Portugal

Destaques Exteriores

Eduardo Cabrita considera que há falta de mão-de-obra em várias áreas
14/02/2019

Ministro afirma que Portugal vai precisar de até 75 mil imigrantes por ano

Portugal

Ministro afirma que Portugal vai precisar de até 75 mil imigrantes por ano

Eduardo Cabrita considera que há falta de mão-de-obra em várias áreas

O ministro da Administração Interna, Eduardo Cabrita, estima que Portugal vai precisar entre 50 mil a 75 mil imigrantes por ano. Em declarações à rádio Renascença, Cabrita afirmou que há falta de mão-de-obra em várias áreas, um cenário diferente do que encontrou quando começou a exercer funções. “Hoje que a economia está melhor em muitas áreas, o problema é diferente daquele que me diziam há três anos quando cheguei ao governo, que era o elevado desemprego. As empresas que fechavam. Neste momento, o problema que me colocam é a falta de mão-de-obra”, diz. Neste cenário, diz o ministro, “é assumido como natural que vamos precisar nas próximas décadas de imigração regular, ordeira, planeada. Vamos precisar de um saldo positivo de 50 a 75 mil pessoas por ano”, diz.
11/02/2019

Alheio à cirurgia, governo prepara visita de Bolsonaro a Trump

Visita oficial

Alheio à cirurgia, governo prepara visita de Bolsonaro a Trump

Diplomatas continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial

Sem orientação em contrário, diplomatas brasileiros continuam empenhados na construção da agenda da visita oficial do presidente Jair Bolsonaro aos Estados Unidos, nos dias 18, 19 e 20 de março, a convite do presidente Donald Trump. Isso indica que, apesar da apreensão causada na recuperação de Bolsonaro, o Planalto conta com o seu retorno ao trabalho no prazo estimado antes da sua nova cirurgia. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Além de encontro para fotos diante da lareira, os dois presidentes terão reunião de trabalho na Casa Branca. A visita de Bolsonaro está restrita a Washington, mas há possibilidade de evento em Nova York com empresários brasileiros e americanos. Após a visita a Washington, Bolsonaro fará um pit-stop em Brasília e segue para outra viagem: visitará Santiago nos dias 22 e 23 de março.
10/02/2019

Milhares protestam na Espanha contra separação da Catalunha

Repúdio a Sánchez

Milhares protestam na Espanha contra separação da Catalunha

Reação é contra iniciativa do governo de dialogar com separatistas

A Espanha teve hoje (10) dois protestos, um na capital, Madri, e outro em Santiago de Compostela, noroeste do país. Em Madri, dezenas de milhares de pessoas protestaram contra o primeiro-ministro do país, Pedro Sánchez (PSOE), defenderam a unidade da Espanha e eleições gerais. O ato foi convocado pelos partidos de direita e extrema-direita PP, Ciudadanos e Vox. O protesto foi uma resposta à posição de Sánchez de aceitar dialogar com separatistas da Catalunha. Ontem (9), o primeiro-ministro afirmou que, a despeito disso, não aceitaria o resultado de um referendo para votar a independência do estado. Forças separatistas têm pleito antigo nesse sentido e em 2017 tentaram declarar independência, sem sucesso. Os organizadores do ato afirmaram, em manifesto lido no evento, “seu profundo rechaço à traição perpetrada pelo governo da Espanha na Catalunha”. Segundo eles, o governo “cedeu à chantagem daqueles que querem destruir a convivência cidadã no país”. Em falas no protesto, condenaram o fato de Sánchez ter cedido a exigências dos separatistas para viabilizar a aprovação do orçamento geral do país. Ao fazer isso, acrescentaram, o primeiro-ministro teria descumprido sua obrigação de resguardar a ordem constitucional do país e renunciado à preservação da unidade nacional. Caberia apenas ao conjunto do povo espanhol decidir sobre aspectos nesse sentido, inclusive sobre “o que é a Espanha e o que pode deixar de ser a Espanha”. A partir desse conjunto de críticas, e rejeitando o aceite ou concessões do governo ao avanço e à concretização do processo de separação pretendido por grupos catalães, os partidos de direita incluíram como pauta do protesto a convocação de eleições gerais imediatamente. Assista ao momento em que manifestantes repudiam a independência da Catalunha: Santiago A pouco mais de 600 quilômetros, em Santiago de Compostela, no estado da Galícia, outro protesto reuniu milhares de pessoas. A pauta central era a defesa do sistema de saúde pública do estado contra propostas que, segundo os autores da manifestação, podem gerar prejuízos aos usuários ou o seu desmonte. Contudo, em falas duranre a manifestação e nas redes sociais, apoiadores estabeleceram uma contraposição entre os dois atos, rejeitando o protesto em Madri por críticas aos partidos de direita e enaltecendo a atividade em Santiago. Na rede social Twitter, o primeiro-ministro Pedro Sánchez ressaltou que o governo “trabalha pela unidade da Espanha e que isso significa unir os espanhóis, e não enfrentá-los, como fazem as direitas”. Segundo o primeiro-ministro, a democracia envolve muitas alternativas. “E a nossa é convivência, lei e diálogo na Catalunha”. (Com informações da Agência Brasil e Télam)
10/02/2019

