Operação da PF

São Paulo

Investigações apontam que Átila Jacomussi recebia propina mensal de empresas de diferentes ramos
13/12/2018

Prefeito de Mauá é alvo de prisão por recebimento mensal de propina

Operação da PF

Prefeito de Mauá é alvo de prisão por recebimento mensal de propina

Investigações apontam que Átila Jacomussi recebia propina mensal de empresas de diferentes ramos

O prefeito de Mauá (SP), Átila Jacomussi (PSB), é alvo de prisão nesta quinta (13), em uma operação da Polícia Federal em São Paulo que aponta que o prefeito recebia propina mensal de empresas que mantém contratos com a prefeitura da cidade. O ex-secretário de governo João Eduardo Gaspar também é alvo da ação. Os agentes cumprem ainda mandados de busca e apreensão nos gabinetes de 22 dos 23 vereadores da cidade, na Prefeitura de Mauá, na sede do Saneamento Básico do Município de Mauá (Sama), e na casa da coordenadora da Secretaria de Governo de Mauá, Ione Scapinelli. A operação desta quinta é um desdobramento da Operação Prato Feito, deflagrada em maio do ano passado, que investigou o desvio de recursos públicos destinados à compra de merenda escolar em São Paulo, Paraná, Bahia e no Distrito Federal. À época, foram apreendidos diversos documentos na casa do ex-secretário, que indicavam a existência de um esquema de corrupção envolvendo o prefeito de Mauá, o ex-secretário e 22 dos 23 vereadores da cidade. O pagamento feito a Átila Jacomussi era redistribuído por João Eduardo Gaspar aos outros envolvidos no esquema. Os valores da propina variavam entre 10% e 20% do contrato. Durante a Operação Prato Feito, Jacomussi e o ex-secretário foram presos em flagrante por corrupção. Na casa do prefeito foram encontrados R$ 85 mil em espécie. Já com Gaspar, a Polícia Federal apreendeu R$ 588 mil e cerca de € 3 mil. As prisões foram revogadas meses depois pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes. A suspensão do exercício do cargo de prefeito imposto pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) também foi revogada por Gilmar Mendes e dois pedidos de impeachment contra Jacomussi foram rejeitados pela Câmara Municipal de Mauá por 22 votos a 1.
11/12/2018

Polícia identifica homem que matou quatro e feriu quatro em igreja de Campinas

Tragédia

Polícia identifica homem que matou quatro e feriu quatro em igreja de Campinas

Euler Fernando Gandolfo, 49 anos, se matou após o ataque

A Polícia Militar já identificou o homem que invadiu a Catedral de Campinas. Euler Fernando Gandolfo, 49 anos, matou quatro pessoas e feriu outras quatro no início da tarde desta quarta-feira (11). De acordo com a PM, após o ataque, ele se matou com uma pistola 9 mm e mais um revólver. A motivação do ataque a tiros ainda é desconhecida. Os tiros foram disparados no momento em que ocorria a missa das 12h15. A PM diz ter registrado um chamado pelo 190 às 13h25, com uma pessoa dizendo que um homem de camiseta azul e calça jeans entrou na catedral, fez os disparos e, na sequência, se matou. O secretário municipal de Segurança de Campinas, Luiz Augusto Baggio, afirmou que o homem já teria entrado na igreja atirando. “A intenção era atirar. Ele já atirou ‘fatalizando’ as pessoas. Não tinha nenhum motivo específico que não fosse a loucura dele”, completou Baggio. Outras quatro pessoas foram atingidas pelos disparos e sobreviveram. Elas foram socorridas pelos bombeiros e pelos médicos do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) e levadas para os hospitais Mário Gatti, HC de Campinas e Beneficência Portuguesa. Os bombeiros informaram que os sobreviventes vão passar por cirurgia para a retirada dos projéteis que atingiram partes vitais. O estado de saúde deles não foi divulgado. A Catedral de Nossa Senhora da Conceição fica na principal área comercial da cidade, próxima à rua Treze de Maio. Em frente à catedral, o major Paulo Monteiro, do Corpo de Bombeiros, declarou que a principal preocupação agora é o atendimento aos sobreviventes. “Pelo horário, havia um fluxo de pessoas, tinha bastante gente na igreja. Os socorros já foram feitos, e os óbitos, detectados”, disse o major. Por meio de nota, a arquidiocese de Campinas informou que a catedral está fechada para o atendimento às vítimas e para a realização das investigações da polícia. “Contamos com as orações de todos neste momento de profunda dor”, segundo trecho do comunicado. (Com informações FolhaPress)
11/12/2018

