Promessa cumprida

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Essa foi uma promessa de campanha do atual governador do DF
19/02/2019

Ibaneis anuncia paridade salarial a Polícia Civil do DF com a PF, em seis parcelas

Promessa cumprida

Ibaneis anuncia paridade salarial a Polícia Civil do DF com a PF, em seis parcelas

Essa foi uma promessa de campanha do atual governador do DF

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), anunciou nesta terça (19) que a paridade salarial entre a Polícia Civil do DF e a Polícia Federal será feita em seis parcelas. As parcelas serão dividas da seguinte forma: abril e setembro de 2019, 2020 e 2021. No primeiro ano, o reajuste será de 10%; já em 2020, será de 13%; e no último ano, o restante — somando 37% de reajuste no salário dos policiais civis. No entanto, segundo o governador, caso haja um incremento na arrecadação do governo, as parcelas podem ser adiantadas. A paridade salarial entre as duas corporações foi uma promessa de campanha de Ibaneis Rocha e é uma antiga demanda da Polícia Civil da capital, que cobra a equiparação desde 2016. O reajuste foi motivo de greve da categoria nos últimos anos. Segundo o governador, a proposta de reajuste foi discutida no governo de forma que não fosse necessário o corte de outras verbas no Distrito Federal e de forma que não fosse criado problema com o Congresso. Como se trata de recursos oriundos do Fundo Constitucional, a proposta será enviada ao governo federal e ao Congresso Nacional. No entanto, o GDF deve esperar a adesão da categoria ao que foi proposto. Os policiais se reúnem nesta quarta (20) para uma assembleia. “Vivemos um novo momento: de valorização, de novos serviços para a comunidade, de serviços que a comunidade espera”, afirmou o emedebista. “Queremos garantir a todos vocês boa remuneração, excelentes condições de trabalho e saúde para vocês e suas famílias. Se conseguir fazer isso em quatro anos, terei prestado um grande serviço à sociedade e a cada um de vocês que tem orgulho de ser policial.” Ibaneis afirmou que, caso haja um novo reajuste aos salários da Polícia Federal, as negociações serão reabertas com a Polícia Civil do DF. O governador disse ainda que as negociações para o reajuste a Policiais Militares e ao Corpo de Bombeiros já estão sendo feitas. Uma proposta pode ser apresentada nesta sexta (22). Viaturas O anúncio do reajuste foi feito nesta manhã, durante cerimônia de entrega de 100 viaturas. “Polícia não se faz só com homens e com delegacias, se faz com equipamentos. A entrega dessas viaturas nesse momento de reabertura é muito importante, porque precisamos cumprir as ocorrências e fazer as investigações. Essa é uma política permanente de valorização da Polícia Civil do Distrito Federal”, afirmou o governador. Ibaneis anunciou ainda a reabertura de uma delegacia no Riacho Fundo e outra em Vicente Pires. Ao todo, oito delegacias já foram reabertas. O GDF espera que até o fim do mês de fevereiro mais sete voltem a funcionar. Foi anunciado ainda um novo concurso da Polícia Civil para a nomeação de 1,5 mil agentes e 300 escrivães para recompor o quadro da PCDF que, segundo Ibaneis, ficou prejudicado nos últimos anos. “Uns alegam dificuldade financeira. Eu acredito que dificuldade financeira deve ser espancada mesmo nos momentos de crise quando se trata da segurança e da vida das pessoas”, completou.
15/02/2019

Produtores de leite em desespero cobram a Renan Filho dívida milionária, em Alagoas

Promissória eleitoral

Produtores de leite em desespero cobram a Renan Filho dívida milionária, em Alagoas

