Coronavírus

Volkswagen Caminhões e Ônibus reabre fábrica e volta a operar no Brasil

Segundo a montadora, todos os procedimentos de higienização estão sendo tomados

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Diário Motor — Aos poucos, as montadoras no Brasil estão planejando o retorno às atividades, que estão paralisadas por causa da pandemia do novo coronavírus. Uma das primeiras marcas a retomar a produção é Volkswagen Caminhões e Ônibus. A alemã volta a produzir, de forma gradual, veículos comerciais na planta de Resende (RJ). 

Segundo a montadora, a volta gradual conta com mil colaboradores retomando as atividades. Ela afirma que, para isso, uma série de medidas foi implantada, desde a intensificação dos cuidados de higiene com a instalação de pontos de distribuição de álcool gel, até a distribuição de máscaras e aferição diária de temperatura corporal dos profissionais.

De acordo com o presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, a marca irá, de forma constante, monitorar as medidas e adotar qualquer novo procedimento que possa ser necessário. 

“No primeiro dia, observamos um grande comprometimento de todos os nossos colaboradores com as recomendações para proteção de todos. Montamos uma verdadeira força-tarefa para assegurar que esse momento fosse possível, sem arriscar o que temos de mais precioso, que são nossos profissionais”, afirma. 

Os cuidados se iniciaram antes mesmo do embarque dos colaboradores no transporte fretado que leva à fábrica. Para entrar no ônibus, todos tiveram que colocar máscaras faciais e utilizar álcool gel, além de ter uma checagem de sua temperatura. 

Na chegada à fábrica, até mesmo o tradicional café da manhã mudou de formato, sendo substituído por kits de desjejum para não haver compartilhamento de utensílios e aglomerações.

A marca afirma que todos receberam kits de máscaras laváveis e puderam conferir as dezenas de pontos de distribuição de álcool gel que foram instalados. A jornada começou com o amplo reforço da divulgação das recomendações necessárias e das mudanças na rotina de trabalho

Os processos de montagem também foram adaptados para preservar a distância mínima de dois metros e todos respeitaram as demarcações no piso durante suas atividades com essa finalidade.

Quando isso não é possível pela característica da operação, adotaram também o escudo facial em acrílico e óculos de segurança. Todos os demais equipamentos de proteção individual continuam a ser utilizados.

Durante o almoço, mais mudanças: horários alternativos e capacidade do restaurante limitada para garantir a segurança de todos. Ao longo de todo o expediente, a limpeza de máquinas, ferramentas, salas e áreas comuns também foi intensificada. 

No retorno às suas casas, os colaboradores foram recomendados a tomar os mesmos cuidados do trajeto de ida. Nessa fase de retomada, ao fim de cada dia, um comitê da empresa se reúne para avaliar a eficácia das medidas tomadas e definir novas ações, se necessárias.

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