Empreendedorismo em Foco


Últimas Notícias


19/11/2018

Ranking internacional aponta melhorias no ambiente de negócios brasileiro

Simplificação

Ranking internacional aponta melhorias no ambiente de negócios brasileiro

Relatório do Banco Mundial destaca iniciativa ajudar plataformas para simplificar registro e licenciamento de novas empresas

Elaborado anualmente pelo Banco Mundial, o ranking Doing Business foi divulgado na quarta-feira (31/10) e revelou a melhora do ambiente para se fazer negócios no Brasil. De acordo com o documento, o país ganhou 14 posições e agora ocupa o 109º lugar, configurando o maior avanço entre as economias da América Latina e do Caribe. O ranking avalia, em 190 países, a influência da legislação e da burocracia no cenário empresarial. São analisados aspectos como o número de dias gastos na abertura de empresas, pagamento de impostos, obtenção de alvarás de construção, obtenção de crédito e execução de contratos, entre outros. “Cotidianamente, o mundo dos negócios apresenta desafios e o Sebrae exerce um papel fundamental nesse processo. Ao oferecer nossos serviços e soluções, preparamos os empreendedores e viabilizamos parte dessa mudança revelada pelo ranking. Nós temos a receita certa para um ambiente empreendedor mais digno e justo”, garante o superintendente do Sebrae no Distrito Federal, Rodrigo Sá. O documento destaca a iniciativa brasileira de manter e criar plataformas online para simplificar o registro e o licenciamento de novas empresas, como a Rede Nacional para Simplificação do Registro e Legalização de Empresas e Negócios (RedeSim) e o Sistema de Registro e Licenciamento de Empresas, que evita o deslocamento de empreendedores a diferentes órgãos licenciadores, diminuindo o tempo de atendimento e, consequentemente, o período para o registro de um novo negócio. No Distrito Federal a plataforma começou a ser utilizada há quase três anos e contribuiu para uma significativa transformação no cenário empreendedor da capital nacional. Desde então, já foram realizados mais de 123 mil atendimentos no sistema, que atualmente concentra as informações necessárias para formalizar um novo negócio e evita que o empreendedor ou o potencial empresário precise se deslocar entre diversos órgãos públicos durante o atendimento. Com o uso do sistema, o tempo de abertura de uma empresa – que já foi de até 120 dias – caiu para menos de cinco e conduziu o DF à liderança do ranking nacional elaborado pela Receita Federal junto à RedeSim, que afere a facilidade para se abrir uma empresa no país. “Os números do RLE@Digital têm um expressivo impacto no resultado do relatório. O sistema potencializou o atendimento aos empreendedores brasilienses e tornou mais fácil e rápido formalizar um pequeno negócio no DF. Dessa forma, possibilitamos o surgimento e a efetivação de novos negócios em nosso território”, explica Sá.
16/11/2018

Sacoleira deixa as ruas para abrir seu próprio negócio no Distrito Federal

Sebrae no DF

Sacoleira deixa as ruas para abrir seu próprio negócio no Distrito Federal

Empreendedora vendia joias em Minas Gerais e está prestes a inaugurar clínica de bronzeamento no Arniqueiras

