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Rescisão gigante

Boeing desiste de fusão e rompe contrato com a Embraer

Segundo a americana, a empresa brasileira não cumpriu algumas obrigações contratuais

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Unidades do C390 foram entregues à Força Aérea em 2019. Foto: Alan Santos/PR

Em um curto comunicado, a Boeing anunciou neste sábado (25), que decidiu encerrar o Acordo Global de Operação (MTA, na sigla em inglês) com a Embraer. De acordo com a americana, a brasileira não cumpriu algumas obrigações contratuais previstas para terminar o negócio.

As duas empresas planejavam criar uma joint venture com foco no negócio de aviação comercial da Embraer, mas também para abranger o desenvolvimento de novos mercados para as aeronaves C-390 Millennium de transporte e mobilidade aérea, essa parte em uma segunda empresa.

A parceria planejada entre a Boeing e a Embraer recebeu aprovação incondicional de todas as autoridades reguladoras necessárias para a fusão, com exceção da Comissão Europeia.

Segundo a americana, o MTA previa que a data limite para o acordo terminou nesta sexta-feira (24), mas sujeita a prorrogação por qualquer das partes, se algumas condições fossem atendidas. De acordo com a Boeing, ela exerceu seu direito de rescisão após a Embraer não atender às condições necessárias.

“A Boeing trabalhou diligentemente nos últimos dois anos para concluir a transação com a Embraer. Há vários meses temos mantido negociações produtivas a respeito de condições do contrato que não foram atendidas, mas em última instância, essas negociações não foram bem-sucedidas. O objetivo de todos nós era resolver as pendências até a data de rescisão inicial, o que não aconteceu”, aponta Marc Allen, que seria o CEO da empresa criada com parceria das duas gigantes da aviação.

Ainda segundo a Boeing, as duas companhias manterão o Contrato de Equipe Principal existente, que foi assinado em 2012 e ampliado em 2016, para comercializar e apoiar em conjunto as aeronaves militares C-390 Millennium.