EUA e Rússia disputam apoio na ONU a resoluções sobre a Venezuela

Entre Guaidó e Maduro

EUA e Rússia disputam apoio na ONU a resoluções sobre a Venezuela

Estados Unidos querem novas eleições e Rússia é contra intervenção

Os Estados Unidos (EUA) apresentaram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) projeto de resolução sobre a Venezuela, em que pedem que o país sul-americano facilite o acesso de ajuda humanitária internacional e realize novas eleições presidenciais. Em resposta, a Rússia propôs outra resolução. Na sexta-feira (8), Moscou propôs aos membros do conselho um “texto alternativo” ao apresentado por Washington, segundo diplomatas. A proposta russa expressaria preocupação com “tentativas de intervenção em questões que estão essencialmente sob jurisdição doméstica” e “ameaças de uso da força contra a integridade territorial e a independência política” da Venezuela. O projeto apresentado pelos EUA, ao qual agências de notícias tiveram acesso nesse sábado (9), expressa “pleno apoio” do Conselho de Segurança à Assembleia Nacional Venezuelana, controlada pela oposição, definindo-a como a “única instituição democraticamente eleita no país”. Manifestando “profunda preocupação com a violência e o uso excessivo da força por parte das forças de segurança venezuelanas contra manifestantes pacíficos não armados”, o texto pede também um processo político que conduza a eleições presidenciais “livres, justas e credíveis”. O projeto ressalta a necessidade de evitar uma “deterioração adicional da situação humanitária” na Venezuela, assolada por grave crise econômica e política, e de facilitar a entrega de ajuda aos que necessitam. Washington ainda não indicou uma data para que o texto seja votado. Fontes diplomáticas afirmam que a Rússia – que apoia o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e acusa os EUA de apoiarem um golpe de Estado no país – utilizará seu direito de veto para barrar a resolução. Para ser aprovada, uma resolução do Conselho de Segurança da ONU precisa de nove votos entre seus 15 membros e não pode ser vetada por nenhum dos cinco integrantes permanentes do grupo: Estados Unidos, Reino Unido, França, Rússia e China. Moscou e Washington estão em lados opostos na atual disputa pelo poder na Venezuela. Enquanto os EUA declaram apoio ao presidente da Assembleia Nacional, Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino em 23 de janeiro, a Rússia segue apoiando Maduro. Além dos EUA, mais de 40 países já declararam apoio ao oposicionista Guaidó, entre eles Brasil, Alemanha e uma série de outras nações sul-americanas. Maduro ainda conta com o apoio não apenas de Moscou, mas também das Forças Armadas venezuelanas e da China, entre outros aliados. (Com informações da Agência Brasil e Deutsche Welle)