Uma pequena loja de joias no interior de Minas Gerais foi a principal fonte de renda para Vera Lúcia da Paixão e o marido sustentarem os filhos até o início da década passada. Buscando uma vida melhor, em 2001 a família deixou o estado mineiro para tentar construir uma vida mais digna e justa na capital do país. Logo que chegou em território brasiliense, Vera procurou meios para sustentar a casa e começou a trabalhar informalmente como sacoleira pelas ruas e feiras do Distrito Federal e assim se manteve por mais de 17 anos. “Acordava cedo, tomava café e ia para a rua vender os produtos”, conta. Contudo, a rotina da mineira começou a mudar após o casamento de um dos filhos. Percebendo a rotina e as dificuldades enfrentadas por Vera, a nova integrante da família começou a falar e destacar a atuação do Sebrae junto aos pequenos empreendedores brasilienses. “Ela acabou me influenciando a buscar um novo caminho, explicando que o Sebrae tinha ferramentas e soluções que poderiam transformar a minha rotina e a minha vida”, relata. Após a insistência da nora, Vera resolveu participar de algumas iniciativas promovidas pelo Sebrae nas Regiões Administrativas (RAs) do DF e visitou feiras e palestras voltadas a potenciais empreendedores. Mas foi na a manhã do dia 5 de outubro, data em que se comemora o Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa, que vida da então sacoleira sofreu uma reviravolta. “Minha nora me chamou para ir até a Agência de Atendimento do Sebrae de Taguatinga com o propósito de buscar orientações para formalizar um pequeno negócio. Assim eu fiz”, acrescenta. Ao chegar na agência, Vera foi prontamente atendida por um colaborador do Sebrae e pode conhecer os benefícios da formalização, bem como os serviços e soluções da instituição. “Decidi formalizar a minha empresa naquele mesmo instante. Pensei que seria um processo bem demorado, mas assim que cheguei fui bem atendida e em questão de minutos saí com a formalização em mãos”, revela. No mesmo dia, Vera recebeu o licenciamento de seu empreendimento durante o evento promovido pelo Sebrae no DF em comemoração ao primeiro ano de funcionamento da agência da instituição em Taguatinga e ao Dia Nacional da Micro e Pequena Empresa. A empreendedora formalizou a Vera Paixão Bronze um espaço especializado em bronzeamento natural e que funcionará, a partir de 15 de dezembro, em Arniqueiras. “No momento estou na fase de montagem do espaço. Pensei que ter meu próprio negócio seria difícil, mas agora estou esperançosa. Para chegar ao sucesso contarei com o apoio do Sebrae para poder agir corretamente daqui pra frente”, finaliza Vera.
06/11/2018

Sebrae orientará micro e pequenas empresas na Semana Nacional de Crédito

Orientação gratuita

Sebrae orientará micro e pequenas empresas na Semana Nacional de Crédito

No Distrito Federal, atividades acontecem durante todo o mês de novembro

Na última semana de novembro, o Sebrae irá promover, em todo o país, a Semana Nacional de Crédito. A iniciativa oferecerá, de forma gratuita, orientações sobre acesso ao crédito, renegociação de dívidas bancárias e ainda capacitações voltadas aos pequenos empresários. No Distrito Federal, a instituição ampliará a programação e os pequenos empreendedores poderão participar de atividades até o dia 29. “Diversos empreendedores encontram dificuldades financeiras para abrir sua empresa e acabam desistindo. A Semana Nacional de Crédito acontece para evitar isso. O empréstimo facilitado e bem orientado é uma alternativa saudável para que o empreendedor consiga tonificar e materializar sua proposta de negócio”, explica o superintendente do Sebrae no DF, Rodrigo Sá. Para a realização deste ano o Sebrae disponibilizará, a partir do dia 5 de novembro, consultores nas agências de atendimento do SIA, Gama, 515 Norte, 604 Sul (sede do Sebrae Nacional) e Taguatinga. Entre 8h30 e 17h30, os empreendedores interessados poderão receber, sem pagar nada, orientações sobre gestão de crédito. As demais atividades terão início a partir de terça-feira (6/11), com um série de palestras e oficinas nas agências de atendimento do Sebrae localizadas na 515 Norte, SIA, Gama e Taguatinga. Serão abordados assuntos como fluxo de caixa, precificação, capital de giro entre outros temas importantes para a saúde financeira das pequenas empresas. Ainda dentro da programação, a instituição irá promover dois seminários de crédito em parceria com grandes instituições bancárias do país. Na ocasião, representantes financeiros vão apresentar detalhes de como funcionam as linhas de financiamento. “O empréstimo também poderá ser utilizado pelos empreendedores para providenciar melhorias para o negócio, como compras de novas mercadorias, aquisição de insumos, máquinas, reforma e ampliação de empreendimentos”, acrescenta o superintendente. Os seminários serão realizados nos dias 12 e 22 de novembro, respectivamente, no Sebrae do SIA e no Sebraelab localizado no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC). Após as apresentações, os empreendedores poderão se reunir individualmente com o representante de cada instituição financeira para discutir a situação de seus empreendimentos e conhecer detalhadamente a proposta de cada banco. O link de acesso às inscrições e a programação completa da Semana Nacional de Crédito estão disponíveis na página do Sebrae no DF (www.df.sebrae.com.br). Quem tiver dúvidas pode ligar na Central de Atendimento da instituição, no número 0800 570 0800. Semana Nacional de Crédito 2018 Data: 19 a 23 de novembro de 2018;
31/10/2018

