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Banco Central intervem

Dólar bate R$ 4,21 com cenário externo, corrida eleitoral e crise na Argentina

Alta perdeu força depois que o Banco Central anunciou intervenção adicional no câmbio

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Dólar fecha em queda de 1,06%, cotada a R$ 3,7431. Foto: Rafael Neddermeyer/Fotos Públicas

O dólar registra forte alta nesta quinta-feira, 30. Na máxima do dia, alcançada no começo da tarde, o dólar chegou a ser negociado a R$ 4,2158, em alta de 2,3% em relação ao último fechamento. Esse foi o segundo maior valor do câmbio atingido durante um pregão desde o início do Pano Real. Na véspera, o dólar caiu 0,54%, a R$ 4,1176.

Depois da disparada, o Banco Central anunciou uma intervenção adicional no câmbio, além das já previstas que derrubou a cotação da moeda americana. Às 14h08, a moeda norte-americana subia 0,86%, a R$ 4,1529. O BC fará um leilão para ofertar US$ 1,5 bilhão em contratos de “swaps cambiais” – que funcionam como uma venda de moeda no mercado futuro.

Influências

Além da corrida presidencial no Brasil que deixa o país fragilizado com as incertezas do pleito de outubro, a decisão do Banco Central argentino de subir os juros influenciou negativamente na cotação da moeda norte-americana.

Na Argentina, o peso despencou 15,6% na manhã desta quinta, fazendo com que US$ 1 valesse 39 pesos argentinos, o maior patamar da história da moeda. Para tentar conter essa sangria, o banco central local elevou a taxa de juros de 45% para 60% – disparada, a maior taxa básica de juros do planeta.

Eleições

O desempenho de Geraldo Alckmin, candidato pelo PSDB à Presidência da República, em entrevista ao Jornal Nacional na noite passada não foi satisfatório e também influenciou no mau humor do mercado financeiro, que tem o tucano como candidato preferido. Alckmin foi confrontado durante 16 minutos sobre corrupção.

Outro problema está na pesquisa do DataPoder360, realizado pelo portal “Poder360”, que não trouxe um cenário muito diferente dos outros levantamentos, com Lula liderando a disputa com 30%, e Alckmin (7%) sem decolar. Jair Bolsonaro (PSL), tem 21%.

Além disso, a pesquisa mostrou que se Lula (PT) tiver que abrir mão da candidatura para Fernando Haddad (PT), este teria potencial de receber 8% de votos “com certeza”, enquanto 26% “poderiam votar” nele no caso de ser apoiado pelo ex-presidente. Ou seja, são grandes as chances de um segundo turno com a presença de um petista.

O levantamento do DataPoder360 foi realizado com 5.500 entrevistas por meio de telefones fixos e celulares de 24 a 27 de agosto. Foram atingidas 329 cidades em todas as 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O registro do estudo no TSE é BR-04538/2018.

Outros dois eventos estão na mira do mercado para esta sexta-feira, 31: o início da campanha eleitoral na TV — e a expectativa de que, com 44% do tempo na disputa, Alckmin consiga avançar nas pesquisas — e a possibilidade de julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) da participação de Lula na propaganda de rádio e televisão.

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