Rio Grande do Sul

Contrato de concessão da Rodovia de Integração do Sul é assinado nesta sexta

Investimentos previstos são de R$ 7,8 bilhões, além de geração de 4 mil empregos diretos e 8 mil indiretos

Contrato de concessão da Rodovia de Integração do Sul é assinado nesta sexta

Da esquerda para a direita, o secretário especial do PPI, Adalberto Vasconcelos; governador do RS, Eduardo Leite; e general Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo.

O contrato de concessão da Rodovia de Integração do Sul (RIS), no Rio Grande do Sul, foi assinado na manhã desta sexta (11) no Palácio do Piratini, sede do governo do estado. O leilão aconteceu em novembro do ano passado e teve como vencedor o Grupo CCR.

Estavam presentes o governador do estado, Eduardo Leite (PSDB); pelo ministro-chefe da Secretaria de Governo, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz; e pelo secretário especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Adalberto Vasconcelos. Os ministros da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas; da Cidadania, Osmar Terra, também estavam na oficialização do contrato.

A CCR ganhou ao apresentar o menor valor de pedágio: R$ 4,30. O teto para o leilão tinha valor de R$ 7,24. Com a vitória, a empresa é obrigada a duplicar integralmente a rodovia, numa extensão de 225,2 quilômetros até o 18º ano do prazo da concessão — de um total de 30 anos.

Estão previstos também a construção de 78,8 quilômetros de faixas adicionais para ampliação da capacidade, 85 novos dispositivos de interconexão, 32 passarelas de pedestres, 75,5 km de vias marginais, 59 melhorias em acessos e a iluminação nas travessias urbanas e nas vias marginais. Serão gerados 4 mil empregos diretos e 8 mil indiretos.

Os investimentos previstos são de R$ 7,8 bilhões, sendo R$ 53 milhões voltados para pesquisas de desenvolvimento tecnológico e R$ 31 milhões para a segurança viária. A empresa vencedora do leilão terá custos operacionais de R$ 5,6 bilhões em conservação, operação e monitoramento.

Ao todo, serão sete praças de pedágio:

– BR 101 (Três Cachoeiras), no km 35;
– BR 290 (Santo Antônio da Patrulha), no km 19;
– BR 290 (Gravataí), no km 77;
– BR 386 (Montenegro), no km 424;
– BR 386 (Paverama), no km 375;
– BR 386 (Fontoura Xavier), no km 260;
– BR 386 (Victor Graeff), no km 203.

A concessão passa por 32 municípios do Rio Grande do Sul, como Torres; Dom Pedro de Alcântara; Nova Santa Rita; Montenegro; Santo Antônio do Planalto; e Carazinho.

Obras prioritárias

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, aproveitou a reunião para discutir a importância de finalizar as obras rodoviárias federais que estão em andamento. Segundo ele, a crise financeira obrigou uma racionalização dos investimentos.

“Hoje, os recursos estão muito pulverizados no Rio Grande do Sul. Entendo que será mais eficiente priorizar as obras mais avançadas, para finalizá-las o quantos antes e, dessa maneira, liberar verbas para outros projetos”, declarou.

As prioridades do governo devem ser a duplicação da BR-116 e a conclusão da nova ponte do Guaíba, além das obras do contorno de Pelotas e da travessia urbana de Santa Maria.

Redação
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