Homicídio por dolo eventual

Rio de Janeiro

A Justiça decretou a prisão dos três nesta sexta-feira (19)
20/04/2019

Suspeitos de construir prédios que desabaram na Muzema estão foragidos

Homicídio por dolo eventual

Suspeitos de construir prédios que desabaram na Muzema estão foragidos

A Justiça decretou a prisão dos três nesta sexta-feira (19)

Os três suspeitos de serem os responsáveis pelos prédios irregulares que desabaram na comunidade da Muzema, na zona oeste do Rio de Janeiro, continuam foragidos. Eles tiveram a prisão temporária (30 dias) decretada ontem (19) pela Justi A delegada Adriana Belém, da 16ª Delegacia Policial (DP) da Barra da Tijuca, informou que as diligências prosseguem neste sábado (20) para a prisão de José Bezerra de Lima, o Zé do Rolo; Renato Siqueira Ribeiro; e Rafael Gomes da Costa. Os três são acusados de homicídio por dolo eventual multiplicado 20 vezes, correspondendo ao número de mortos na tragédia até o momento. De acordo com a Polícia Civil,  Zé do Rolo teria construído os prédios enquanto os outros dois seriam corretores informais encarregados da venda dos imóveis. Eles foram reconhecidos por testemunhas ouvidas na 16ª DP. Já a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) investiga o envolvimento deles com a milícia. Buscas Os bombeiros continuam as buscas por corpos e sobreviventes do desabamento dos dois prédios no condomínio Figueiras do Itanhangá. Uma equipe formada por 100 bombeiros permanece no local. Três pessoas continuam desaparecidas. Até o momento, o número de mortos chega a 20 – 18 ocorreram no local e dois morreram nos hospitais. Oito pessoas ficaram feridas. (ABr)
19/04/2019

Acesso ao Cristo é liberado e turistas voltam a procurar monumento

Danos em temporal

Acesso ao Cristo é liberado e turistas voltam a procurar monumento

Elevador e escada rolante com problemas geram reclamações

Com o acesso ao Cristo Redentor liberado, desde cedo, foi grande o número de turistas nacionais e estrangeiros que subiram hoje (19) a Estrada das Paineiras e a via que leva ao Corcovado. O trabalho de desobstrução das vias de acesso foi concluído ontem (18), o que permitiu que as vans oficiais que levam turistas ao Centro de Visitantes Paineiras e ao Alto Corcovado, onde está situado o monumento do Cristo Redentor, voltassem a circular. A interdição temporária foi determinada no último dia 10, por causa das chuvas torrenciais que caíram na cidade do Rio de Janeiro desde o dia 8 deste mês. Segundo o Consórcio Paineiras Corcovado, que administra o local, devido aos estragos provocados pelas chuvas do início de abril, um trecho da Estrada Paineiras que tem trânsito em mão dupla pode ter esquema de “siga e pare”. Na via que liga o Centro de Visitantes Paineiras ao Alto Corcovado, um trecho foi totalmente liberado. Em outro trecho, onde circulam as vans da concessionária, foi adotado também o esquema de meia pista. Problemas estruturais O casal Suely Prudenciato e Luiz Armando, de Lençóis Paulista, reclamou de problemas no funcionamento do elevador e da escada rolante para acesso ao Corcovado. Foi a primeira visita do casal ao monumento, considerado o equipamento brasileiro mais conhecido no mundo. “Com o movimento que tem e o dinheiro que arrecada, não pode ficar sem escada rolante e elevador. Isso tem que ser corrigido. Não se pode dar desculpa do tipo “não se faz porque não tem dinheiro’. Dinheiro tem e não deve ser pouco”. Dificuldades, Luiz Armando afirmou que, quando se chega lá em cima, “é tudo muito bonito”. O casal espera que, quando retornar ao Rio, os problemas já tenham sido resolvidos. Nesta sexta-feira, o enfermeiro paulistano Sérgio Zinetti trouxe pela primeira vez a mãe, Consuelo Real, para visitar o Rio de Janeiro e o Cristo Redentor. “Quando chegamos lá em cima, ela se emocionou, chorou. Foi muito bacana para ela”, disse Zinetti à Agência Brasil. Ele também reclamou do elevador e da escada rolante, que não funcionavam. Ele lembrou a dificuldade de acesso dos idosos, como sua mãe. “A gente foi indo devagarinho, e ela venceu os obstáculos. E deu para curtir.” A guia de turismo Rosana Fátima Fernandes de Souza levou um grupo de 45 pessoas de várias cidades de Santa Catarina para conhecer o Cristo Redentor. A turma reunia moradores de Laguna, Tubarão, Brusque e Lauro Muller, entre outros municípios catarinenses. Rosana, que costuma vir ao Corcovado trazendo turistas pelo menos quatro vezes por ano, disse que estava preocupada com o acesso ao monumento, mas ficou feliz com a liberação da via. “O tempo também ajudou”, complementou. Ingressos As bilheterias voltaram a funcionar às 8h de hoje. São três pontos de embarque nas vans oficiais: na Praça do Lido, em Copacabana, e no Largo do Machado, na zona sul, e no Shopping Città América, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade. Informações sobre horários de embarque podem ser obtidos no site. (Agência Brasil)
19/04/2019