Brasil avança em ranking que avalia facilidade de fazer negócios em um país

Empreendedorismo

Brasil avança em ranking que avalia facilidade de fazer negócios em um país

Pela primeira vez em 16 anos, Brasil superou todos os países da América Latina neste aspecto

O Brasil avançou do 125º ao 109º lugar no ranking do Banco Mundial que avalia a facilidade de fazer negócios em 190 países. Pela primeira vez em 16 anos, o Brasil fez seu maior número de reformas e superou todos os países da América Latina neste aspecto. O relatório cita quatro reformas como essenciais para o resultado positivo brasileiro: introdução de certificados digitais para importação, aprimoramento do acesso ao crédito, criação de sistema online para facilitar abertura de empresas e adoção de sistema eletrônico para gestão do fornecimento de energia. O diretor do Banco Mundial no Brasil, Martin Raiser, avalia que as reformas foram importantes para a eliminação de obstáculos enfrentados por empreendedores. “O Brasil deixou claro o seu compromisso em melhorar o ambiente de negócios para as pequenas e médias empresas.” Outros países da América Latina e Caribe avançaram no ranking, como Bahamas, El Salvador, Paraguai e Peru. Apesar do bom resultado, o Brasil ainda está atrás de países da mesma região como México (54ª posição), Colômbia (65ª posição) e Costa Rica (67ª posição). (Com informações da FolhaPress)
05/10/2018

Brasil tem uma das maiores ‘mortalidades’ de empresas do mundo

Dia do Empreendedor

Brasil tem uma das maiores ‘mortalidades’ de empresas do mundo

A inexperiência dos gestores e a ausência de capital de giro são os principais motivos para as falências

A maioria dos brasileiros que abrem uma empresa,  fecham as portas em menos de um ano, conforme dados do Sebrae. A inexperiência dos gestores e a ausência de capital de giro são os principais motivos para as falências, o que faz o Brasil um dos líderes mundiais em mortandade de empresas. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), de cada dez empresas abertas no Brasil, seis não sobrevivem após cinco anos. Em 2014, apenas 52,5% dos negócios abertos em 2011, o correspondente a 347 mil de um total de 661 mil estabelecimentos, tinham sobrevivido.  Dois anos depois, essa parcela era ainda menor: somente 38% ou 251 mil das firmas abertas cinco anos antes ainda estavam ativas. Pesquisa divulgada nesta quarta (4) pelo IBGE mostra que em  2016, 70,8 mil empresas fecharam suas portas. Ao todos eram 4,5 milhões de empresas que empregavam 38,5 milhões de pessoas, desses 32 milhões são assalariados e 6,5 milhões de proprietários ou sócios. Para fazer uma análise desse quadro o Diário do Poder conversou com o especialista em gestão de crises e recuperação judicial Artur Lopes, que destacou a inexperiência dos gestores e a ausência de capital de giro com os principais motivos para que uma empresa não prospere. “Normalmente, o processo de abertura de uma companhia, ou do início de um novo negócio se dá pelo conhecimento técnico do empresário, porém isso não é suficiente para transforma aquela experiência em negócio lucrativo. Não é o fato de alguém ser bom cozinheiro que vai ter sucesso abrindo um restaurante. Existem muitas variáveis na administração de um negócio”. Em 2015, o Sebrae