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Reflexos do coronavírus

OCDE: indicadores antecedentes têm a maior queda mensal já registrada

Desaceleração mundial ocorre em meio à crise do coronavírus

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Segundo dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgados nesta quarta-feira (8), as principais economias do mundo estão vendo a maior queda mensal nas atividades já registrada na história em meio à crise do coronavírus.

O cálculo faz parte do CLI, indicador composto que projeta pontos de virada nos ciclos de negócios. Uma queda no indicador não é uma medida do grau de contração do PIB, mas uma indicação da força com que os países entraram nessa fase de contração.

Em comparação com março do ano passado, o indicador caiu 1,26% para o Brasil, 0,39% para os Estados Unidos, 2,25% para a Alemanha e 0,93% para as sete maiores economia do mundo.

Os indicadores estão sinalizando “a maior queda já registrada na maioria das grandes economias”, disse a OCDE, sediada em Paris, em comunicado, acrescentando que a enorme incerteza sobre quanto tempo os isolamentos durarão prejudicaram severamente seu valor preditivo.

Como resultado, a OCDE disse que os indicadores “ainda não são capazes de antecipar o fim da desaceleração, especialmente porque ainda não está claro o quão longas, nem mesmo o quão severas, serão as medidas de bloqueio”.

No mês passado, a OCDE estimou que cada mês que as principais economias passarem em confinamento reduzirá 2 pontos percentuais de seu crescimento anual.

Segundo a OCDE, para melhorar a capacidade de previsão será fundamental que os governos comecem a formular e comunicar estratégias de longo prazo, além das medidas imediatas iniciais que eles tiveram que impor.

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