‘Exército matou meu filho’, diz mãe de catador morto por militares ao socorrer família no Rio

Mãe vê covardia

‘Exército matou meu filho’, diz mãe de catador morto por militares ao socorrer família no Rio

Aparecida Macedo diz que filho se sentia seguro em barraco próximo a quartel

A mãe do catador de material reciclável morto por militares na zona oeste do Rio de Janeiro, Aparecida Macedo, afirmou nesta sexta-feira (19) que o Exército não prestou nenhuma assistência à família de Luciano Moraes, após o crime cometido por militares, há 12 dias. O músico Evaldo Santos Rosa morreu no local após ser atingido. Segundo ela, Luciano Moraes construiu um barraco próximo ao local em que foi fuzilado por militares. Ele se dizia seguro por estar próximo de uma unidade militar. “Ainda falei para ele: ‘Vai fazer barraco aí?’. Ele disse: ‘Fica calma coroa, o Exército está ali. A gente está seguro’. O Exército matou meu filho. O Exército matou meu filho”, disse ela, durante o enterro do filho. A fala da mãe da vítima contrasta com a do presidente Jair Bolsonaro, para quem “o Exército não matou ninguém”. “O Exército não matou ninguém, não, o Exército é do povo. A gente não pode acusar o povo de ser assassino não. Houve um incidente, houve uma morte, lamentamos a morte do cidadão trabalhador, honesto, está sendo apurada a responsabilidade”, disse ele há uma semana. ‘Foi covardia’ Aparecida se queixou ainda do fato dos militares não terem prestado qualquer assistência à família durante os 11 dias de internação de Luciano. Ele morreu nesta quinta (18). “Foi uma covardia o que fizeram com meu filho. Eles não foram me perguntar nem se precisava de um copo d’água”, disse ela. O catador de material reciclável Luciano Moraes morreu na madrugada desta quinta (18), após 11 dias internado no Hospital Carlos Chagas, em razão dos tiros disparados por militares do Exército na zona oeste do Rio de Janeiro. Moraes é a segunda vítima fatal da ação dos militares em Guadalupe. O catador foi atingido ao tentar salvar a família que estava dentro do carro fuzilado. O veículo levava cinco pessoas, entre elas uma criança de sete anos. Era uma família a caminho de um chá de bebê numa tarde de domingo. O sogro de Evaldo, Sérgio de Araújo, foi ferido e teve alta do Hospital Albert Schweitzer. A mulher, o filho e uma amiga do músico não se feriram. Prisões e ação trágica Nove militares estão presos preventivamente em razão da ocorrência. Inicialmente, o Exército afirmou que disparou contra um veículo roubado cujo ocupantes dispararam contra a patrulha. Apenas no fim de domingo foi informada a abertura de uma investigação. A mulher de Evaldo, Luciana Nogueira, afirmou em depoimento ao Ministério Público Militar que não ouviu qualquer disparo antes dos tiros atingirem o veículo em que estava sua família. Segundo ela, o carro trafegava em velocidade lenta, a cerca de 20 km/h, em razão de um quebra-mola próximo ao local dos disparos do Exército. Inicialmente, o Exército afirmou que disparou contra um veículo roubado cujo ocupantes dispararam contra a patrulha. Apenas no fim de domingo foi informado a abertura de uma investigação. A partir dessas informações, o Ministério Público Militar poderá individualizar as condutas dos acusados em uma eventual denúncia contra os suspeitos. O promotor Luciano Gorrilhas disse na semana passada que viu potencial para que os militares sejam denunciados por homicídio doloso e tentativa do mesmo crime contra os outros ocupantes do carro que sobreviveram. O defensor dos militares, o advogado Paulo Henrique Pinto de Mello, acusou o promotor de querer “subverter os fatos”. Ele recorre pela liberdade dos nove presos. (Folhapress)
19/04/2019

