Silêncio constrangedor

ANP não explica proteção aos atravessadores do mercado de combustíveis

Cartório da ANP enriquece distribuidor e prejudica consumidor

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A serviço dos atravessadores, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) obriga mais de 400 produtores a venderem etanol a três distribuidoras, encarecendo o o preço para o consumidor final.

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) foge, como o diabo da cruz, de explicar sua resolução 43/2009 proibindo os mais de 400 produtores brasileiros de etanol de vender esse combustível diretamente aos postos, obrigando-os a entregar o produto a três distribuidoras, que atuam como atravessadoras. Por isso, o etanol que sai da usina a R$ 1,54, chega em vários postos de Brasília a R$ 3,27 para o consumidor. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

Dirigentes da ANP devem ter lá suas razões para se esconder quando indagados sobre a resolução bizarra beneficiando os atravessadores.

O lobby poderoso das atravessadoras também impede que a Câmara vote a urgência do projeto que suspende a resolução 43/09 da ANP.

O diretor Aurélio Amaral e o sub Francisco Neves, ligados ao tema, poderiam explicar o cartório que beneficia atravessadores. Mas calam.

Há cinco dias a coluna aguarda a explicação da ANP e seus dirigentes sobre tanto amor pelos atravessadores. “Está na área técnica”, dizem.

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