Derrota de conservadores

Trabalhistas vencem no Reino Unido e Keir Starmer assume governo

Conservadores deixam poder após 14 anos e novo primeiro-ministro terá apoio de maioria de esquerda no parlamento

acessibilidade:
Keir Starmer é nomeado primeiro-ministro pelo Rei Charles III após derrotar domínio conservador nas urnas (Foto: Reprodução)

Partido Trabalhista do Reino Unido impôs uma derrota histórica ao Partido Conservador nas eleições gerais do Reino Unido, encerradas nesta sexta-feira (5), com uma guinada à esquerda, após um domínio conservador que durou 14 anos. Quem já assumiu o governo britânico, na sucessão de Rishi Sunak, foi o moderado Keir Starmer, com amplo apoio de parlamentares trabalhistas que conquistaram 412 dos 650 assentos na Câmara dos Comuns.

O Rei Charles III também já recebeu Keir Starmer no Palácio de Buckingham, para aceitou convite da Coroa Britânica para formar o governo, oficializando sua posse como primeiro-ministro, em Londres. O líder trabalhista assume o cargo de primeiro-ministro aos 61 anos de idade.

O desempenho trabalhista mais que dobrou desde as eleições passadas, quando elegeram apenas 202 no Parlamento. E supera em 86 o número de 326 parlamentares necessários para garantir maioria para governar.

Em um fiasco atribuído à crise econômica causada após o Brexit, a bancada conservadora caiu de 365 para somente 121 assentos. Queda também explicada pelo efeito de  escândalos como o “Partygate” de Boris Johnson, durante a pandemia de covid-19.

O novo primeiro-ministro é trabalhista de centro e descarta radicalismos na renovação que propôs aos eleitores. Starmer celebrou a vitória afirmando que os eleitores votaram pela mudança e pela renovação nacional. E seu perfil oposto ao radicalismo do antigo líder trabalhista, Jeremy Corbyn, contribuiu com sua ascensão ao poder.

O ex-premiê Rishi Sunak entregou o cargo ao Rei Charles III nesta sexta, após admitir a derrota afirmando ter vivido uma “noite difícil para os conservadores”. Ele agradeceu pelo apoio dos eleitores conservadores e assumiu a “responsabilidade pela derrota”, após governar o Reino Unido por menos de dois anos. E elogiou Starmer como “homem respeitável”.