'Grito da sociedade'

Destaques Política

Dallagnol citou mais de 600 mil em abaixo assinado contra voto secreto
15/01/2019

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

'Grito da sociedade'

Coordenador da Lava Jato é atacado por Renan por pedir voto aberto no Senado

Dallagnol citou mais de 600 mil em abaixo assinado contra voto secreto

Em campanha no Twitter pelo voto aberto na disputa pelos cargos de presidente no Congresso Nacional, o coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, procurador da República Deltan Dallagnol, disse ontem (14) que a demonstração de apoio de mais de meio milhão de brasileiros à transparência dos mandatos no Legislativo é “um grito da sociedade”. As declarações em referência a um abaixo-assinado eletrônico causaram reação do senador Renan Calheiros (MDB-AL), que chamou hoje (15) o procurador de “ser possuído” no Twitter e ganhou uma saraivada de críticas como resposta de internautas. A reação de Renan ocorre uma semana depois de Dallagnol publicar que o voto secreto na disputa pela Presidência do Senado favorecerá o alagoano alvo de investigações e denúncias no âmbito da Lava Jato e dificultará a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. Dallagnol citou o abaixo-assinado eletrônico criado pelo Instituto Mude, de Curitiba (PR), que até esta tarde reunia mais de 650 mil assinaturas pedindo que os presidentes da Câmara e do Senado, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e Eunício Oliveira (MDB-CE), estabeleçam a votação aberta para a eleição das Mesas Diretoras. “Mais de 500 mil pessoas estão pedindo o #votoaberto [sic]. É um grito da sociedade pelo direito de acompanhar a posição de seus representantes nessa escolha que pode ser tão importante quanto a eleição de um Presidente da República”, publicou Dallagnol em seu perfil. Outro integrante da força tarefa da Operação Lava Jato, o procurador da República Roberto Pozzobom também está em campanha pelo voto aberto nas redes sociais e sugeriu que os eleitores abordem parlamentares de seus estados e cobrem a posição transparente. “Mais do que assinar e divulgar o abaixo-assinado, você pode mandar e-mails, ligar, falar com os parlamentares de seu Estado e pedir que eles: 1 – Lutem pela votação aberta dentro do Congresso, requerendo que assim seja em fevereiro de 2019; 2 – Declarem os seus votos”, escreveu Pozzobom. A reação de Renan em seu perfil do Twitter resultou em uma maioria de comentários com xingamentos, críticas e referências aos escândalos do petrolão do qual o senador se defende de acusações de envolvimentos em corrupção. Na minoria de comentários elogiosos, é possível identificar assessores e ex-assessores do gabinete do senador, a exemplo de Antonio Hollanda Costa Júnior, Dmitri Barros, Ricardo Silva e Marina Lamenha. Clique no post abaixo e confira as reações: Deltan Dallagnol @deltanmd continua a proferir palavras débeis, vazias, a julgar sem isenção e com interesse político, como um ser possuído. — Renan Calheiros (@renancalheiros) January 15, 2019
10/01/2019

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Segredo protege

Coordenador da Lava Jato diz que voto secreto ajuda Renan e afeta combate à corrupção

Dallagnol critica decisão de Toffoli de negar voto aberto no Senado

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador do Ministério Público Federal (MPF) na Operação Lava Jato, afirmou que a decisão de autorizar a votação secreta na disputa pela Presidência do Senado favorece a eleição do senador Renan Calheiros (MDB-AL) e dificulta a aprovação de leis necessárias ao combate à corrupção. A declaração publicada no Twitter na madrugada desta quinta-feira (10) é uma crítica direta à decisão do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, que negou ontem (9) a transparência dos votos na disputa. “Decisão de Toffoli favorece Renan, o que dificulta a aprovação de leis contra a corrupção, pois a Presidência do Senado decide pauta (o que e quando será votado). Diferentemente de juízes em tribunais, senadores são eleitos e têm dever de prestar contas. Sociedade tem direito de saber”, escreveu Dallagnol. Ao afirmar que, se Renan for presidente do Senado, dificilmente os brasileiros verão uma reforma contra corrupção aprovada, o coordenador da Lava Jato sugeriu que o suposto constrangimento dos senadores de expor seus votos no senador alagoano faz com que o voto secreto favoreça Renan. “[Renan] Tem contra si várias investigações por corrupção e lavagem de dinheiro. Muitos senadores podem votar nele escondido, mas não terão coragem de votar na luz do dia”, argumentou Dallagnol, na noite de ontem. “Autorizar a votação secreta subverte o dever dos políticos de prestar contas ao povo e o direito da sociedade de fiscalizar seus representantes. Estes não agem em nome próprio, mas em nosso nome”, criticou o procurador. A assessoria de Renan Calheiros não respondeu ao Diário do Poder se o senador se manifestaria a respeito das declarações do coordenador da Lava Jato.
08/01/2019

Governo deve controlar CCJ, Direitos Humanos e Relações Exteriores na Câmara

Divisão na Câmara

Governo deve controlar CCJ, Direitos Humanos e Relações Exteriores na Câmara

Apesar de insistir que 'não vai interferir', governo sabe o que quer na Câmara

A bancada governista na Câmara deve garantir o comando de comissões vitais para a agenda econômica, política e de segurança do governo Jair Bolsonaro, com a criação doe um bloco de PSL, MDB, PP e PRB, além do DEM e da adesão de outros deputados. A expectativa é superar 250 parlamentares e presidir a Constituição e Justiça; Diretos Humanos; e Finanças e Tributação, como fez o governo Michel Temer. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Em 2017, com “blocão” de cerca de 300 deputados, o governo Temer comandou 11 comissões e teve as quatro primeiras escolhas. Um dos partidos que deve se juntar ao “blocão” do governo é o DEM de Rodrigo Maia, após o PSL apoiá-lo para a Presidência. São 29 a mais. A comissão de Constituição e Justiça é estratégica para as pretensões do novo governo, pois é lá que todo projeto começa a sua tramitação. Presidir a comissão de Relações Exteriores é desejo de Eduardo Bolsonaro (PSL), mas para o governo Direitos Humanos é estratégico.
08/01/2019

Força Nacional de Segurança não faz diferença, mas dá o maior ibope

Pouca diferença

Força Nacional de Segurança não faz diferença, mas dá o maior ibope

Força Nacional tem 0,2% do efetivo da polícia militar do Ceará

A Força Nacional de Segurança (FNS) constituída em 2004 no governo Lula, está mais para invenção de marqueteiro do que para projeto sério de combate ao crime. Serve para o governo federal fazer pose de preocupação com a criminalidade fora do controle, mas o impacto é mínimo, até do ponto de vista estatístico. Apenas os desavisados acham que 300 homens da FNS fariam diferença em um Estado como o Ceará, cuja Policia Militar tem um contingente superior 17.500 policiais. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. A Força Nacional nada resolve, mas os governadores ficam felizes porque também podem fingir empenho na solução do problema. Ainda que 40% da PM do Ceará (7.000 homens) estivessem “de folga”, como circula nas redes, os 300 da FNS seriam quase irrelevantes. Em vez de enviar PMs para locais que não conhecem, na operação “me engana que eu gosto”, o dinheiro seriam mais útil nas mãos das PMs.