Crimes em Delmiro

Chefe do MP investiga crimes envolvendo R$ 20 milhões no Sertão de Alagoas

Alfredo Gaspar comanda operação sobre contratos na gestão do prefeito Padre Eraldo

Chefe do MP investiga crimes envolvendo R$ 20 milhões no Sertão de Alagoas

Chefe do MP de Alagoas, Alfredo Gaspar, comanda operaçãoo em Delmiro Gouveia. Foto: Ascom do MP de Alagoas

O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto, comanda uma operação que investiga crimes envolvendo R$ 20 milhões em contratos da atual gestão da Prefeitura de Delmiro Gouveia, administrada pelo prefeito Padre Eraldo Cordeiro (PSD). O chefe do MP lidera o cumprimento de um mandado de busca e apreensão nas sedes do Executivo e secretarias municipais de Finanças, Administração e na Comissão Permanente de Licitação da cidade polo do Sertão de Alagoas.

A ação é fruto de dois procedimentos investigatórios criminais (PICs) instalados pelo próprio chefe do MP, para investigar fraudes em licitação em diversos tipos de contratos firmados entre a Prefeitura de Delmiro Gouveia e empresas nas áreas de locação de veículos e maquinário, escritórios de contabilidade e de gerenciamento de contratos e prestadoras de serviço para aquisição de combustível e de produtos de laboratório. Mas o foco são as empresas de locação de veículos.

E a operação é comandada conjuntamente pelos promotores de justiça de Assessoria Técnica do MP, Vicente Porciúncula, Humberto Bulhões e Luiz Tenório, e pelos promotores de justiça de Delmiro Gouveia, João Batista Santos Filho e Bolivar Cruz Ferro.

O objetivo é apreender farta documentação, especialmente contratos e aditivos, processos de pagamento, relatórios e livros de procedimento e fiscalização referentes a diversos tipos de serviços entre os anos de 2017 e 2019.

A medida cautelar pleiteada por Alfredo Gaspar foi deferida pelo desembargador José Carlos Malta Marques.

A assessoria do MP de Alagoas informou que a presença do procurador-geral de Justiça Alfredo Gaspar na ação decorre de sua missão institucional, já que as investigações compreendem o período entre os anos de 2017 e 2019, ou seja, em desfavor da atual gestão. “E como o prefeito é alvo do PIC, a atribuição de investigá-lo é do chefe do MP”.

Davi Soares
Davi Soares
| Atualizado