Falta de confiança

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Áudios mostram falta de confiança e críticas de Bolsonaro sobre atuação do ex-ministro
19/02/2019

Áudios mostram que Bolsonaro suspeitava que Bebianno vazava informações

Falta de confiança

Áudios mostram que Bolsonaro suspeitava que Bebianno vazava informações

Áudios mostram falta de confiança e críticas de Bolsonaro sobre atuação do ex-ministro

Áudios de conversas trocados pelo WhatsApp mostram que a irritação do presidente Jair Bolsonaro com decisões anunciadas pelo ex-ministro como sendo suas era constante e nada tinham a ver com o caso do dinheiro enviado para candidata em Pernambuco. No primeiro áudio, a insatisfação de Bolsonaro é dirigida à instalação do “inimigo passivo”, grupo Globo, dentro do Palácio do Planalto. “Trazer o inimigo para dentro de casa é outra história”, disse o presidente antes de determinar o cancelamento da autorização. “Cancela, não quero esse cara aí dentro, ponto final”. O segundo e o terceiro áudios mostram o descontentamento com o anúncio de uma viagem para a Amazônia, dos ministros Ricardo Salles (Meio Ambiente) e Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), mais uma vez como se fosse decisão do presidente. “Jair Bolsonaro decidiu enviar para a Amazônia? Quem está sendo o cabceça dessa viagem à Amazônia?”, questionou Bolsonaro, antes de vetar a viagem. Nos próximos três, a conversa é sobre as três conversas enquanto o presidente estava internado no hospital e a possível saída de Bebianno do cargo. O ex-ministro chega a dizer que “há várias formas de se falar” e que ele considerava a troca de mensagens como uma conversa e reclama das atitudes de Carlos Bolsonaro. “Ele não pode atacar um ministro dessa forma. Nem a mim nem a ninguém, capitão”. Em seguida, Bolsonaro critica a atitude de Bebianno. “[Dizer] que usou do WhatsApp para falar três vezes comigo, aí é demais da tua parte, aí é demais”, disse o presidente antes de questionar o vazamento de informações para a imprensa. “Eu sabia qual era a intenção, era exatamente dizer que conversou comigo e que está tudo muito bem, então faz o favor, ou você restabelece a verdade ou não tem conversa a partir daqui pra frente”, finalizou. A única vez em que fala sobre a “laranja” de Pernambuco, o presidente diz que “empurrar essa batata quente” para ele e plantar notícias é “desonestidade e falta de caráter”, mas que já acionou a Polícia Federal para “apurar a verdade”. Na resposta, Bebianno tenta explicar que não falou com a imprensa, enquanto o presidente questiona. “Se foi uma tentativa tua pra mim e eu não atendi, eu não liguei pra Folha, eu não ligo pra imprensa nenhuma. Quem ligou foi você, quem vazou foi você”. No penúltimo áudio, Bebianno reitera que Bolsonaro determinou que ele não deveria ir ao hospital. No último áudio, Bebianno retoma o assunto da candidata em Pernambuco e tenta passar a culpa para o deputado Luciano Bivar (PSL-PE). “Cada chapa foi montada pela sua estadual. No caso de Pernambuco, pelo Bivar, logicamente. Se o Bivar escolheu candidata laranja, é um problema dele, político”, disse.
19/02/2019

Ibaneis anuncia paridade salarial a Polícia Civil do DF com a PF, em seis parcelas

Promessa cumprida

Ibaneis anuncia paridade salarial a Polícia Civil do DF com a PF, em seis parcelas

Essa foi uma promessa de campanha do atual governador do DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta terça (19) que a paridade salarial entre a Polícia Civil do DF e a Polícia Federal será feita em seis parcelas. As parcelas serão dividas da seguinte forma: abril e setembro de 2019, 2020 e 2021. No primeiro ano, o reajuste será de 10%; já em 2020, será de 13%; e no último ano, o restante — somando 37% de reajuste no salário dos policiais civis. No entanto, segundo o governador, caso haja um incremento na arrecadação do governo, as parcelas podem ser adiantadas. A paridade salarial entre as duas corporações foi uma promessa de campanha de Ibaneis Rocha e é uma antiga demanda da Polícia Civil da capital, que cobra a equiparação desde 2016. O reajuste foi motivo de greve da categoria nos últimos anos. Segundo o governador, a proposta de reajuste foi discutida no governo de forma que não fosse necessário o corte de outras verbas no Distrito Federal e de forma que não fosse criado problema com o Congresso. Como se trata de recursos oriundos do Fundo Constitucional, a proposta será enviada ao governo federal e ao Congresso Nacional. No entanto, o GDF deve esperar a adesão da categoria ao que foi proposto. Os policiais se reúnem nesta quarta (20) para uma assembleia. “Vivemos um novo momento: de valorização, de novos serviços para a comunidade, de serviços que a comunidade espera”, afirmou o emedebista. “Queremos garantir a todos vocês boa remuneração, excelentes condições de trabalho e saúde para vocês e suas famílias. Se conseguir fazer isso em quatro anos, terei prestado um grande serviço à sociedade e a cada um de vocês que tem orgulho de ser policial.” Ibaneis afirmou que, caso haja um novo reajuste aos salários da Polícia Federal, as negociações serão reabertas com a Polícia Civil do DF. O governador disse ainda que as negociações para o reajuste a Policiais Militares e ao Corpo de Bombeiros já estão sendo feitas. Uma proposta pode ser apresentada nesta sexta (22). Viaturas O anúncio do reajuste foi feito nesta manhã, durante cerimônia de entrega de 100 viaturas. “Polícia não se faz só com homens e com delegacias, se faz com equipamentos. A entrega dessas viaturas nesse momento de reabertura é muito importante, porque precisamos cumprir as ocorrências e fazer as investigações. Essa é uma política permanente de valorização da Polícia Civil do Distrito Federal”, afirmou o governador. Ibaneis anunciou ainda a reabertura de uma delegacia no Riacho Fundo e outra em Vicente Pires. Ao todo, oito delegacias já foram reabertas. O GDF espera que até o fim do mês de fevereiro mais sete voltem a funcionar. Foi anunciado ainda um novo concurso da Polícia Civil para a nomeação de 1,5 mil agentes e 300 escrivães para recompor o quadro da PCDF que, segundo Ibaneis, ficou prejudicado nos últimos anos. “Uns alegam dificuldade financeira. Eu acredito que dificuldade financeira deve ser espancada mesmo nos momentos de crise quando se trata da segurança e da vida das pessoas”, completou.
19/02/2019