constatou que a maioria das empresas brasileiras fecham suas portas em menos de um ano de atuação. A crise política daquela época foi um fator determinante para esse quadro. “Basicamente, o mercado contraiu essa crise, o PIB caiu como nunca, a soma da riqueza do país diminuiu consideravelmente, o dinheiro circulou menos e o crédito foi mais contingenciado por receio de inadimplência. Isso resultou num circulo vicioso, onde a queda da economia potencializou a queda do giro das empresas, que por sua vez operaram menos, gerando detrimento da atividade econômica”. Artur acredita que a saída da ex-presidente Dilma Rousseff piorou a situação. “Piorou não porque ela saiu, mas definitivamente porque estava em curso uma piora, uma deterioração, e se ela estivesse pioraria ainda mais”. Artur Lopes dá dicas de como os empresários devem agir para superar a crise.”Primeira coisa, entender e implementar indicadores. Mesmo se a empresa for pequena, você consegue implementar alguns indicadores que te permitem, ou permanecer numa rota, ou mudar de rota. Segunda coisa, defender o caixa, manter o capital de giro para que a empresa possa ter uma atividade preservada e outra coisa efetivamente aprofundar seu conhecimento no mercado que atua. O que vai definir o sucesso ou fracasso, dada as duas condições anteriores, é o nível de criatividade e o conhecimento que se tem na condução do negócio”. Lopes destaca que a mortalidade de empresas no Brasil é uma das maiores do mundo. “E se acentuou a partir da crise que estamos vivendo”. Sobre o novo cenário político, que teremos em 2019 com o novo governo, Lopes acredita que a situação “pode piorar muito, muito”, questionado se essa seria uma visão pessimista, o especialista rebate, “não, acho que é uma visão realista. Nós temos muitos desafios na mesa, é necessário diminuir a trajetória da dívida pública e isso vai exigir algumas ações impopulares. E se o governante de plantão não tiver coragem de tomar essas decisões, o país pode ficar ingovernável”. Para o especialista é necessário tratar de temas como a reforma da Previdência e dos cortes de benefícios de natureza fiscal, incentivo de natureza fiscal para empresas. “O novo presidente terá que ter coragem para não ser demagogo, para fazer o aquilo que tem que ser feito para efetivamente prover um ajuste nas contas públicas, pois fora desse ajuste, nós vamos só piorar”. E complementa “Vamos torcer para que ele tenha coragem, apenas isso”. Hoje no Dia do Empreendedor e Dia da Micro e Pequena Empresa, a mensagem para enfrentar essa fase de transição política é “Perseverança. A mensagem é de perseverança, o executivo e os empresários brasileiros, apesar desse índice de mortalidade, são extremamente criativos. Esse ambiente inóspito nos forja num ambiente de criatividade, e o que tem que se fazer é controlar a alteração, criando indicadores, preservando o caixa e sendo criativo nas soluções “. *Artur Lopes é especialista em gestão de crises e recuperação judicial. Tem mais de 20 anos de experiência em gestão financeira, é fundador da IWER Capital, empresa de consultoria para recuperação, consolidação e ampliação de negócios. Autor dos livros “Recuperação judicial” e “Quem matar na hora da crise-Como resgatar sua empresa e fazê-la crescer”.
01/10/2018

