vira casaca

Opositores de Maduro pede que Lula faça mais além de palavras

O petista disse ser “grave” o impedimento à candidatura de Corina Yoris ao pleito presidencial, que deve ser realizado ainda em 2024

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O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yvan Gil, convocou na segunda-feira (01) uma reunião com diferentes diplomatas no país para falar sobre a lisura das eleições venezuelanas de 2024. (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

Opositores ao ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, amigo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, elogiaram o endurecimento do petista com as eleições no país. O petista disse ser “grave” o impedimento à candidatura de Corina Yoris ao pleito presidencial, que deve ser realizado ainda em 2024. 

Segundo o ex-vice-presidente da Assembleia Nacional da Venezuela Angel Medina, Lula precisará se unir a outros chefes do Executivo na América Latina para surtir efeitos reais nas eleições. “Os presidentes da região precisam agir em conjunto para permitir que a Venezuela tenha uma eleição minimamente competitiva”, afirmou para a imprensa. 

Medina ressalta que o movimento para pressionar o ditador deve ser em conjunto. “Atores como Lula e [Gustavo] Petro [presidente da Colômbia], presidentes de esquerda, provocam pressão em Maduro. Agora, tenho minhas dúvidas se ele vai ceder. Acredito que precisa haver uma ação de toda a região. Não apenas Lula, mas Lula com López Obrador (presidente do México), Gabriel Boric (presidente do Chile), com o presidente da Argentina (Javier Milei)“, afirmou.

Medina teve o mandato cassado por aliados de Maduro, afirma que espera ver atitudes de Lula, “ir além das palavras”

“Esperamos que Lula, assim como os demais presidentes, não fiquem apenas nas declarações, mas que contribuam com mecanismos diplomáticos para que a Venezuela possa realizar suas eleições”, disse.

Já Alfonso Marquinha, líder do partido de oposição Primero Justicia, disse que não é mais o momento de “crítica”, mas de “celebração” ao fato de Lula começar a repudiar decisões do governo de Maduro.

“Lula e outros presidentes de esquerda vinham mantendo uma postura de apoio e solidariedade com Nicolás Maduro, que não corresponde com sua atuação. Mas não é momento de crítica e sim de celebração que Lula, neste momento, esteja fazendo uma retificação sobre a conduta de Maduro e as instituições na Venezuela”, declarou Marquinha.

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