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19/05/2019

Bolsonaro parabeniza primeiro-ministro da Austrália por vitória

Reeleito

Bolsonaro parabeniza primeiro-ministro da Austrália por vitória

O conservador Scott Morrison ficará mais três anos no comando do país

O presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta oficial no Twitter mensagem parabenizando o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, pela reeleição no pleito realizado ontem (18). O partido Liberal, comandado por Morrison, obteve a maioria dos assentos na Câmara dos Deputados local, impondo uma derrota aos trabalhistas. Bolsonaro destacou o caráter inesperado da vitória. Pesquisas apontavam os trabalhistas como favoritos no pleito, mas o partido liberal conseguiu êxito na disputa. Contudo, a contagem ainda precisa verificar votos postais para saber se o partido conseguirá governar sozinho ou se terá que firmar alianças para garantir a maioria necessária. Morrison assumiu em agosto do ano passado após o partido decidir pela saída do então primeiro-ministro, Malcom Turnbull. O líder do partido liberal ficará mais três anos no comando do país, ampliando o domínio conservador no país. Cerca de 16 milhões de australianos estavam aptos a votar. Eles elegeram 151 deputados da Câmara e 40 dos 70 senadores. (ABr)
19/05/2019

Eleições na União Europeia testam a vitalidade do bloco

Eleições pós-Brexit

Eleições na União Europeia testam a vitalidade do bloco

Eleições para as 751 vagas no parlamento europeu revela perigos para o projeto de integração após o Brexit

Quando cerca de 200 milhões de pessoas forem às urnas nos 28 países-membros da União Europeia (UE) nos próximos dias, não estarão em jogo apenas as 751 cadeiras da legislatura que inicia seus trabalhos no Parlamento continental em julho, entre Bruxelas e Estrasburgo. No fundo, os participantes do segundo maior pleito do mundo (só perdendo para o da Índia) vão mesmo se pronunciar sobre a vitalidade (ou o anacronismo) da cartilha de valores que há décadas pauta o bloco. A quantas andam a defesa da democracia e dos direitos humanos, a promoção da justiça social e o engajamento pelo desenvolvimento sustentável? A consulta coincide com o acirramento da animosidade entre duas alas de líderes: a que se pretende progressista e pan-europeia, liderada pelo presidente francês, Emmanuel Macron, e pela chanceler alemã, Angela Merkel; e a nacional-populista, encarnada pela trinca Viktor Orbán (Hungria), Matteo Salvini (Itália) e Marine Le Pen (França). Impulsionado por bons desempenhos de siglas ultraconservadoras em toda a Europa, o segundo grupo busca ganhar peso para pôr fim à placidez reinante no Parlamento, onde o Partido Popular Europeu (PPE; centro-direita, 217 assentos) e uma aliança de legendas social-democratas (centro-esquerda, 186), as duas principais forças, dão as cartas. “Vai ser um plebiscito sobre concepções de vida política”, diz o cientista político Olivier Costa, professor do Collège d’Europe, em Bruges. “O que está em questão é se o homem providencial, o chefe cheio de músculos e de amigos nas finanças e na mídia pode se sair melhor do que um presidente democraticamente eleito e sustentado por uma maioria parlamentar.” Para o pesquisador, a novidade em relação à eleição passada, em 2014, é o grau de articulação dos radicais. “Existe uma Internacional Populista com um projeto claro: atacar a integração europeia e a democracia liberal, contrapondo a elas noções tradicionalistas como família, pátria, ordem e cristandade.” Não se trata mais de pôr abaixo a UE mas, antes, de enfraquecê-la (ou desvirtuá-la) por dentro. A ordem é se apoderar de suas instituições. “Nunca na história da construção europeia tivemos uma configuração tão hostil à UE”, sustenta Costa. “Sempre houve eurocéticos, mas hoje se somam a eles violações ao Estado de Direito em países como Hungria e Polônia. Vivemos uma regressão democrática.” Apesar do alerta do professor, o que pesquisas de intenção de voto mostram é que os radicais deverão ter cacife para se fazer ouvir, mas não para assumir as rédeas do Parlamento e impor sua agenda. Ainda assim, insiste o analista, é forçoso notar a erosão do binômio hegemônico de PPE e social-democracia, que tinha 70% da preferência três eleições atrás e agora periga não passar dos 50%. E os estragos que a maré populista pode fazer em nível nacional, mesmo se tratando de um pleito europeu, tampouco são negligenciáveis. Macron, por exemplo, sofreria um duro golpe se sua República em Marcha chegasse atrás da Reunião Nacional de Le Pen, como indicam as últimas sondagens. No Reino Unido, o Partido Conservador (governo) surge em quinto lugar, o que, se confirmado no dia 23, certamente irá precipitar a queda da primeira-ministra, Theresa May, já às voltas com o impasse sobre o formato do brexit, a retirada britânica da UE. O adeus de Londres, aliás, é uma nuvem que paira sobre essa eleição. Quase três anos depois do plebiscito em que escolheram se desligar do bloco, os britânicos são convocados às urnas para apontar representantes… europeus. Depois de dois adiamentos, a nova data-limite para o divórcio é 31 de outubro. “O brexit desempenha papel ambivalente”, avalia Costa. “Por um lado, apaziguou ardores de eurocéticos, que descobriram que deixar a UE não era simples. Por outro, criou desconfiança em relação à futura bancada britânica, cuja única tarefa talvez vá ser sabotar o Parlamento [enquanto o Reino Unido não sai].” A economia é outro foco de angústia na Europa, ainda que não apareça na linha de frente do debate eleitoral “”o vice-premiê italiano Salvini, por exemplo, prefere praguejar contra imigrantes a tentar sanar as contas públicas de seu país. O PIB da zona do euro (19 dos 28 países) deverá crescer apenas 1,2% neste ano, contra 2,4% em 2017 e 1,9% em 2018. A Alemanha, locomotiva do bloco, só deve avançar 0,8% em 2019, segundo o FMI. A mesa está posta para discursos messiânicos e salvadores da pátria. (Folhapress)
18/05/2019