Presidente da CNI é preso em operação que mobiliza 213 policiais federais e o TCU

Operação Fantoche

Presidente da CNI é preso em operação que mobiliza 213 policiais federais e o TCU

Ele é alvo na Operação Fantoche contra corrupção no Sistema S

A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta terça (19) a Operação Fantoche, para desarticular organização criminosa voltada a prática de crimes contra a administração pública, fraudes licitatórias, associação criminosa e lavagem de ativos, em seis Estados e no Distrito Federal. Entre os presos na operação está o presidente da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), Robson Braga de Andrade. O esquema de corrupção envolve empresas sob o comando da mesma família, que firmaram convênios com o Ministério do Turismo e as entidades do Sistema S. De acordo com as investigações, as empresas investigadas já teriam recebido cerca de R$ 400 milhões por meio desses contratos firmados de forma contínua e perene, desde o ano de 2002, com um grupo de empresas de um mesmo núcleo familiar. A operação reúne 213 policiais com o apoio de oito auditores do Tribunal de Contas da União (TCU), para cumprir 40 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão temporária, em Pernambuco, Alagoas, Paraíba, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e no Distrito Federal. As ações se concentram em Pernambuco, com 23 equipes cumprindo 23 mandados de busca e apreensão e sete mandados de prisão temporária. Em Alagoas, onde a PF cumpre dois mandados de busca e um de prisão temporária, duas viaturas estiveram na Casa da Indústria. Um funcionário do setor de Licitações auxilia os agentes nas buscas, enquanto outros funcionários foram impedidos de entrar na sede da entidade da Federação das Indústrias do Estado de Alagoas, para não atrapalhar a ação policial. E outra equipe deslocou-se até o bairro da Serraria. A atuação do grupo consistia na utilização de entidades de direito privado, sem fins lucrativos, para justificar celebração de contratos e convênios diretos com o Ministério e Unidades do Sistema S. Tais contratos, em sua maioria, voltados à execução de eventos culturais e de publicidade eram superfaturados e/ou com inexecução parcial. Os recursos decorrentes deles eram posteriormente desviados em favor do núcleo empresarial, por intermédio de empresas de fachada. As entidades do Sistema S incluem o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), o Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac). E, em Pernambuco, os alvos são as empresas Alto Impact Entretenimento LTDA; Instituto Origami; Aliança Comunicação e Cultura LTDA; Idea Locação de Estruturas e Iluminação; Ateliê Produções Artísticas e Somar Intermediação e Negócios LTDA. A Aliança Comunicação deve divulgar nota ainda nesta manhã. (Com informações da Comunicação Social da PF em Pernambuco)
19/02/2019

Inércia da Câmara beneficia empresas aéreas, mantendo cobrança por bagagem

Inércia cara

Inércia da Câmara beneficia empresas aéreas, mantendo cobrança por bagagem

Rodrigo Maia impede votação do fim da cobrança das malas em viagens aéreas

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM), mantém na gaveta desde dezembro de 2016 o projeto de resolução do Senado que anulou ato da Anac, a “agência reguladora” de Aviação Civil que instituiu a cobrança de malas. Para valer, a decisão precisa ser aprovada também na Câmara, mas o lobby das empresas aéreas é mais forte que a indignação dos brasileiros explorados. E a cobrança continua. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. Anac e empresas aéreas garantiram que a cobrança para transportar malas reduzia o preço da passagem. Era mentira. Rodrigo Maia chegou a afirmar que somente votaria a questão na Câmara “após o fim do duopólio” no setor. Ele não sabe o que diz. Como só usa jatinho da FAB há anos, Rodrigo Maia parece não saber que, além de Latam e Gol, há também as empresas Avianca e Azul. Noutra gaveta da Câmara dorme projeto que objetiva proibir a cobrança para marcar assento, malandragem também apoiada, claro, pela Anac.