Processo de transição

Exteriores

Presidente Bolsonaro conversa com Toffoli, Alcolumbre e Maia
19/02/2019

Ajuda humanitária à Venezuela é tema de reunião no Palácio do Planalto

Processo de transição

Ajuda humanitária à Venezuela é tema de reunião no Palácio do Planalto

Presidente Bolsonaro conversa com Toffoli, Alcolumbre e Maia

A cúpula dos três Poderes da República se reuniu hoje (19) no Palácio do Planalto para discutir a ajuda humanitária do Brasil à Venezuela. A pedido de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela há quase um mês, vários países uniram para enviar alimentos, medicamentos e gêneros de primeira necessidade. Durante o encontro de hoje o presidente Jair Bolsonaro conversou sobre o apoio brasileiro com os presidentes do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, e do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Também participaram da reunião os ministros Fernando Azevedo (Defesa), Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional). Guaidó coordena a distribuição de doações na Venezuela e pretende fazer um evento no próximo dia 23, quando faz um mês que ele se autoproclamou “presidente encarregado” ou interino. No entanto, o presidente Nicolás Maduro impede a entrada da ajuda humanitária, colocando contentores na fronteira com a Colômbia, sob a alegação que há uma orquestração para desestabilizá-lo. Apoio O Brasil foi um dos primeiros países na América Latina a reconhecer o governo interino de Guaidó. O presidente Jair Bolsonaro prometeu apoio político e econômico ao processo de transição “para que a democracia e a paz social voltem à Venezuela”. Na semana passada, a recém-nomeada embaixadora da Venezuela no Brasil, María Teresa Belandria, reuniu-se com o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo. Eles acertaram que será instalada uma central de distribuição de ajuda humanitária em Roraima – estado fronteiriço à Venezuela. O governo brasileiro lidera uma operação, batizada de Acolhida, que inclui o ordenamento de fronteira, o acolhimento e a interiorização dos imigrantes venezuelanos. Atualmente, existem 13 abrigos em Roraima, dos quais 11 em Boa Vista e dois no município de Pacaraima, segundo levantamento do Ministério da Defesa. (ABr)
18/02/2019

Maduro expulsa deputados europeus que se reuniriam com Guaidó

Ditadura na Venezuela

Maduro expulsa deputados europeus que se reuniriam com Guaidó

“A única explicação que dão é que Maduro não nos quer aqui”, disse o espanhol González Pons

Deputados que fazem parte do Parlamento Europeu denunciaram que foram expulsos da Venezuela sem justificativa. Os parlamentares alegam que foram ao país a convite da Assembleia Nacional, que funciona como o Congresso venezuelano, e é controlada pela oposição do governo de Nicolás Maduro. Os parlamentares informaram que se reuniram com Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e que se autoproclamou presidente interino da Venezuela no fim de janeiro. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o deputado espanhol González Pons, do Partido Popular Europeu, aparece ao lado de três colegas denunciando que foram expulsos. “Neste momento estamos sendo expulsos da Venezuela. Confiscaram nossos passaportes e não nos comunicaram o motivo de nossa expulsão e não temos nenhum documento que justifique porquê nos tiram do país”, declarou. Em outra postagem, González afirma que “estão nos tratando mal e a única explicação que dão é que Maduro não nos quer aqui”. Pelas redes sociais, o ministro das Relações Exteriores de Maduro, Jorge Arreaza, informou que “por vias oficiais diplomáticas, as autoridades do governo bolivariano da Venezuela notificaram há vários dias o grupo de eurodeputados que pretendia visitar o país com fins conspiratórios, que não seriam admitidos”. Já o ministro dos Assuntos Exteriores de Espanha, Josep Borrell, esteve em contato com o embaixador espanhol em Caracas, que “cumpriu com todos os pedidos do Ministério das Relações Exteriores da Venezuela para facilitar a entrada destes parlamentares”. O presidente do Parlamento Europeu, Antonio Tajani, publicou uma mensagem no Twitter e escreveu que “o regime de Maduro impede que os eurodeputados façam o seu trabalho”. “Espero que o Conselho da União Europeia adote medidas de resposta consistentes com este novo atropelo”, disse. Juan Guaidó foi reconhecido presidente interino da Venezuela por cerca de 50 países, entre eles Estados Unidos, Brasil, Reino Unido, Espanha, Alemanha, França, Dinamarca e Portugal. Já o regime de Maduro tem o apoio da Rússia, da China, da Turquia, do Irã e de Cuba. (Agência do Rádio)
18/02/2019

