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21/05/2019

Julgamento da ex-presidente da Argentina começa nesta terça-feira

Cristina Kirchner

Julgamento da ex-presidente da Argentina começa nesta terça-feira

Cristina Kirchner é acusada de associação ilícita envolvendo 52 obras públicas

Hoje (21), às 12h, começou em Buenos Aires o julgamento da ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusada de corrupção, associação ilícita e desvio de verbas de obras públicas. É a primeira vez que ela senta no banco dos réus por esses crimes. Cristina Kirchner, senadora desde 2017, é candidata a vice-presidência da Argentina nas eleições de outubro deste ano. Sua chapa será encabeçada por Alberto Fernández, seu ex-chefe de gabinete. Ela é acusada de associação ilícita e fraude ao Estado envolvendo 52 obras públicas, por cerca de 46 bilhões de pesos, o que equivale a cerca de 1 bilhão de dólares. Com outros membros de seu governo, como o ex-ministro do planjemanto Julio De Vido, Kirchner é acusada de criar um sistema para desviar verbas de obras públicas. Pouco depois das 11h da manhã de hoje, Cristina deixou o apartamento onde vive e seguiu para o tribunal Comodoro Py, onde será ouvida. Na porta de sua casa, dezenas de apoiadores com os braços dados fizeram um cordão de segurança para a saída dela. Seu carro foi escoltado por uma moto da polícia na frente, e outro carro particular atrás. Dezenas de apoiadores também a aguardavam na porta do tribunal. Cristina chegou ao local por volta das 11h30. O julgamento tem 162 lugares abertos ao público, o que causou grande tumulto dentro do tribunal, pois havia gente desde muito cedo tentando entrar no plenário. A primeira parte do julgamento será a leitura dos autos, que deve levar cerca de duas horas. Apenas depois é que Kirchner deve ser ouvida. A expectativa é que a ex-presidente não deve deixar o tribunal, pelo menos, até as 16h. Kirchner escreveu hoje em seu Twitter “Claramente não se trata de fazer justiça. Apenas armar uma nova cortina de fumaça que pretende distrair os argentinos e as argentinas – cada vez com menos êxito – da dramática situação que vive nosso país e nosso povo”. A ex-presidente é acusada em mais de dez ações, cinco delas com pedidos de prisão que não podem ser executados devido ao foro privilegiado que ela possui por ser senadora. Na ação pela qual será ouvida hoje, Cristina é investigada por irregularidades em obras públicas que teriam favorecido o empresário Lázaro Báez, o ex-ministro do Planejamento (ministro de Planificación Federal), Julio De Vido, e o ex-secretário de Obras Públicas, José López, presos por outros crimes. Em setembro, Cristina e os filhos serão ouvidos em outro processo, por lavagem de dinheiro. (ABr)
21/05/2019

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

Crise na Venezuela

Venezuelanos que deixam o país merecem proteção como refugiados, diz ONU

"É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados", diz porta-voz

Os venezuelanos que fogem do agravamento da crise no país merecem proteção como refugiados, afirmou a agência de refugiados da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira (21). O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) apelou aos países para que não deportem ou forcem os venezuelanos a voltar para casa. Cerca de 3,7 milhões de pessoas deixaram a Venezuela, a maioria desde 2015, de acordo com a agência. “É extremamente importante que, diante da situação na Venezuela, não haja deportações, expulsões ou retornos forçados”, disse a porta-voz do Acnur, Liz Throssell, em entrevista. (ABr)
21/05/2019

Em tensão com os EUA, Irã diz que quadruplicou capacidade de produção de urânio

Usina nuclear

Em tensão com os EUA, Irã diz que quadruplicou capacidade de produção de urânio

No entanto, autoridades iranianas afirmam que não foi violado o acordo nuclear de 2015

Autoridades da agência nuclear do Irã informaram que aumentou quatro vezes a capacidade de produção de urânio de baixo enriquecimento do país, em meio às tensões com os Estados Unidos (EUA). A decisão foi tomada em retaliação à retirada unilateral dos Estados Unidos do acordo, e também pela imposição de sanções econômicas a Teerã. As autoridades fizeram o anúncio em entrevista coletiva nessa segunda-feira (20). Acrescentaram que não foi violado o acordo nuclear de 2015, firmado com seis potências mundiais. De acordo com o tratado nuclear, é permitido que o Irã enriqueça o urânio somente para cerca de 3%, tornando-o possível para utilização em usina nuclear. O país também pode armazenar uma quantidade limitada de urânio de baixo enriquecimento. Contudo, devido ao aumento da capacidade de produção do país, as autoridades disseram que, dentro de algumas semanas, o Irã vai exceder as restrições de armazenamento estabelecidas pelo tratado nuclear. No início deste mês, o presidente do Irã, Hassan Rouhani, disse que o país está voltando atrás em algumas das promessas feitas no acordo. (ABr)