Item de colecionador

Confira 24 veículos produzidos em 1994 que podem solicitar ‘placa preta’

Entre carros e motos, fabricados há 30 anos ou mais, os modelos podem requisitar o ‘selo’ de colecionador

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Placa preta veícular.
Confira 24 veículos produzidos em 1994 que podem solicitar ‘placa preta’ (foto: TopClassic).

No Brasil, um veículo, seja ele qual for: carro, moto, caminhão, ônibus, ao completar 30 anos de produção, fica elegível para a “placa preta”. O item é mais do que uma mera formalidade, ela serve também para atestar que aquela unidade foi preservada e conta com um mínimo de originalidade de quando foi lançada.

Neste ano, modelos lançados ou produzidos em 1994 estão elegíveis para obtenção do “selo” de colecionador. Entre carros e motos, 24 veículos estão aptos a realizar a troca de placa, que além de confirmar a originalidade, aumenta o valor de mercado.

Fiat Uno Sport.

Fiat Uno Sport.

Segundo a Associação Brasileira de Colecionadores de Veículos Antigos (TopClassic), o processo de obtenção da “placa preta” é mais simples e rápido do que se imagina. A entidade é uma das diversas espalhadas pelo país autorizada a fornecer o serviço de inspeção que garante, ou não, a originalidade do veículo postulante à troca de placa.

“Sempre que um modelo faz 30 anos, fica a impressão de que é muito novo para rodar com a ‘placa preta’, mas essa renovação é muito bem-vinda, pois novos colecionáveis criam a oportunidade para mais apaixonados terem seu veículo antigo’’, afirma Diogo Boos, presidente do TopClassic.

Há 30 anos, a indústria automotiva nacional estava a pleno vapor com a recente abertura de mercado para os importados, realizada quatro anos antes. Com isso, 1994 foi repleto de lançamentos, tanto de carros inéditos quanto de novas versões de modelos já existentes. Naturalmente, alguns se destacaram em meio à multidão e marcaram época. 

Chevrolet Corsa Wind.

Chevrolet Corsa Wind.

Um deles foi o Fiat Uno Turbo, primeiro nacional a vir equipado com motor turbinado de fábrica: o 1.4 de quatro cilindros e 118 cavalos. Como acelerava de zero a 100km/h em 9,2 segundos e atingia 195km/h, rapidamente conquistou o título de carro mais rápido do Brasil. No entanto, o reinado durou pouco, pois no mesmo ano, a Fiat lançou o Tempra Turbo e seu 2.0 de 165 cavalos, zero a 100km/h em 8,2 segundos e 220km/h de máxima.  

Outro modelo esportivo que recebeu mudanças em 1994 foi o Chevrolet Omega, passando a vir equipado com um novo seis cilindros: o 4.1 de 168 cavalos no lugar do 3.0 alemão de 165 cavalos. Com potências bem mais modestas, a Chevrolet lançava o Corsa em duas opções: 1.0 de 50 cavalos e 1.4 de 60 cavalos. 

Audi RS2 Avant.

Audi RS2 Avant.

A Volkswagen não ficou para trás e apresentou a nova geração do Gol, apelidada de ‘‘Gol Bolinha’’ devido ao seu design arredondado, muito mais moderno em relação ao do Gol Quadrado. A marca lançou também o Pointer, que chegou em quatro versões, com direito a esportiva GTi com motor AP-2000 injetado de 115,5 cavalos. 

Modelos menos famosos também estreavam há 30 anos, como os franceses Citroën ZX Volcane e Renault Twingo, os sul-coreanos Daewoo Espero (que utilizava motor do Chevrolet Monza) e Asia Rocsta GT (uma cópia do Jeep Wrangler).

Honda CG Titan.

Honda CG Titan.

No mesmo ano, desembarcaram no Brasil, esportivos que se tornariam desejos de toda uma geração, como Ferrari F355, Dodge Viper V10, Audi S6 e RS 2 Avant. Outras novidades foram o Toyota Corolla e o Honda Accord, ambos desembarcaram por aqui na quinta geração, o Ford Taurus e, por meio de importadores independentes, a Ranger.

Entre as motos, 1994 teve poucas novidades, mas uma das mais importantes da história, a Honda CG Titan, um dos maiores sucessos, se não o maior, entre as duas rodas. Além disso, a gaúcha Agrale nacionalizou a Cagiva Super City 125. Tivemos também Honda Magna 750 e Yamaha Virago 535, além das esportivas Ducati 916 Senna e Suzuki GS 500.

Como solicitar a ‘placa preta’

Diogo Boos, presidente do TopClassic.

Diogo Boos, presidente do TopClassic.

Antes de mais nada, para solicitar a “placa preta”, é necessário que o automóvel, moto, ônibus ou caminhão, tenha sido fabricado há 30 anos ou mais, esteja em bom estado de conservação e atinja um mínimo de 80 pontos na vistoria de originalidade.

“O primeiro passo é filiar-se a um clube, que é o responsável por informar anualmente à Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran) sobre os Certificados de Veículo de Coleção (CVCOL) expedidos, mantendo obrigatoriamente um cadastro de associados e suas ‘placas pretas’, explica Diogo Boos. 

A segunda etapa é agendar a vistoria com o clube. Após a aprovação, o proprietário leva o veículo ao centro de registro do Detran do seu estado para efetivar a mudança de categoria, pagando as respectivas taxas e colocando a “placa preta”. Todo esse processo costuma ser rápido, levando em média 48 horas.    

Depois de obtida, a “placa preta” tem validade de cinco anos, a contar da data de expedição. Após esse período, o veículo deverá passar por uma nova vistoria com a finalidade de constatar se ainda está dentro do mínimo de 80 pontos de originalidade. 

O veículo com “placa preta” pode rodar normalmente em qualquer dia da semana. Sobre o IPVA, varia de estado para estado. No Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, por exemplo, qualquer modelo com mais de 20 anos está isento do imposto. No Distrito Federal e em Goiás, são 15 anos, enquanto em Santa Catarina, 30. Em Minas Gerais, apenas modelos com placa preta ou valor histórico comprovado tem isenção.

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