Sebraelab apoia desenvolvimento de empreendedores brasilienses

BioTic

Sebraelab apoia desenvolvimento de empreendedores brasilienses

O espaço está no Parque Tecnológico de Brasília e promove consultorias para quem deseja investir em inovação

Idealizado para estimular a criatividade e a inovação, o Sebraelab tem ajudado a construir um cenário mais próspero para a Capital Federal. O espaço, localizado no Parque Tecnológico de Brasília (BioTIC), completou dois meses de funcionamento em agosto, promovendo o acesso a orientações, capacitação e consultorias para empreendedores e empresários que queiram investir em inovação, desenvolver produtos e criar startups. Com uma estrutura distribuída em 800m², o espaço já recebeu mais de 1.400 visitantes e foi cenário para a realização de 21 eventos. Outros 16 eventos já estão programados até o final do ano e irão apresentar inovação e tecnologia a diversos segmentos econômicos. O superintendente do Sebrae no DF, Rodrigo Sá, explica que o espaço tem permitido o crescimento e o fortalecimento de ideias capazes de colaborar com a recuperação do tecido econômico do Distrito Federal. “O Sebraelab foi planejado para promover uma verdadeira revolução no DF, por meio de soluções criativas desenvolvidas por pequenos empreendedores. É um ambiente de convivência colaborativa que beneficia as mais diversas cadeias produtivas em operação no DF”, afirma. O laboratório tem sido fundamental para Bruno Castilho, morador da Asa Norte. Logo após terminar o Mestrado na área de Gestão do Conhecimento em Tecnologia da Informação, em 2016, o potencial empreendedor notou a dificuldade dos estudantes no momento de produzir textos científicos. Bruno começou a pensar em maneiras de facilitar a elaboração de trabalhos acadêmicos e fundou a plataforma educacional Meu Script. Já empreendedor, Bruno começou a peregrinar pela cidade à procura de ambientes colaborativos. Passava horas em cafeterias e chegou a alugar espaços de coworking com o intuito de desenvolver sua ideia. Quando não conseguia, o empreendedor dava continuidade ao trabalho dentro de sua própria casa. No final de junho, a história de Bruno Castilho começou a mudar. Convidado para conhecer a estrutura do BioTIC, ele enxergou no Sebraelab um ambiente capaz de colaborar com o amadurecimento de sua proposta de negócio. “Acredito que o empreendedor, no início da trajetória, deve agarrar todo tipo de oportunidade. Quando cheguei ao Sebraelab pela primeira vez, vi que a estrutura poderia me atender, sem que eu tivesse de pagar nada por isso”, conta. O empreendedor passou a frequentar o laboratório três vezes por semana. Ele utiliza o espaço de coworking e as salas de ideação e reunião, onde frequentemente realiza videoconferências com startupeiros espalhados por todo o Brasil. “Consigo intercambiar conhecimentos e adquiro novos contatos. Muitas vezes, estou sentado e chega alguém. Começamos a conversar sobre projetos, experiências e outros assuntos. Isso tem me ajudado a desenvolver novas ideias e habilidades”, acrescenta Bruno. A experiência dentro do laboratório fez com que ele procurasse a Ouvidoria do Sebrae no Distrito Federal para registrar um elogio ao espaço. “O Sebraelab é um ambiente bonito, confortável, calmo e que cumpre a sua missão de estimular os empreendedores criativos. Estou mais focado e produtivo desde o momento em que comecei a utilizar a estrutura”, afirma. “Espero que outros espaços similares ao laboratório sejam inaugurados no DF, facilitando o acesso de empreendedores e, principalmente, de estudantes universitários. Penso no tanto de ideias que poderiam ser aproveitadas dessa forma. A academia está recheada de soluções inovadoras, mas que precisam, justamente, de uma instituição que lhes forneça apoio”, explica Bruno. Atualmente, a plataforma Meu Script está em fase de testes em cinco instituições privadas de ensino do Distrito Federal e já conta com a validação de mais de 500 pessoas. O resultado estimulou Bruno a preparar uma estratégia de marketing agressiva para lançar a plataforma em todo o país, o que deve acontecer até o final de novembro. Mas antes de expandir a startup, Bruno garante que irá se aproximar – ainda mais – do Sebrae. “Em breve, tenho a intenção de participar de um programa de aceleração de startups e sei que o Sebrae pode me ajudar nisso também. A comunidade acadêmica é bem expressiva no Brasil e a plataforma que criei pode ajudar na elaboração de milhares de textos e artigos que ainda serão produzidos”, completa o empreendedor.
27/09/2018

Rodada de negócios do Sebrae procura fortalecer pequenas empresas

Empreendedorismo

Rodada de negócios do Sebrae procura fortalecer pequenas empresas

No cenário econômico atual, negócios menores têm mostrado potencial importante na geração de postos de trabalho

