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21/03/2019

Entenda a proposta para a reforma da Previdência dos militares

Entregue ao Congresso

Entenda a proposta para a reforma da Previdência dos militares

O governo entregou também o projeto de reestruturação da carreira dos militares

Assim como na proposta de reforma na Previdência de civis, o presidente Jair Bolsonaro entregou pessoalmente nesta quarta (20) o projeto que altera a aposentadoria das Forças Armadas ao presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). A proposta inclui também policiais militares e bombeiros. A entrega da proposta dos militares pelo governo era uma condição de parlamentares para que o texto da reforma para os civis fosse votada na Câmara dos Deputados. Conheça os principais pontos do texto sobre a aposentadoria dos militares: Tempo mínimo de serviço Com a proposta do governo, a idade mínima de atividade passa de 30 anos para 35 anos, tanto para homens quanto para mulheres. A regra de transição apresentada prevê que quem já tem 30 anos de serviço passará para a reserva remunerada assim que as novas regras entrarem em vigor. O restante terá que cumprir o tempo que falta para os 30 anos de tempo de serviço, além de um pedágio de 17% dos anos que faltam. Alíquotas de contribuição A partir de 2022, todos os beneficiários do Sistema de Proteção Social das Forças Armadas terão alíquota de contribuição de 10,5%. Haverá um período de transição: em 2020, a alíquota será de 8,5%; em 2021, a porcentagem passa para 9,5%, chegando aos 10,5% em 2022. Apenas cabos e soldados em serviço militar obrigatório não irão contribuir. Todos os beneficiários pagarão ainda uma alíquota de 3,5% para o fundo de saúde. Atualmente, ativos e inativos contribuem com 7,5%. Pensionistas, alunos, cabos e soldados não fazem a contribuição. Idade limite para a transferência para a reserva Atualmente, a variação de idade para que o militar possa ser transferido para a reserva é de 44 a 66 anos — a primeira para soldados e a última para generais do Exército. A proposta do governo aumenta a idade, que passa a variar entre 50 e 70 anos. Dependentes Para militares que não tenham rendimentos, o texto da reforma prevê uma mudança de dez categorias para três em relação aos dependentes: – Pai e mãe; – Filho ou enteado estudante menor de 24 anos; – Tutelado ou curatelado inválido ou menor de 18 anos sob guarda por decisão judicial. Já independentemente de rendimentos, a categoria cai para apenas duas: – Filho ou enteado menor de 21 anos ou inválido; – Cônjuge ou companheiro em união estável. Restruturação da carreira Junto ao texto da reforma da Previdência dos miltiares, o governo entregou uma proposta de reestruturação de carreira. Com a proposta, a economia prevista com a reforma dos militares cai de R$ 97,3 bilhões para R$ 10 milhões — a reestruturação trará gastos de R$ 86,85 bilhões. Entenda o que muda com a reestruturação: Efetivo A proposta do governo reduz o efetivo em 10% em dez anos. Atualmente, são 36 mil militares — 55% temporários e 45% de carreira. Adicional para militares que fizerem cursos O adicional para altos estudos categoria I passa de 30% para 73%; altos estudos categoria II tem um aumento previsto de 25% para 68%; aperfeiçoamento aumenta de 20% para 45%; especializações garantem adicional de 26%, diante dos 16% previstos atualmente; e formação permanece com o adicional de 12%. A reestruturação será feita em um período de quatro anos. Ajuda de custo para o transferido para a reserva Com a proposta do governo, o benefício irá dobrar, passando para oito vezes o valor da remuneração do militar. O valor é pago uma única vez. Adicional de disponibilidade Inexistente atualmente, um percentual incidente será pago ao militar de acordo com o salário. Para coronel e subtenente, o valor é de 32%; tenente-coronel recebe 26%; major e primeiro sargento, 20%; capitão e segundo sargento terão adicional de 12%; já primeiro tenente e terceiro sargento receberão 6% de adicional de disponibilidade; os demais militares terão 5%.
21/03/2019

Companhia aérea Virgin Atlantic anuncia voo entre São Paulo e Londres

Mais uma opção

Companhia aérea Virgin Atlantic anuncia voo entre São Paulo e Londres

Neste mês, a subsidiária britânica da low-cost norueguesa Norwegian começa a operar a rota Rio-Londres

