Saúde em alerta

São Paulo

Outros sete casos foram confirmados na capital paulista
16/05/2019

São Paulo confirma primeiro caso de sarampo contraído na capital

Saúde em alerta

São Paulo confirma primeiro caso de sarampo contraído na capital

Outros sete casos foram confirmados na capital paulista

A cidade de São Paulo teve seu primeiro caso de sarampo autóctone (contraído na própria cidade) confirmado pela Coordenadoria de Vigilância em Saúde (Covisa), da Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Desde 2015 não havia registro da doença na cidade de São Paulo.  Outros sete casos foram confirmados na capital paulista. Todos foram importados, sendo um da Noruega, cinco de Israel e um relacionado ao surto do navio MSC (Malta). Não há casos de morte por sarampo confirmados em São Paulo neste ano. Segundo a Covisa, os casos de Israel são todos do mesmo domicílio e adquiridos por transmissão de um dos pacientes que contraiu o vírus em Israel, por isso também são considerados importados conforme a classificação que segue normatização do Ministério da Saúde e da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. “O sarampo é uma doença de notificação obrigatória e imediata. Sempre que são identificados casos suspeitos, a vigilância epidemiológica desencadeia ações de bloqueio vacinal para evitar o contágio. Os procedimentos para evitar a contaminação de outras pessoas são adotados assim que se identifica uma simples suspeita da doença, não aguardando a confirmação do caso de sarampo”, diz a nota da Secretaria Municipal de Saúde. De acordo com as informações da secretaria, após a notificação é feita uma investigação do caso com a busca de dados clínicos e da investigação laboratorial. Em seguida é feita a investigação epidemiológica com a avaliação do deslocamento do caso suspeito para tomar medidas de prevenção; o caso é orientado a se isolar pelo período máximo de transmissão. Assim é feito o bloqueio vacinal, com a vacinação seletiva das pessoas da mesma casa do caso suspeito, vizinhos, creches pessoas da mesma sala de aula, mesmo quarto ou sala de trabalho. Também são vacinados os não imunizados ou que estejam com a carteirinha de vacinação incompleta. Caso seja confirmado a doença é feita a vacinação em todos os locais frequentados pelo indivíduo. Cobertura da vacina A cobertura vacinal contra o sarampo, caxumba e rubéola, na população de um ano de idade foi 95,66% em 2018 e atingiu os 101% no primeiros quatro meses de 2019, com 56.295 doses aplicadas, na cidade de São Paulo. A vacina tríplice, que protege contra essas três doenças, deve ser aplicada em duas doses a partir de um ano de vida da criança até 29 anos, as pessoas de 30 a 59 anos (nascidos a partir de 1960) devem receber uma dose. As doses são fornecidas na rede municipal de saúde. (ABr)
16/05/2019

Câmara de SP autoriza Covas a privatizar autódromo de Interlagos

Concessão

Câmara de SP autoriza Covas a privatizar autódromo de Interlagos

O projeto, no entanto, não fornece detalhes importantes, como o tempo de concessão