Pequenas empresas participaram nessa quarta (26), em São Paulo, de uma rodada de negócios – espaço em que buscam oferecer seus produtos e soluções a quem já está estabelecido no mercado. Foi durante o Fórum Encadear, promovido pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae). Em uma rodada como essa, jovens empreendedores se reúnem com representantes de grandes empresas. Eles têm 20 minutos para apresentar seus serviços e de que maneira podem atender à demanda de cada companhia. Imediatamente, ou dias depois, um negócio pode ser fechado. O objetivo da iniciativa é contribuir para o fortalecimento do empreendedorismo, especialmente por meio da inserção desses agentes em grandes cadeias de valor. Apesar de estar entre as 10 maiores economias do mundo, o Brasil ainda foi o 80º entre 137 nações avaliadas no Relatório Global sobre Produtividade de 2017 e ocupou a 64ª posição no Ranking Mundial de Inovação, divulgado este ano. No cenário econômico atual, os negócios menores têm mostrado potencial importante na geração de postos de trabalho. “Neste ano foram criadas 450 mil vagas de emprego. Dessas, 85% foram geradas nas micro e pequenas empresas. A grande empresa, em função dos avanços tecnológicos, em função da revolução digital, é a que está contratando menos”, afirmou o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, em debate no fórum. A rodada de negócios foi criada para facilitar contatos entre grupos econômicos estabelecidos e empreendedores iniciantes e ampliar os negócios. “O intuito é a gente trazer o pequeno para um tipo de reunião que talvez ele nunca conseguisse marcar. Ele teria uma série de barreiras que a gente quebra. A gente só vai reunir um pequeno negócio que possa ampliar mercado quando ele tiver condição de fazer isso”, explicou a responsável pelo tema no Sebrae, Taís Gomides, à Agência Brasil. Segundo Gomides, um dos desafios é chegar a um nível mínimo com qualidade e volume de oferta de serviços desses fornecedores. No caso das startups, ponderou, os obstáculos ficam menores, uma vez que atividades baseadas em tecnologia demandam menos matéria-prima. Mas, mesmo assim, os empreendedores precisam estar em um estágio em que consigam formatar e vender seus produtos. A coordenadora acrescentou que o Sebrae tem buscado atuar nessa demanda, oferecendo formação, acompanhamento e consultoria para qualificar a formatação da oferta de serviços, além da promoção das rodadas e espaços de aproximação entre grandes e pequenos. Segundo dados da organização, nesta rodada realizada na capital paulista, 84 empreendedores iniciantes participaram, apresentando soluções e serviços. A expectativa do Sebrae é de que os diálogos e acordos possam gerar até R$ 15 milhões em compras, contratações e outras formas de parceria. Márcia Gonçalves foi uma das empreendedoras selecionadas para as reuniões. Diretora da empresa Focus, ela apresentou a um conglomerado do ramo de cimento um aplicativo para gestão de ponto eletrônico de funcionários. Segundo a executiva, a solução facilita o acompanhamento e reduz custos no controle de jornadas de trabalho de quem trabalha fora e dentro das sedes das firmas. “Para nós, que somos pequenos desenvolvedores, foi uma oportunidade maravilhosa de estar com empresas do potencial das que estão aqui”, comentou. Aplicativos Na outra ponta do evento, pequenas empresas de tecnologia (startups) se revezavam em apresentações rápidas, enquanto executivos de grandes grupos ouviam, tiravam dúvidas e marcavam novas conversas para discutir possíveis contratações. Uma delas mostrava um aplicativo para remunerar pessoas por “caronas”, como forma de transporte mais barato que o táxi, Uber e serviços semelhantes. Outro empreendedor apresentou um sistema de transporte fretado integrado para deslocamento de trabalhadores ao emprego. Quanto mais empresas aderem, maiores as opções de rotas. O sistema calcula trajetos e opções mais rápidas. Otimizando os ônibus, as vans e os percursos, o aplicativo conseguiria reduzir o tempo de movimentação dos empregados e os custos de transporte aos empregadores. De acordo com o executivo da startup, a economia seria, em média, de 30%. O encontro, chamado “Desafio da Inovação”, foi outra forma de tentar conectar, de um lado, empreendedores ainda não consolidados no mercado e com soluções a, de outro, grupos estabelecidos e com problemas e demandas por novos fornecedores. Após as apresentações, as startups cujos produtos despertaram interesses passam por novas rodadas de conversas. Alexandre Sousa foi um desses. Diretor da empresa Eu Empreendo, ele apresentou um aplicativo de comunicação para empresas que faz a interação por diversos canais (como e-mail, SMS e outras formas de mensageiro). Além disso, pode organizar projetos e tarefas, monitorando andamento, prazos e etapas concluídas. O empreendedor participou de uma seleção de fornecedores de um grande grupo, mas acabou saindo com contatos com outras empresas. “Esse ambiente aqui é fundamental. A gente jamais iria conseguir falar com a Braskem [empresa promotora da seleção] com tanta facilidade. Até a gente chegar na companhia e achar quem decide, ia demorar um ano. Hoje eles estavam aqui nos ouvindo”, avaliou. (ABr)
27/09/2018

Estudantes querem consolidar cadeia produtiva do Bambu em Alagoas

Ação ambiental

Estudantes querem consolidar cadeia produtiva do Bambu em Alagoas

Projeto do Ifal que visava aplicar uso do bambu em escola pública agora incentiva empreendedorismo