Autoridades finalizam detalhes do encontro de Trump com Kim Jong-un

Ainda este mês

Autoridades finalizam detalhes do encontro de Trump com Kim Jong-un

Presidente norte-americano e ditador norte-coreano devem se reunir pela segunda vez entre 27 e 28 de fevereiro

O presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, e o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, devem se reunir, pela segunda vez, entre os dias 27 e 28 deste mês, em Hanói, no Vietnã. Autoridades norte-americanas, norte-coreanas e vietnamitas finalizam os detalhes da reunião. Um grupo norte-coreano, liderado por Kim Chang Son, assessor de Kim Jong Un, conheceu autoridades vietnamitas e visitou hotéis, onde o líder pode ficar. Uma equipe dos Estados Unidos também inspecionou possíveis acomodações para o presidente Donald Trump. A previsão é que equipes dos Estados Unidos e da Coreia do Norte se reúnam para coordenar os detalhes da cúpula. O Vietnã foi escolhido por ser um local relativamente neutro para as duas partes. A Coreia do Norte tem tradicionalmente mantido relações estreitas com o país. Já os Estados Unidos reataram oficialmente os laços diplomáticos com o Vietnã em 1995, depois de décadas de tensões. A primeira cúpula entre Estados Unidos e Coreia do Norte, em junho do ano passado, terminou com uma vaga promessa de Pyongyang pela desnuclearização, mas os diálogos ficaram paralisados. A Coreia do Norte quer o fim das sanções em resposta aos esforços do país, enquanto os Estados Unidos afirmam que primeiramente querem verificar um progresso concreto. (ABr)
18/02/2019

Vaticano discute denúncias de abuso sexual por religiosos contra crianças e adolescentes

Desafio urgente

Vaticano discute denúncias de abuso sexual por religiosos contra crianças e adolescentes

No encontro estarão presentes representantes da Igreja Católica e de grupos de vítimas de abusos

O Vaticano reúne, a partir do dia 21 até o próximo domingo (24), representantes das conferências episcopais, da Igreja Católica Romana, de 130 países para discutir as denúncias de abusos sexuais cometidos por religiosos contra crianças e adolescentes. No encontro, estarão presentes integrantes de grupos de vítimas de abusos. No domingo (17), durante a celebração pública, o papa Francisco pediu orações a todos. Segundo ele, todos devem assumir suas responsabilidades diante de “um desafio urgente do nosso tempo”. De acordo com o Vaticano, o encontro pretende adotar ações concretas e decisões em nome da justiça e verdade. Em recente discurso ao Corpo Diplomático na Santa Sé, o papa ressaltou que “abusos contra menores” constituem um dos piores e mais vis crimes possíveis. O presidente da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores, cardeal Seán O’Malley, disse que a reunião marcará o momento de desenvolvimento de um caminho claro para a Igreja, baseado em verdade, justiça e maior transparência. Segundo O’Malley, a conferência “é dirigida principalmente aos bispos”, que “têm grande responsabilidade” sobre a questão, mas, ao mesmo tempo, leigos e mulheres “especialistas no campo do abuso darão sua contribuição e ajudarão a entender o que precisa ser feito para garantir transparência e responsabilidade”. Os quatro dias de reuniões serão marcados por temas específicos: deveres e atitudes pessoais dos bispos; a comunidade dos bispos e da sua solidariedade; na terceira etapa, o papa Francisco participa e ao final, uma espécie de balanço do encontro. Expulsão No último sábado (16), o Vaticano anunciou que a Congregação para a Doutrina da Fé expulsou do sacerdócio o ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington (EUA) Theodore McCarrick, de 88 anos. O religioso foi acusado de abusos sexuais a menores e seminaristas, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé, em comunicado. (ABr)