O mercado de voos ligando o Brasil a Londres segue aquecido. Neste mês em que a subsidiária britânica da low-cost norueguesa Norwegian começa a operar a rota Rio-Galeão – Londres-Gatwick, outra companhia britânica anunciou o início das operações no Brasil. É a Virgin Atlantic, que divulgou nesta quarta-feira (20) seu primeiro voo para a América do Sul, entre São Paulo-Guarulhos e Londres-Heathrow. O início da operação, diária, está previsto para 2020. Os voos serão realizados com um Boeing 787-9, no esquema de 31 assentos na executiva (chamada Upper Class), 35 na Premium Economy e 192 na econômica tradicional. A nova opção de voo ligando o Brasil a Londres tende a movimentar esse mercado, que até pouco tempo atrás contava apenas com a tradicional British Airways. No próximo dia 31, a Norwegian inaugura o voo Galeão-Gatwick, com preços agressivos que podem chegar à metade dos praticados pela British. Apesar de não se definir como low-cost, a Virgin Atlantic pratica preços menores que a centenária British, que nos últimos anos vem sofrendo com críticas em pesquisas de satisfação pela queda no padrão do serviço de bordo e tarifas pouco competitivas. A cobrança pelo saquinho de chá em voos domésticos revoltou os britânicos. Enquanto isso, a Virgin vem expandindo sua malha internacional desde Heathrow, o maior aeroporto de Londres. Além da capital paulista, Las Vegas (EUA) e Tel Aviv (Israel) foram anunciados como novos destinos da empresa. Em meio a essa expansão, a companhia deve receber até o fim deste ano 4 dos 12 Airbus A350-1000 que encomendou. Trata-se da versão estendida do jato mais moderno da Airbus atualmente. A Virgin nasceu em 1984 com foco no segmento transatlântico entre EUA e Reino Unido. Fundada pelo bilionário britânico Sir Richard Branson, hoje a companhia tem 49% das ações nas mãos da Delta, com quem se aliou em uma joint-venture para fortalecer a malha América-Europa e fazer concorrência à aliança American Airlines-British. Recentemente, 31% das ações da Virgin Atlantic foram para o grupo Air France-KLM, e uma nova joint-venture entre os três grupos aguarda o sinal verde dos reguladores europeus. (FolhaPress)
20/03/2019

Pela oitava vez seguida, Copom mantém taxa de juros em 6,5% ao ano

Menor nível da história

Pela oitava vez seguida, Copom mantém taxa de juros em 6,5% ao ano

Foi a 1ª reunião do comitê sob o comando do novo presidente do BC, Roberto Campos Neto

Pela oitava vez seguida, o Banco Central (BC) não alterou os juros básicos da economia. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 6,5% ao ano, na primeira reunião do órgão sob o comando do novo presidente do BC, Roberto Campos Neto. A decisão era esperada pelos analistas financeiros. Com a decisão de hoje, a Selic continua no menor nível desde o início da série histórica do Banco Central, em 1986. De outubro de 2012 a abril de 2013, a taxa foi mantida em 7,25% ao ano e passou a ser reajustada gradualmente até alcançar 14,25% ao ano em julho de 2015. Em outubro de 2016, o Copom voltou a reduzir os juros básicos da economia até que a taxa chegasse a 6,5% ao ano em março de 2018. A Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em fevereiro, o indicador fechou em 3,89% no acumulado de 12 meses. O índice subiu em relação a janeiro, pressionado por alimentos e educação. A IPCA de março só será divulgado em 10 de abril. Para 2019, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu meta de inflação de 4,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não poderá superar 5,75% neste ano nem ficar abaixo de 2,75%. A meta para 2020 foi fixada em 4%, também com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Inflação No Relatório de Inflação divulgado no fim de dezembro pelo Banco Central, a autoridade monetária estima que o IPCA encerrará 2019 em 4% e continuará baixo até 2021. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 3,89%. Depois de fechar abaixo do piso da meta em 2017, a inflação subiu no ano passado afetada pela greve dos caminhoneiros, que durou 11 dias e provocou desabastecimento de alguns produtos no mercado, e por causa da alta do dólar no período. Mesmo assim, o IPCA voltou a registrar níveis baixos nos últimos meses de 2018, tendo encerrado o ano em 3,75%. Crédito mais barato A redução da taxa Selic estimula a economia porque juros menores barateiam o crédito e incentivam a produção e o consumo em um cenário de baixa atividade econômica. No último Relatório de Inflação, o BC projetava expansão da economia de 2,4% para este ano. Segundo o boletim Focus, os analistas econômicos preveem crescimento de 2,28% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos pelo país) em 2019. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir. (ABr)