A ideia inicial era estimular o uso de produtos feitos com a madeira do bambu em uma escola pública. Mas a visão cresceu e, hoje, estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) em Marechal Deodoro já querem contribuir para consolidar uma cadeia produtiva do bambu em Alagoas. O projeto Bambu é um dos 38 levados pelo Campus Marechal Deodoro ao Congresso Acadêmico do Ifal (Conac) deste ano de 2018, em Maceió (AL). Vinícius dos Santos, aluno do curso superior em Gestão Ambiental, é um desses jovens empreendedores. A, ele explica que o bambu é conhecido como a planta das 1001 utilidades, por ser uma matéria-prima ideal para diversos fins, desde a confecção de móveis até a produção de energia. Ele mesmo utiliza a madeira para fabricar objetos de decoração artesanais. Tudo isso com baixo impacto ambiental. Com o projeto de extensão intitulado “Sensibilização e capacitação para o uso do bambu em escola de boas práticas ambientais”, Vinícius levou a discussão sobre o bambu para a escola estadual Rosa da Fonseca, em Marechal Deodoro, onde jovens do Ensino Médio tiveram o primeiro contato com produtos feitos da planta. O projeto é coordenado pelo professor Fabrício Tavares. Com a experiência da ação, a ideia cresceu. “O bambu tem muito potencial, o que falta são políticas públicas de fomento e capacitação de trabalhadores. O nosso maior objetivo agora é contribuir para consolidar a cadeia produtiva do bambu em Alagoas. Afinal, precisamos de novos materiais que sejam eficientes e atendam nossas necessidades, com impacto ambiental reduzido”, afirma Vinícius, que já busca parcerias com órgãos como a Prefeitura de Maceió e o Instituto de Meio Ambiente para ampliar o projeto. Assista ao vídeo abaixo para saber mais sobre o projeto Bambu: A programação do Conac 2018 se estende até hoje (27), pela manhã e pela tarde. Clique aqui para ver a programação completa do Campus Marechal Deodoro. Também acompanhe a cobertura do evento pelo Instagram da escola (@ifalmarechal). (Com informações da reportagem de Acássia Deliê, da Ascom Ifal Marechal)
26/09/2018

Negócios digitais: como empreender em um Brasil fora da crise

Saída para o desemprego

Negócios digitais: como empreender em um Brasil fora da crise

O mercado digital foi o ramo de negócio mais procurado pelos brasileiros para um “recomeço”

O Brasil registra hoje cerca de 13 milhões de desempregados, e o cenário se agrava porque boa parte da população está perdendo a esperança. De acordo com a Pesquisa por Amostra de Domicílio Contínua (PNAD), divulgada em agosto pelo IBGE,  Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 4,8 milhões de pessoas acima dos 14 anos desistiram de procurar emprego no segundo trimestre de 2018. Diversas empresas faliram e tantas outras pessoas estão insatisfeitas com o emprego ou negócio atual. Com base nesta realidade, os brasileiros precisaram se reinventar. O mercado digital foi o ramo de negócio mais procurado para um “recomeço”. Segundo a pesquisa Digital Adspend 2018, da IAB Brasil, Interactive Advertising Bureau, a publicidade digital no País movimentou R$ 14,8 bilhões em 2017 e cresceu 25,4% em relação ao ano anterior. Este é um dos poucos segmentos onde é possível construir ideias altamente rentáveis, mesmo com investimento zero. Mas, como em qualquer outro ramo de negócio é preciso trabalhar bastante e ser criativo, enxergar oportunidades e explorar um determinado nicho. Com isso, pequenas empresas (ou empreendedores) passaram a ganhar mais visibilidade pelo alto potencial de inovação e modelo de negócio escalável. De acordo com o CTO & Co-founder da TurboMKT (Plataforma de Negócios Online), Flávio Oliveira, é possível criar um negócio digital com investimentos próprios e uma perspectiva de crescimento anual bastante alta. “O custo de manutenção de um negócio no ‘mundo real’ é extremamente alto e, geralmente, o lucro não é suficiente nem para bancar os custos fixos. No mundo digital, atuando como um produtor de conteúdo ou um afiliado (ambos denominados empreendedores digitais) acontece exatamente o contrário: os custos fixos e investimento inicial são baixos e tendem a ser gradativos, e a margem de lucro é alta”, observou Oliveira. Para iniciar a imersão neste mundo digital, antes de começar um negócio, é necessário ter clareza sobre os objetivos da empresa a pequeno, médio e longo prazo. Ainda, é importante conhecer o marketing digital e ferramentas para divulgação, produção, distribuição de conteúdo e como realizar a venda pela internet. “Vender pela internet para algumas pessoas é algo distante, entretanto, para começar basta apenas colocar em prática uma ideia, organizar os conhecimentos em um curso online ou eBook, utilizar as melhores estratégias e tecnologias e, com dedicação e tempo, começar a faturar”, aconselhou Oliveira, que ressaltou. “O retorno financeiro dos empreendedores digitais costuma ser quase que instantâneo. As pessoas desejam consumir informação e conhecimento para fins diversos e, para tanto, precisam de conteúdo de qualidade. Se o produtor tem experiência relevante para ser compartilhada, com um material bem produzido e disponibilizado de forma acessível, certamente, terá sucesso”. Para aqueles que pensam em dar início a um negócio no mercado online, mas não sabem por onde começar, Flávio Oliveira oferece algumas dicas importantes: Primeiro passo: entender o mercado digital, ter propriedade no segmento no qual atuará e ter um objetivo claro bem definido. Segundo passo: ter uma estrutura societária focada e especialista disposta a colocar a mão na massa. É interessante, por experiência própria, ter sócios com qualificações e especialidades diferentes, isso ajudará na divisão de tarefas. Em seguida, conectar com pessoas que estão na mesma sintonia e que acreditam por inteiro naquela ideia; a equipe é um dos fatores mais importantes – principalmente no início –, pois juntos farão o negócio acontecer e crescer. Terceiro passo: é importante administrar os custos fixos. Trabalhar remoto pode ser confortável e poupar os custos de uma sala comercial; ter uma equipe enxuta e multitarefa; ter sob controle todo o custo do projeto e fazer provisões de faturamento.
26/09/2018

