Armas contra matança

Deputados alagoanos citam massacre em Suzano para defender armar cidadãos

Maioria em plenário sugeriu ampliar a liberação do porte de armas para a sociedade

Deputados alagoanos citam massacre em Suzano para defender armar cidadãos

Deputado Cabo Bebeto do PSL. Foto: Ascom ALE

A matança de alunos e funcionários da Escola Estadual Raul Brasil, em Suzano (SP), foi usada na sessão de ontem (13) da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) como mote para defender a liberação do porte de armas para a sociedade, sem aprofundar o debate de políticas públicas de segurança como papel essencial do Estado.

O deputado estadual Cabo Bebeto (PSL-AL) puxou o debate da tribuna da Casa, repudiando o ato criminoso da dupla de ex-alunos que matou oito pessoas no ataque à escola pública e defendendo a liberação do porte de armas para o cidadão. Na opinião do parlamentar que é policial militar, a escola militarização da unidade de ensino ou a presença de uma guarda armada poderia ter evitado o massacre.

“Certamente o ocorrido vai trazer à tona a questão do porte e da posse de arma no Brasil. Mas a gente não pode culpar um instrumento de defesa por conta de um algo isolado”, disse o Cabo Bebeto, ao pleitear o direito de defesa com armas de fogo para todo cidadão.

Os deputados Davi Maia (DEM-AL), Marcelo Beltrão (MDB-AL) e as deputadas Cibele Moura (PSDB-AL) e Jó Pereira (MDB-AL) deram sua opinião sobre o tema, ao se solidarizar com as famílias das vítimas.

Cibele e Maia foram favoráveis à liberação porte de armas de fogo para a defesa do cidadão e à posse do armamento, esta já regulada por decreto do presidente Jair Bolsonaro (PSL), em janeiro. “Não são as armas que matam, mas as pessoas”, afirmou a deputada tucana. “Quero me solidarizar com as famílias vítimas desse grande massacre. Não podemos cair no discurso comum contra o armamento civil”, declarou Maia.

Os deputados Marcelo Beltrão e Jó Pereira expuseram suas opiniões contra eleger o armamento civil como solução para o combate à violência. “Será que se houvesse segurança armada o número de vítimas não seria maior?”, questionou Beltrão.

E a deputada Jó Pereira apontou o diálogo como instrumento eficaz para o momento de polarização vivido. “Fatos como esses provocam reflexões necessárias. Vivenciamos momentos de polarização e as soluções precisam vir através do diálogo”. (Com informações da Ascom da ALE)

Davi Soares
Davi Soares
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