Não é brincadeira

Mulheres no Poder

Direção diz que repudia abuso ou bullying, mas é acusada de conter protesto de alunas
06/04/2019

Alunas acusam escola de Maceió de negligenciar meninas assediadas por colegas

Não é brincadeira

Alunas acusam escola de Maceió de negligenciar meninas assediadas por colegas

Direção diz que repudia abuso ou bullying, mas é acusada de conter protesto de alunas

Um grupo de meninas denunciou, nas redes sociais, o Escola SEB de Maceió por negligenciar apoio as vítimas de bullying e assédio sexual. O texto, que circula nas redes sociais, conta que os casos já aconteceriam há três anos. Por meio de nota, direção da unidade alegou que repudia qualquer ato de bullying e assédio sexual contra qualquer aluno ou colaborador. Além disso, ressaltou que palestras e projetos já são desenvolvidos dentro da unidade de ensino como forma de prevenção de conscientização. A situação foi divulgada nesta sexta-feira (5), quando um grupo de alunas realizou um ato pedindo que a escola tomasse providências. Elas sentaram no chão de um dos corredores, ecoando gritos de “meu corpo, minhas regras”,  “ei, coordenação, nós não vamos embora não”. Uma série de papéis com mensagens como “não vamos nos calar” foram colados nas paredes. De acordo com a denúncia relatada nas redes sociais, os meninos da instituição saiam impunes após acariciar e dar tapas em partes do corpo das alunas sem consentimento as meninas. “Uma quantidade absurda de meninas caladas por medo, vergonha e outros motivos. As que batiam no peito pra delatar o ocorrido eram desacreditadas”, informou a denúncia. A mensagem ainda frisa que as alunas seguiam até a coordenação do colégio para relatar a prática do assédio. No entanto, eram questionadas se estavam participando da “brincadeira”, pois não tinham se pronunciado sobre os casos antes. “Assédio sexual não é brincadeira. Assédio sexual é crime e todas nós queremos justiça”, destacou as estudantes. Veja o protesto de ontem das estudantes: A unidade destacou que tem reforçado o trabalho, com a presença e a orientação de uma psicóloga junto às turmas. Confira, abaixo, o comunicado da instituição na íntegra: A Escola SEB Maceió vem a público esclarecer que repudia qualquer ato de bullying e assédio contra quaisquer um de seus alunos ou colaboradores. Somos atentos a todas as necessidades de pais e alunos no âmbito pedagógico e prontamente nos reunimos com as partes para ouvi-las e tomar as devidas providências, culminando na suspensão dos alunos envolvidos. Gostaríamos de salientar que um trabalho de prevenção e conscientização sobre essa prática já é presente na escola com projetos e palestras desenvolvidos ao longo do ano e que, durante toda a próxima semana, contaremos com a presença e a orientação de uma psicóloga junto às turmas. Reforçamos o trabalho que a escola desempenha junto aos seus alunos no combate a práticas abusivas com uma formação humana, ética e responsável, priorizando acima de tudo o bem-estar dos alunos e suas famílias. (Com informações da jornalista Rayssa Cavalcante, da Gazetaweb)
28/03/2019

Delegadas do Distrito Federal falam sobre a profissão no livro ‘Vida de Delegada’

Polícia Civil DF

Delegadas do Distrito Federal falam sobre a profissão no livro ‘Vida de Delegada’

As autoras compartilham com os leitores um pouco da experiência da profissão, com toques de ousadia e humor

A primeira edição do livro “Vida de Delegada” fez tanto sucesso, que nesta quinta-feira (28) será lançada a segunda edição. Em 152 páginas e 27 crônicas, o grupo de 12 delegadas da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF)leva para os leitores um pouco da experiência da profissão, com toques de ousadia, humor e muito profissionalismo. Cada crônica foi escrita com base nas situações que caracterizam não somente crimes, mas também situações que para essas mulheres merecem ser analisadas, por outros prismas. E não raras vezes, nos textos, o humanismo e a solidariedade estão a a frente do tecnicismo. “Estamos muito felizes pelo lançamento da segunda edição do livro Vida de Delegada. Em todas as páginas o leitor passa a conhecer melhor a profissão, o dia a dia em uma delegacia de polícia, plantões, operações, bastidores, dificuldades, superações e aprendizados”, conta uma das autoras, Maria Aparecida Veras. Autoras: Valéria Martirena, Maria Luiza de Arruda, Maria Aparecida Veras, Maria Aparecida Puppim, Ildete Ambrosia, Gorete Reis, Eneida Taquary, Cyntia Carvalho, Cláudia Alcântara, Arlete Pelicano, Ângela dos Santos e Ana Paula Gontijo. Serviço Data: 28/03/2019 Local: Carpe Diem – Casa Park Hora: A partir das 18h30
28/03/2019

Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas

Homenagem

Brasileira vence Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas

A capitã de corveta da Marinha brasileira Márcia Andrade Braga serve na Missão da ONU na República Centro-Africana

A capitã de corveta da Marinha brasileira Márcia Andrade Braga é a vencedora do Prêmio de Defensora Militar do Gênero das Nações Unidas. A boina-azul serve na Missão da ONU na República Centro-Africana (Minusca) desde 2018. A homenagem, criada em 2016, reconhece a dedicação e os esforços individuais de um soldado de paz para “promover os princípios da Resolução de Segurança da ONU 1325 sobre mulheres, paz e segurança”. A oficial brasileira receberá o prêmio nesta sexta-feira (29) das mãos do secretário-geral da ONU, António Guterres, na Reunião Ministerial de Manutenção de Paz de 2019, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque. Orgulho Márcia Braga foi professora e também ajudou a treinar e a aumentar a consciência dos seus colegas sobre a dinâmica de gênero na operação de paz. Ao saber do prêmio, ela disse estar muito orgulhosa por sua seleção e que “missões da ONU precisam de mais mulheres para manter a paz, para que as mulheres locais possam falar mais livremente de questões que afetam suas vidas”. Para o subsecretário-geral do Departamento de Operações de Paz das Nações Unidas, Jean-Pierre Lacroix, a oficial brasileira “é um excelente exemplo” da razã, porque a ONU precisa de mais mulheres na manutenção da paz. Lacroix destaca que essa tarefa “funciona de forma eficaz quando as mulheres desempenham papéis significativos e quando as mulheres nas comunidades anfitriãs estão diretamente envolvidas.” Necessidades e realizações Como conselheira militar de Gênero na Minusca, a capitã ajudou a criar uma rede de conselheiros de gênero e a capacitar pontos focais entre as unidades militares. Ela também promoveu o uso de equipes mistas de homens e mulheres para realizar patrulhas no país que “reuniram informações para ajudar a entender as necessidades exclusivas de proteção” de pessoas de todos os gêneros. Os beneficiários ajudaram a desenvolver projetos comunitários em prol de comunidades vulneráveis, que incluem a instalação de bombas de água perto de aldeias, a iluminação com energia solar e o desenvolvimento de hortas comunitárias. Um dos objetivos era que as mulheres não tivessem que percorrer grandes distâncias para cuidar das plantações. Segundo a ONU, Márcia Braga foi “uma força motriz por trás do envolvimento da liderança da missão com mulheres líderes locais, assegurando que a voz de mulheres centro-africanas seja ouvida no processo de paz em curso”. (ABr)
20/03/2019

Marta defende esporte como ferramenta em busca da igualdade de gênero

A melhor do mundo

Marta defende esporte como ferramenta em busca da igualdade de gênero

Jogadora foi homenageada durante cerimônia do Comitê Olímpico

A jogadora de futebol Marta Vieira da Silva, embaixadora das Nações Unidas da Boa Vontade de Mulheres e Meninas no esporte, participou de uma cerimônia organizada pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), destinada a atletas femininas que se destacam neste universo. Ela ressaltou que o esporte é uma ferramenta eficiente para conquistar a igualdade de gênero. “O esporte é uma ferramenta muito poderosa para alcançar a igualdade de gênero”, disse a jogadora. “No Brasil, meninas que passaram pelo programa One Win Leads Another, um programa conjunto entre a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres e o COI, transformaram suas vidas e mudaram a realidade em torno delas. Temos histórias de meninas que completaram o programa e agora estão jogando em equipes profissionais.” Clique aqui para ler o discurso completo da atleta. Eleita seis vezes a melhor jogadora de futebol do mundo, Marta é uma das quatro embaixadoras do esporte na ONU em defesa da igualdade de gênero. Ela foi aplaudida pelos presentes. “Estamos globalmente comprometidos em alcançar a igualdade de gênero até 2030. Há muito a ser feito em tão pouco tempo”, afirmou a atleta. Emocionada, Marta lembrou no seu discurso a origem humilde, em uma cidade com 11 mil habitantes, em Alagoas, e as dificuldades pelas quais passou. Ela ressaltou que a discriminação e a ausência de chances a incomodaram. “Preconceito e falta de oportunidades me magoaram muitas vezes ao longo do caminho. Doeu quando os meninos não me deixaram jogar, doeu quando treinadores adultos de times adversários me tiraram de campeonatos porque eu era uma menina”, disse. (ABr)