A Câmara Municipal de São Paulo autorizou a prefeitura da capital a privatizar o autódromo de Interlagos (zona sul). A votação ocorreu nesta quarta-feira (15), e contou com 34 votos favoráveis e oito contrários ao projeto de lei. Agora, a medida seguirá para apreciação do prefeito Bruno Covas (PSDB), que deverá sancioná-la, uma vez que é de seu interesse. O projeto, no entanto, não fornece detalhes importantes, como o tempo de concessão. Apresentado inicialmente pelo então prefeito e hoje governador do estado, João Doria (PSDB), o projeto sob análise na câmara previa a alienação do equipamento, ou seja, a sua venda. A proposta chegou a ser aprovada em primeiro turno de votação, mas, na sequência, sofreu duras críticas por parte dos vereadores que alegaram falta de mais discussões sobre o tema. Para acelerar o trâmite, Bruno Covas agiu rápido. Enviou um comunicado aos vereadores na semana passada afirmando que a prefeitura não mais queria vender o equipamento, mas concedê-lo à iniciativa privada. A nova proposta foi transformada em projeto de lei, que ganhou a maioria dos votos do legislativo municipal nesta quarta —em especial, a bancada aliada ao prefeito. O prefeito pediu ajuda ao presidente da Câmara, Eduardo Tuma, para agilizar a votação da mudança. A concessão garantirá à prefeitura mais facilidades para utilizar o espaço durante as provas automobilísticas. “Com a mudança de privatização para concessão, o Bruno Covas consegue manter o equipamento em poder do município, evita vendê-lo por um preço inferior ao que esperávamos e garante a permanência da F-1 em São Paulo”, disse Tuma. A bancada do PT, composta pelos vereadores Alessandro Guedes, Alfredinho, Antonio Donato, Eduardo Suplicy, Juliana Cardoso e Reis, votou contra o projeto. Os vereadores da sigla sugeriram a criação de uma comissão específica para analisar os impactos financeiro e social do Grande Prêmio de Fórmula 1 de São Paulo, principal evento sediado no autódromo. Também propuseram a realização de audiências públicas para ampliar o debate sobre a questão com a população. A concessão de Interlagos contempla o autódromo José Carlos Pace, o Kartódromo Ayrton Senna e outras estruturas de apoio. A Comissão Interlagos Hoje É Todos Nós, que representa empresários que prestam serviços ao automobilismo paulista, disse que a concessão atende um pleito da entidade. “Porém, ainda caberá à comissão um acompanhamento para que os termos desta concessão sejam adequados às nossas atividades e também a todos os usuários tanto da pista quanto do parque Autódromo”, disse, por meio de nota. FÓRMULA 1 A aprovação da concessão é um passo dado por Bruno Covas para vencer a disputa com o Rio de Janeiro pela sede do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1. Covas afirmou que, desde o último GP do Brasil (em novembro de 2018), negocia a renovação do contrato –válido até 2020. No entanto, foi surpreendido após o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter assinado na última quarta (8) um termo de cooperação para levar as provas para o Rio de Janeiro. “As tratativas [para renovação] estão adiantadas, temos uma reunião no mês que vem com o novo CEO da F-1, Chase Carey, para dar continuidade aos termos do contrato. Em nenhum momento tivemos resistências do novo proprietário do evento ou qualquer dificuldade”, disse Covas. “Fomos pegos de surpresa com esse anúncio [de possível mudança para o Rio].” (FolhaPress)
16/05/2019

Delação do chefão da GOL complica projeto presidencial de Rodrigo Maia

Pode complicar

Delação do chefão da GOL complica projeto presidencial de Rodrigo Maia

Delação pode complicar as pretensões de Rodrigo Maia para 2022

A delação de Henrique Constantino, chefão da empresa aérea GOL, pode complicar o projeto do deputado Rodrigo Maia, que ele próprio havia confirmado a esta coluna, de disputar a presidência da República em 2022. Também atrapalha o governador de São Paulo, João Dória, outro pretendente ao cargo, em razão do envolvimento do ex-ministro Bruno Araújo, por ele escolhido para o cargo de presidente do PSDB. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Rodrigo Maia disse que será candidato a presidente em qualquer quadro, “para ganhar ou para perder”, como enfatizou. Constantino implica Rodrigo Maia no recebimento de propinas. O presidente da Câmara nega e diz que nem conhece o homem da GOL. João Dória não está implicado em qualquer caso de corrupção, mas os aliados temem “contaminação” do Bruno Araújo, citado na delação. Simpático à expulsão de Aécio Neves e Beto Richa, Doria precisaria incluir Bruno Araújo na lista para se livrar do risco de “contaminação”.
15/05/2019

Aguardei decisão do STJ com toda serenidade, diz Temer sobre dias na prisão

Temer livre

Aguardei decisão do STJ com toda serenidade, diz Temer sobre dias na prisão

O ex-presidente deixou o Comando de Policiamento de Choque da PM de São Paulo por volta das 13h30

