embaixada. A filha de Trump, Ivanka Trump, e o genro e assessor, Jared Kushner, já estão no local. Trump fará apenas um discurso por vídeo.

Em dezembro do ano passado, o presidente norte-americano reconheceu Jerusalém como capital de Israel. Para quase toda a comunidade internacional e para as Nações Unidas, a capital israelense é Tel-Aviv. A atitude de Trump revoltou o mundo árabe, principalmente os palestinos.

Neste domingo (13), alguns países boicotaram um evento do Ministério das Relações Exteriores de Israel para celebrar a inauguração da Embaixada dos Estados Unidos. Entre os países que não foram ao evento estão Espanha, Reino Unido, França e Itália.