Estudantes instalam energia solar em guarda-sóis de barraca de praia de Maceió

Natureza e tecnologia

Estudantes instalam energia solar em guarda-sóis de barraca de praia de Maceió

Ideia de alunos do Instituto Federal de Alagoas é ampliar protótipo para praias nordestinas

A vida conectada da modernidade ganhou um aliado para quem resiste à bela paisagem do mar de Maceió (AL) para dar uma espiadinha nas redes sociais. Quatro estudantes do Instituto Federal de Alagoas (Ifal) criaram e estão instalando placas de energia solar sustentável nos guarda-sóis que ficam nas areias da orla da Ponta Verde, na capital alagoana. A ideia nasceu da parceria de alunos de eletrotécnica com um comerciante que aluga cadeiras e sombreiros na orla da capital. E foi exibida na edição de hoje do telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo. “Inicialmente, estudamos as necessidades dos barraqueiros, dos prestadores de serviço da orla, e fizemos pesquisas e dimensionamos a placa de acordo com as necessidades deles”, disse o estudante de eletrotécnica Jarllan Ferreira, à reportagem. As placas estão em teste há dois meses. Em dias de sol forte, elas conseguem produzir a capacidade máxima de energia, que é o suficiente para manter o celular ou as caixinhas de som carregados o tempo inteiro enquanto se está na praia. “Eu preciso colocar de manhã e retirar de tarde. E as placas, para funcionarem 100%, é a partir das 9h, quando a irradiação do sol está mais forte. Até as 15h eu consigo mantê-la 100%”, esclareceu o comerciante e parceiro Erisvaldo Nascimento. A energia limpa vem de painéis solares de 20 centímetros, que ficam grudados na parte de cima do guarda-sol. A ideia de gerar energia na praia de forma sustentável surgiu no laboratório do curso de eletrônica do Ifal. A solução agradou quem não consegue ficar longe do celular nem mesmo na praia. “Às vezes o celular descarrega na praia e a gente precisa tirar uma foto”, disse a advogada Daniele Borner. “Pra mim, foi uma surpresa! Eu não esperava nunca chegar aqui em uma barraca e encontrar uma tecnologia que permite carregar o seu celular. Encontrar esse serviço foi excelente”, afirmou o jornalista Silvio Teles. A ideia está dando tão certo que os estudantes já pensam em ampliar o projeto até o final do ano. “A gente está querendo saber o que pode melhorar ainda no projeto para poder agregar e daqui pra dezembro estar com esse protótipo pronto para poder expandir por toda a praia e quem sabe até por todas as praias do Nordeste”, explicou o estudante Rinaldo Matheus. (Com informações do Bom Dia Brasil e Gazetaweb)