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Fraude e suborno

Corte Suprema da Colômbia ordena prisão domiciliar do ex-presidente Álvaro Uribe

Senador é investigado por fraude processual e suborno de testemunhas

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A Corte Suprema de Justiça da Colômbia ordenou nesta terça-feira (4) a prisão domiciliar do ex-presidente e senador Álvaro Uribe. Segundo o próprio político, a decisão ocorre no âmbito do processo que o investiga por suspeita de fraude processual e suborno de testemunhas.

“A privação de minha liberdade me causa profunda tristeza por minha senhora, por minha família e pelos colombianos que ainda acreditam que algo bom já fiz pela pátria”, escreveu Uribe, ao revelar em primeira mão a notícia sobre a decisão da Corte Suprema, no Twitter.

Uribe governou a Colômbia de 2002 a 2010. Em 2012, ele processou o senador de esquerda do Pólo Democrático Alternativo (PDA), Iván Cepeda, por suposta manipulação de testemunhas. À época, o senador preparava uma queixa no Congresso contra Uribe por supostos vínculos com o paramilitarismo.

A iniciativa voltou-se contra Uribe, que se torna o primeiro ex-presidente colombiano alvo de uma ordem de prisão. E a reviravolta ocorreu quando o magistrado da Corte Suprema, José Luis Barceló, recebeu o caso, e não apenas o arquivou, como decidiu investigar o ex-presidente por suposta manipulação de testemunhas.

Uribe foi ouvido pela Corte Suprema em outubro de 2019. E a ordem de prisão teve como base diligências realizadas durante a investigação.

O partido fundado por Uribe, o Centro Democrático, que governa a Colômbia através de Iván Duque Márquez, demonstrou “grave preocupação” por versões que circulavam sobre uma possível decisão contra seu líder.

O processo penal contra Uribe tramita na Corte Suprema porque o ex-presidente tem foro privilegiado de senador. Por isso, seu caso não é tratado pela Comissão de Acusações da Câmara dos Deputados, que se ocupa de processos contra ex-presidentes. (Com informações do jornal Público)