Meirelles será secretário de Fazenda e Planejamento no governo de João Doria

Primeiro escalão

Meirelles será secretário de Fazenda e Planejamento no governo de João Doria

Ele é o sexto ex-ministro de Temer no secretariado paulista

Henrique Meirelles (MDB) será o secretário de Fazenda e Planejamento no governo de João Doria (PSDB) no estado de São Paulo. O anúncio foi feito nesta terça-feira (11), no escritório político de Doria, na região dos Jardins. O tucano também publicou um vídeo em seus perfis no Twitter e no Facebook ao lado do ex-ministro. “ São Paulo fez aquilo que o Brasil desejaria fazer, chamou Meirelles e ele aceitou”. Com essa indicação, para a vigésima pasta, Doria fecha seu primeiro escalão. “Hoje estamos fazendo aqui, o último dos anúncios dos nossos secretários. Um grupo robusto, de pessoas capacitadas”. Meirelles é o sexto ex-ministro do presidente Michel Temer (MDB) a assumir uma vaga no governo de Doria. Também integram o time de Doria: Gilberto Kassab (Casa Meirelles é o sexto ministro ou ex-ministro do presidente Michel Temer (MDB) a assumir uma vaga no governo de DoriaCivil), Rossieli Soares (Educação), Sérgio Sá Leitão (Cultura), Alexandre Baldy (Transportes Metropolitanos) e Vinicius Lummertz (Turismo) A expectativa é que Meirelles deverá ajudar o tucano a arquitetar um plano de enxugamento da máquina estadual e um programa de concessões, além das PPPs do estado. Meirelles, 73 anos, foi presidente do Banco Central de 2003 a 2010, na gestão presidencial de Lula. Em 2016, assumiu a Fazenda do governo Temer -posto que deixou em abril, para concorrer à Presidência. Ele também foi presidente do BankBoston. (Com informações FolhaPress)
10/12/2018

Distribuidora da Eletrobras, a deficitária Amazonas Energia é arrematada em leilão

Já foi tarde

Distribuidora da Eletrobras, a deficitária Amazonas Energia é arrematada em leilão

Amazonas Energia é a pior e a estatal que mais dava prejuízo ao País

Após sucessivos adiamentos, o governo conseguiu fazer hoje (10) o leilão de venda da distribuidora da Eletrobras, Amazonas Energia. A empresa foi arrematada pelo consórcio formado pela Oliveira Energia, empresa que opera nos Sistemas Isolados na Região Norte, e a distribuidora de petróleo Atem. O leilão foi realizado na sede da B3, antiga BM&FBovespa, em São Paulo. A Amazonas Energia atende a quase 900 mil consumidores em 62 municípios do estado, mas era a estatal que prestava o pior serviço, em todo o País, e a que dava mais prejuízo aos cofres públicos. Pelas regras do certame, a proposta vencedora é a que ofereceu maior desconto no preço da tarifa de energia elétrica. A proposta vencedora previu um índice combinado de flexibilização tarifária e outorga de zero, ou seja, sem deságio na tarifa. O consórcio, único a apresentar uma proposta, deve ainda fazer um aporte inicial de R$ 491,4 milhões, além de pagar os R$ 50 mil pelas ações definidas em edital pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A empresa assumirá ainda a dívida de R$ 2,1 bilhões da empresa. Inicialmente, a data marcada para o leilão era 26 de julho, mas foi adiada em razão de decisões jurídicas e por causa da expectativa de aprovação, no Congresso Nacional, de um projeto que facilitava a venda das distribuidoras. O texto, que chegou a ser aprovado na Câmara dos Deputados, foi rejeitado no Senado. Os dias que antecederam o leilão foram marcados por uma disputa judicial em torno da realização do certame. Na noite da última sexta-feira, uma decisão liminar da 3ª Vara Federal Civil da Seção Judiciária do Amazonas suspendeu o leilão. A decisão foi cassada na noite de ontem (9) pelo desembargador federal Kassio Marques, vice-presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Em comunicado ao mercado, a Eletrobras disse não haver impedimento para a realização do leilão. A Amazonas Energia é a penúltima de seis distribuidoras da Eletrobras a ser privatizada. A última, a Companhia Energética de Alagoas (Ceal) tem leilão marcado para o próximo dia 19 de dezembro. A venda da empresa estava suspensa por uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas o ministro Ricardo Lewandowski, revogou a liminar no dia 29 de novembro. O ministro havia acatado, em junho, um pedido do governo de Alagoas para a suspensão da venda. Na ação, que ainda tramita na Justiça, o Estado pede que a União abata da dívida pública o valor que entende ser devido pela omissão do governo federal em privatizar a companhia ao longo dos últimos 20 anos. Privatizações A primeira empresa a ser vendida foi a Companhia Energética do Piauí (Cepisa), em julho, para a Equatorial Energia. Em agosto, foram privatizadas, em um único leilão, a Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre) e a Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron), arrematadas pela Energisa, e a Boa Vista Energia, em Roraima, que ficou com o consórcio Oliveira Energia vencedor do leilão desta segunda-feira (10). A decisão de privatizar as distribuidoras foi tomada pela diretoria da Eletrobras em fevereiro. Na ocasião também foi definido que a empresa ficaria com dívidas das distribuidoras que somam R$ 11,2 bilhões. Em 2016, a Eletrobras já havia decidido não renovar os contratos de concessão das distribuidoras. Desde então, as distribuidoras tem operados com contratos em caráter precário, que termina no dia 31 de dezembro. Com o encerramento dos contratos, as empresas não podem mais realizar o serviço de distribuição de energia. Neste caso, cabe ao governo assegurar a continuidade do serviço. Em razão dessa possibilidade, o governo editou duas medidas provisórias autorizando a Agência Nacional de Energia Elétrica abrir edital para a contratação de um operador temporário para as Amazonas Energia e a Ceal, pelo prazo máximo de 24 meses. O texto diz ainda que o prestador de serviço atual, no caso a Eletrobras, poderá ter a sua designação estendida até que o novo prestador escolhido pelo processo licitatório assuma a empresa, observando a data limite de 31 de março de 2019. O procedimento e contratação temporária, diz o texto, pode ser interrompidos imediatamente caso o processo de privatização das empresas tenha sucesso.(ABr)