Pesquisas dão vexame e conservadores vencem eleições gerais na Austrália

Deu zebra?

Pesquisas dão vexame e conservadores vencem eleições gerais na Austrália

Coalizão conservadora australiana vence os 'líderes nas pesquisas'

A conservadora Coalizão Liberal/Nacional, liderada pelo primeiro-ministro Scott Morrison, venceu as eleições gerais deste sábado (18) na Austrália, contrariando as pesquisas de intenção de voto, que deram vexame. Segundo a Comissão Eleitoral Australiana, com pouco mais de dois terços dos votos contados, a coalizão tinha 73 assentos, contra 67 do Partido Trabalhista, o favorito nas enquetes. Animados pelo otimismo que lhes davam as pesquisas das últimas semanas, em campanha ancorada na proteção do clima, e após um começo promissor das apurações, os trabalhistas liderados por Bill Shorten tiveram que abrir mão de sua esperança a partir do voto decisivo dos eleitores do estado de Queensland. Assim, o grupo liderado por Morrison parte para um terceiro mandato de três anos. O político, de 51 anos, do Partido Liberal, de centro-direita, assumiu em agosto último, depois que a ala linha dura da legenda fez cair o mais moderado Malcolm Turnbull. Morrison parecia fadado a ter o mandato mais breve da história australiana, mas conseguiu virar a mesa com uma intensa campanha negativa e o apoio da maior organização de mídia do país, de propriedade do magnata do setor Rupert Murdoch. Ainda não está claro se os conservadores governarão sozinhos: para isso precisam conseguir pelo menos 76 dos 151 assentos na Câmara dos Deputados, e o resultado final depende da contagem de mais de 4,7 milhões de votos postais, que ainda podem definir a distribuição dos últimos mandatos. Cerca de 16 milhões de australianos estavam convocados a eleger os 151 deputados da Câmara, entre 1.056 candidatos, assim como 40 dos 70 senadores que servem durante um período de seis anos, entre 458 candidatos. A Comissão Eleitoral Australiana estabeleceu 90 centros de votação no exterior, assim como outros 500 dentro do país para receber, nos dias anteriores, os votos de mais de 4 milhões de australianos que não puderam ir às urnas hoje.