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Vacina de Oxford no Brasil

CTNBio aprova estudos clínicos com vacina para covid-19 e novo projeto de teste rápido

Comissão debateu testes com “vacina de Oxford” temas como testes rápidos para a doença

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A Comissão Técnica Nacional em Biossegurança (CTNBio), do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) aprovou nessa quinta-feira (4), em sua 232ª Reunião Ordinária, estudo clínico de fase III para avaliar a vacina ChAdOx1 nCoV-19 não replicante para a prevenção do coronavírus, desenvolvida por cientistas da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

Também foi aprovado um projeto de desenvolvimento de dispositivos simples para o diagnóstico rápido e de baixo custo do novo coronavírus (SARS-CoV-2) que será realizado pela Universidade Federal de São Carlos. Novos métodos rápidos para testagem do coronavírus são muito importantes para o enfrentamento da pandemia no Brasil.

O estudo sobre a chamada vacina de Oxford será conduzido pela Universidade Federal de São Paulo (Escola Paulista de Medicina). Inicialmente serão vacinados 2 mil participantes no Brasil, profissionais de saúde adultos e saudáveis, a partir de 18 anos de idade, podendo chegar a 5 mil indivíduos.

Este estudo da vacina está sendo conduzido no Reino Unido também, totalizando 10 mil participantes no mundo. Os estudos de fase I e II estão sendo conduzidos no Reino Unido nesse momento, com o teste em mais de 600 voluntários até o último dia 5 de maio.

No Brasil, esse é o primeiro estudo clínico de vacina para o coronavírus aprovado pela CTNBio. Os objetivos desse estudo são avaliar a segurança da vacina e a reação protetiva nos pacientes testados. A vacina será importada, tratada com a segurança necessária e após a aplicação os voluntários serão avaliados por 12 meses, podendo ser ampliado o número de participantes do estudo.

Destacamos que a aprovação da CTNBio se refere apenas à biossegurança da vacina, que é derivada de um organismo geneticamente modificado, não desobrigando a instituição da avaliação de outros órgãos competentes, como da Anvisa, dos Comitês de Ética em Pesquisa (CEPs) e/ou da Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (Conep).

A Anvisa igualmente aprovou esse estudo clínico de vacina para o coronavírus nessa semana.

Outros temas

A reunião de ontem da CNTBio também teve outras deliberações importantes, tais como um estudo clínico para realização de terapia gênica para tratamento de crianças com a doença genética ganglidiose GM1 do tipo 1 (Infantil) e do tipo 2A (Infantil tardia), uma doença neurodegenerativa de progressão rápida, que pode levar à morte precoce do paciente.

Por fim, foi aprovada a liberação comercial do evento CTB141175/01-A (CTC20BT) de cana de açúcar geneticamente modificada para resistência a insetos, para cultivo na região Nordeste do Brasil. Essa variedade de cana de açúcar já estava aprovada para cultivo nas demais regiões do país e agora, após realização de ensaios a campo no Nordeste, foi aprovada também nesta região.

A CTNBio, é uma instância colegiada multidisciplinar componente do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações – MCTIC, sendo responsável pela avaliação de biossegurança de produtos e tecnologias que envolvam uso de organismos geneticamente modificados (OGM) no Brasil, sendo seu funcionamento regulado pela Lei de Biossegurança. As tecnologias que envolvem o uso de OGMs se aplicam em diversos ramos de atividades e produtos como por exemplo: medicamentos, vacinas para uso em humanos e animais, tecnologias de melhoramento de plantas e animais, microrganismos de uso industrial, entre outros. (Com informações da Ascom do MCTIC)

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