Concessão do Maracanã passa hoje para o Flamengo e o Fluminense

Nova gestão

Concessão do Maracanã passa hoje para o Flamengo e o Fluminense

Complexo foi devolvido ao Governo do Rio e permissão dura 180 dias

A Concessionária Maracanã encerrou ontem (18) à tarde a gestão do Estádio Jornalista Mário Filho, o Maracanã, que passa hoje (19) para o Clube de Regatas do Flamengo, compartilhada com o Fluminense Football Club. A permissão de uso temporária do estádio do Maracanã aos dois clubes foi assinada pelo governo do estado no último dia 12. A permissão vai vigorar pelo prazo de 180 dias, que poderá ser prorrogado por igual período. Nesse intervalo, o governo fluminense pretende elaborar edital para a concessão definitiva do estádio. As mudanças na administração do Maracanã começaram em 18 de março, quando o governo anunciou que cancelaria a concessão ao Consórcio Maracanã S/A. O governador do Rio, Wilson Witzel acredita que a mudança de comando vai aumentar a renda dos clubes nos dias de jogos no estádio. Por ocasião da assinatura da permissão de uso temporária do estádio, o governador afirmou que “o mandante fica com a bilheteria e mais a arrecadação da alimentação e das bebidas. Isso é bom para todos os clubes. Todos os que estiverem ali jogando estarão sendo beneficiados”. O primeiro jogo sob a administração do Flamengo e Fluminense ocorrerá no próximo domingo (21), às 16h, entre Flamengo e Vasco. Esse será o segundo jogo da final do Campeonato Carioca. Recorde de público De acordo com a concessionária, nos últimos seis anos de concessão, o Maracanã registrou recorde de público da ordem de 9 milhões de pessoas, tendo realizado um total de 257 partidas. O estádio foi palco de eventos esportivos mundiais, como a abertura e o encerramento dos Jogos Olímpicos Rio 2016 e das finais da Copa do Mundo de 2014 e da Copa das Confederações, em 2013. O complexo foi devolvido ontem ao governo do estado. Durante a gestão do Consórcio Maracanã, o estádio recebeu 261 eventos musicais internacionais, com público de quase 500 mil pessoas. A concessionária informou que o Tour Maracanã, que permite aos visitantes conhecer os bastidores do templo do futebol e chegar bem próximo do famoso gramado do estádio, opera normalmente, apesar da troca de comando. Informações podem ser obtidas na página. O Tour Maracanã foi reaberto em junho de 2017. A visita guiada tem duração de 40 minutos, em média, e pode ser feita com guias bilíngues ou individualmente. Segundo a antiga gestora do espaço, o Tour é uma das atrações mais procuradas pelos turistas que passam pelo Rio de Janeiro e também por cariocas. (Com informações da Agência Brasil)