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Sebrae lança movimento que incentiva a compra em pequenos negócios

Dia 5 de outubro virou data nacional para consumo de produtos de micro e pequenas empresas

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Nesta quarta-feira, 5 de agosto, foi lançado em todo o Brasil o “Movimento Compre do Pequeno Negócio”, ação inédita liderada pelo Sebrae. Em uma entrevista coletiva, em São Paulo, o Presidente do Sebrae Nacional, Luiz Barreto Filho, apresentou o programa, que tem como principal objetivo conscientizar a sociedade sobre a importância de comprar dos pequenos negócios, que são a base da economia brasileira. Em todo Brasil, eles somam mais de 10 milhões entre microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. No Distrito Federal, esse número ultrapassa os 177 mil.

Alinhado com essa iniciativa, o Sebrae no DF deu inicio a uma grande mobilização, visando a promover o Movimento Compre do Pequeno Negócio junto à população. Com esse objetivo, 120 Agentes de Orientação Empresarial (AOEs) e Agentes Locais de Inovação (ALIs) foram às ruas de Samambaia, Setor O, Sol Nascente, Pôr-do-Sol, Taguatinga, Asa Sul e Asa Norte para esclarecer e sensibilizar os empresários sobre o movimento. Na ação, foram distribuídos fôlders e cartazes incentivando a compra dos pequenos negócios.

Ao final da manhã, os agentes, acompanhados dos gerentes do Sebrae no DF; da diretora de Gestão e Solução, Cassiana Abritta; do diretor superintendente, Valdir Oliveira; e do presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF, Luís Afonso Bermúdez, se encontraram com dirigentes do Sebrae Nacional na Quadra 404/405 Sul, para um almoço em um restaurante de um pequeno empresário, marcando o início das atividades do Movimento Compre dos Pequenos Negócios.

“Os pequenos negócios possuem grandes empresários que fazem o dia a dia do Brasil mudar. Compre do pequeno negócio porque é um ato cidadão que fortalece o País e, ao mesmo tempo, cria oportunidades neste ano de dificuldades”, afirmou Luiz Barreto Filho, presidente do Sebrae Nacional.

“O pequeno, por ser pequeno, produz com qualidade, pois a atividade de produzir ou ofertar aqueles produtos representam o nome dele. Além disso, é possível encontrar mais perto o que é direcionado para você, com o seu perfil de consumidor”, acrescentou Luiz Afonso Bermúdez, presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae no DF.

Adilson Sidnei Auler, proprietário do restaurante Boteco do Juca, na Asa Sul, acredita que a ação do Sebrae fará toda a diferença para os pequenos negócios. “O programa dará apoio e visibilidade para o pequeno negócio que não tem o poder e as mesmas condições de grandes empresas na divulgação e no marketing de seus produtos”, diz Auler. Há 10 anos no mercado, o restaurante é uma empresa de pequeno porte que gera emprego para 50 funcionários com carteira assinada. “Assim como nós, tantos outros pequenos negócios são responsáveis pela renda de muitas famílias e pelo pagamento de impostos”, completa o empresário.

O 5 de Outubro foi escolhido como data oficial do Movimento Compre do Pequeno Negócio por se tratar do dia em que se instituiu o Estatuto da Micro e Pequena Empresa. A ação inclui um hotsite (www.compredopequeno.com.br) que, além de enumerar razões para comprar dessas empresas, permite aos empreendedores cadastrar suas empresas para que o consumidor encontre produtos e serviços de que precisa perto de sua casa ou seu trabalho. O Sebrae e as instituições parceiras vão realizar uma semana de capacitação em todo o Brasil, de 21 a 26 de setembro, para preparar os empresários especialmente para o 5 de outubro, com palestras, oficinas e orientações sobre controle de custos e atendimento ao cliente, entre outros temas.

No Distrito Federal, as micro e pequenas empresas são mais de 98% do total de empresas. Respondem por 27% do PIB do DF e por mais de 272 mil vagas de empregos formais com carteira assinada, o que corresponde a 47% dos empregos gerados no Distrito Federal. Os pequenos negócios – com um faturamento máximo de R$ 3,6 milhões por ano – levam desenvolvimento para as regiões onde estão localizados e desempenham um papel social fundamental, gerando 52% de todos os empregos formais no Brasil.