Covid-19

Canadá e países da América Latina fecham fronteiras contra coronavírus

Canadá e países da América Latina fecham fronteiras contra coronavírus

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São 925 vagas para assistente social (20); médico (245), oficial de saúde (30); e técnico de enfermagem (630). Foto: Aeroporto di Roma

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, anunciou nesta segunda-feira (16) que vai fechar as fronteiras e somente permitir entrada de residentes permanentes ou cidadãos, em mais uma medida para conter a pandemia do novo coronavírus.

O Canadá também vai manter apenas quatro aeroportos em funcionamento para voos internacionais — as viagens domésticas não sofreram alterações. Além disso, as companhias aéreas terão de detectar passageiros com sintomas da Covid-19 ainda nas filas. Caso apresentem sinal da doença, não poderão embarcar.

Segundo levantamento mais recente da Universidade Johns Hopkins, o Canadá tem 375 casos confirmados de Covid-19. Uma pessoa morreu.

Vários países da América do Sul também fecharam temporariamente suas fronteiras para todos os estrangeiros a partir desta segunda-feira (16) .

Na União Europeia, a entrada estará proibida por ao menos 30 dias.

Na América do Sul, o movimento começou com a Argentina, que anunciou, ainda no domingo à noite, o fechamento das fronteiras aos estrangeiros por pelo menos 15 dias e o cancelamento dos voos provenientes da Europa e dos Estados Unidos por um mês.

A entrada no país, que registra 56 casos da doença e duas mortes, está restrita a argentinos e residentes.

E os turistas pegos desrespeitando a quarentena que deveriam cumprir, em hotéis, estão sendo repatriados —foram 270 entre domingo e segunda.

O governo agora estuda como repatriar os argentinos que estão na Europa e nos EUA e que tiveram a volta para casa cancelada. Deve haver voos da Aerolíneas Argentinas, empresa estatal, específicos para este fim, ou voos especiais, dependendo do país.

Na sequência dos argentinos, outros governos anunciaram medidas mais duras para tentar conter a disseminação da doença.

A Colômbia restringiu a entrada no país apenas aos colombianos e residentes. Mesmo assim, os que chegarem de países de risco deverão cumprir quarentena de 14 dias. Há 54 casos no país e nenhuma morte, por enquanto.

O Paraguai, que já havia anunciado o fechamento parcial de pontos da fronteira terrestre, também anunciou que, a partir desta segunda (16), só entrarão no país paraguaios ou residentes e, mesmo assim, terão de fazer quarentena. O Paraguai registra oito casos confirmados da doença.

O Chile, com 155 casos registrados, também fechou as fronteiras para estrangeiros. O presidente Sebastián Piñera anunciou ainda proibição de que cruzeiros usem os portos do país.

No Peru, o presidente Martín Vizcarra ordenou o fechamento total das fronteiras e obrigou aos recém-chegados que façam quarentena. O país tem 86 casos confirmados.

Na Argentina, novas restrições foram anunciadas ao longo desta segunda-feira. Shows e festivais estão sendo cancelados ou adiados, e estuda-se realizar os jogos de futebol sem torcida.

Vários restaurantes estão fechando por conta própria, enquanto o governo diz que ainda se adotará um protocolo em relação a esses estabelecimentos. Discotecas estão proibidas de abrirem as portas.

Os casamentos já marcados só poderão ocorrer com a presença de duas testemunhas, para evitar aglomerações, e as aulas, assim como nos países listados acima, estão suspensas por 15 dias.

Em Buenos Aires, as principais redes de supermercados exibem cartazes pedindo que as pessoas não comprem muito, para fazer estoque. Em algumas delas, já falta carne, arroz e papel higiênico.

Enquanto isso, totalmente na contramão, na Nicarágua, o ditador Daniel Ortega disse que não haverá fechamento de fronteiras em seu país. Ele ainda convocou, ao lado da mulher e vice-presidente, Rosario Murillo, uma marcha contra o vírus, que será denominada “Amor nos Tempos da Covid-19”. Será no próximo sábado. (Com informações da Folhapress)

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