O ex-presidente Michel Temer (MDB) disse na tarde desta quarta (15), após sair da prisão e chegar em sua casa, ter aguardado com “serenidade” a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) pela sua soltura. “Duas palavras que eu quero dar. A primeira, vocês se lembram, que eu, neste mesmo local, disse que em obediência à decisão do Tribunal Regional Federal do Rio de Janeiro, eu me apresentaria à Polícia Federal. Foi o que eu fiz”, afirmou. “Em segundo lugar, eu disse que aguardaria com toda tranquilidade e com toda serenidade a decisão do Superior Tribunal de Justiça, que se deu no dia de ontem”, completou Temer, ao chegar em sua casa no  bairro de Alto de Pinheiros (zona oeste de SP), pouco depois das 14h. A ordem de soltura de Temer foi expedida um dia depois de o STJ conceder habeas corpus. Ele deixou o Comando de Policiamento de Choque da PM de São Paulo por volta das 13h30 desta quarta-feira. A determinação foi expedida no final da manhã desta quarta-feira pela juíza Caroline Figueiredo, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, responsável por decisões sobre a custódia do ex-presidente. Figueiredo é substituta do juiz Marcelo Bretas, que está de férias. A juíza também expediu autorização ao coronel João Baptista Lima Filho, amigo de Temer desde os anos 1980 apontado como operador de propina do ex-presidente. Temer havia ficado preso preventivamente durante quatro dias em março e voltou à cadeia no último dia 9, após ter habeas corpus revogado pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região. Ele ficou detido inicialmente na sede da Polícia Federal em São Paulo, de forma improvisada. Depois, foi transferido para o Comando de Policiamento de Choque da PM, que tem sala de Estado-maior, uma cela especial para autoridades. A decisão do STJ de conceder habeas corpus a Temer foi tomada nesta terça (14), por unanimidade, em uma sessão permeada por críticas a um suposto abuso das prisões preventivas, decretadas no curso de investigações e processos, antes da condenação. Ministros chegaram a exaltar ações de combate à corrupção e a contestar argumentos da defesa do ex-presidente, mas que isso não poderia significar “indevida antecipação da pena” nem “caça às bruxas”. Foram impostas a Temer e ao coronel Lima medidas cautelares menos duras do que a prisão: proibição de manter contato com outros investigados, proibição de mudar de endereço e de sair do país, obrigação de entregar o passaporte e bloqueio de bens. Eles também ficaram proibidos de ocupar cargos públicos e de direção partidária e de manter operações com empresas investigadas. Caso descumpram essas medidas, nova prisão preventiva pode ser decretada, diz a juíza Figueiredo. Segundo a Procuradoria, o emedebista é suspeito de chefiar uma quadrilha criminosa que, por 40 anos, recebeu vantagens indevidas por meio de contratos envolvendo estatais e órgãos públicos. O Ministério Público liga o grupo de Temer a desvios de até R$ 1,8 bilhão, numa operação que teve como foco um contrato firmado entre a estatal Eletronuclear e as empresas Argeplan (do coronel Lima), AF Consult e Engevix. Em nota, a AF afirmou que não vai comentar a investigação em curso e que é “comprometida com os mais elevados padrões éticos de comportamento empresarial”. Michel Temer também é investigado em outros oito processos –no total, é réu em seis casos. Em entrevista à Folha de S.Paulo em abril, após ter sido solto, o ex-presidente afirmou ser alvo de um “núcleo punitivista” do Ministério Público Federal, que o considera um troféu. “É um núcleo que quer dizer o seguinte: eu quero a cabeça dele, de um ex-presidente da República, na minha sala. Quero um troféu”, declarou. Sobre a possibilidade de voltar à prisão, ele afirmou: “Não acredito nisso. Posso acreditar em arbitrariedades, por uma razão singela: não há provas. Cadê a prova?”. Temer foi o segundo presidente a ser preso após investigação na esfera penal –o primeiro foi Luiz Inácio Lula da Silva, em abril de 2018.(FolhaPress)