Tensão política

Dólar fecha em alta de 1,42% e Bovespa encerra com queda de 2,8%

Declaração de Bolsonaro sobre Previdência e investigação de seu guru econômico deixaram investidores tensos

Dólar fecha em alta de 1,42% e Bovespa encerra com queda de 2,8%

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), encerrou o pregão em alta de 1,23% Foto: Rafael Neddermeyer

Após seguidas séries em baixa, a cotação da moeda norte-americana encerrou o pregão de hoje (10) em alta de 1,42%, cotada a R$ 3,7635 para venda. Mesmo com a correção no movimento de queda, a moeda norte-americana acumula uma desvalorização de 8,09% nos primeiros dez dias de outubro. O Banco Central segue com os leilões tradicionais de swaps cambiais, sem ofertas extraordinárias de venda futura de dólares.

O índice B3, da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), fechou o dia em baixa de 2,80%, com 83.679 pontos, com queda dos papéis das grandes companhias, consideradas como blue chip, como Petrobras com desvalorização de 2,87% e Eletrobras com 8,36%.

O resultado é reação do mercado sobre a fala do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) sobre reforma da Presidência, a notícia de que seu guru econômico é investigado e a expectativa de divulgação da primeira pesquisa Datafolha sobre o segundo turno.

Na terça-feira, 9, Bolsonaro disse que não usará o projeto de reforma da Presidência apresentado pela gestão de Michel Temer, já em tramitação na Câmara, e que pretende fazer sua própria proposta, segundo ele, mais consensual.

“Eu acredito que a proposta do Temer como está, se bem que ela mudou dia após dia, dificilmente ela será aprovada”, afirmou.

Seu coordenador político de campanha, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS), já havia dito que o entorno do candidato não deve se movimentar, caso ele seja eleito, para a aprovação da reforma ainda neste ano.

De acordo com Lorenzoni, se Bolsonaro vencer, o assunto só será discutido depois da posse, e não na transição.

Na avaliação de agentes do mercado, as declarações vão de encontro com a visão do coordenador econômico de Bolsonaro, o economista liberal Paulo Guedes.

A preferência do mercado pelo capitão reformado do Exército é apoiada justamente em Guedes, de quem investidores esperam a imposição de uma agenda de reformas, corte de gastos e ajuste fiscal. (Com informações da FolhaPress)

Redação
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