Após reeleição em outubro, governador ignorou dívida do Programa do Leite

“O desespero é grande. Estamos falidos. Estamos se sentindo [sic] derrotado, arrastado e um homem sem valor”. Esta fala simples de um agricultor que cobra o cumprimento da promessa de campanha do governador Renan Filho (MDB) de garantir a continuidade do Programa do Leite resume o desespero de cerca de 5 mil produtores que fornecem leite ao Governo do Estado de Alagoas, através de mais de 100 associações e seis cooperativas. O programa social que há anos abastece com leite comunidades de alagoanos pobres paralisará a partir da próxima segunda-feira (18), em meio a protestos de pequenos produtores que decidiram derramar a produção, por não receber pelo leite vendido desde outubro, quando Renan Filho foi reeleito. Enquanto o governador viaja o país propagando um cenário de bonança e o Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza (Fecoep) segue sendo sangrado por obras não diretamente ligadas à necessidade mais imediata de quem tem fome, produtores e seus animais convivem com a falta do que comer, no programa mantido por convênio entre a Secretaria de Estado da Agricultura (Seagri) e o Governo Federal, através da Secretaria Especial de Desenvolvimento Social, do Ministério da Cidadania. A promessa eleitoral de Renan Filho foi de manter e ampliar o programa, utilizando recursos estaduais para suprir os repasses da União. O compromisso foi firmado um mês antes de sua reeleição, em uma sabatina com o setor produtivo promovido pelas Federações da Indústria (Fiea), do Comércio (Fecomércio) e da Agricultura (Faeal). A crise que se estende para toda a cadeia da bovinocultura do leite e a setores do comércio e serviços de municípios sertanejos de Alagoas como Batalha, Jacaré dos Homens, Major Izidoro e Palestina, região que também enfrenta efeitos da seca, agravada por problemas na distribuição de água não solucionados pelo Estado. “Senhor governador, a gente precisa de sua ajuda! Precisamos receber os quatro meses de leite que está lá dentro. […] Vivemos em um país que dependemos um do outro. Não quer dizer você é maior ou menor! Não é porque somos pequenos que vamos ser chutados! A gente tem força. Votamos, botamos vocês no poder para vocês brigarem por a gente aí! A crise aqui está um pouco complicada, sem dinheiro, sem pasto e sem água”, diz um dos produtores que protestaram em vídeos divulgados por aplicativo de mensagens. “Aqui, nós, tirando leite! Não temos a quem vender. Quero que o senhor faça uma solução. Desde outubro que ninguém recebe um centavo. E o senhor fazendo uma coisa dessa, não assumindo essa promissória de assumir a CPLA [cooperativa] para o leite ficar para o produtor e para as crianças, o senhor está tirando o prato da mesa de cada agricultor. Sobrevivo desse leite e vou ter que derrubar no chão”, disse outro produtor em vídeo de protesto. Assista:   Consequências sociais O Programa do Leite distribui mais de 40 mil litros de leite distribuídos por dia para 80 mil famílias. E a falta de pagamento já afeta o abastecimento de comunidades pobres de todos os 102 municípios alagoanos que dependem da distribuição de leite, bem como de associações beneficentes que assistem idosos e crianças carentes. Um exemplo é a Associação Beneficente Santa Lúcia, na periferia da capital alagoana, onde o leite do programa que chega na embalagem do Fome Zero é utilizado para fazer arroz doce, munguzá, bolo, vitamina. Lá o leite que chegava dois dias na semana, passou a chegar uma vez só. A presidente da Associação, Maria Pauferro, diz que o leite se tornou o alimento mais útil, tanto para crianças, quanto para os idosos, com a diminuição também da distribuição de sopa. “A minha pergunta é: por que tem dinheiro para tantos outros projetos/programas e só falta para alimentação? Que é o PAA leite (Programa de Aquisição de Alimentos), agricultura familiar, etc? Onde fica o Fecoep? Liderança unida jamais será vencida! Nós fazemos o que os governantes não alcançam fazer, que é atender às periferias. Vamos à luta! Nos mobilizar! Até porque o nosso governador garantiu isso ano passado. Sabemos que ele é jovem, mas é um homem de palavra e responsabilidade. Então, vamos cobrar dele. Porque se até sexta-feira (15) os laticínios não receberem, próxima semana não teremos leite”, protestou Pauferro, em publicação no Instagram. Somente uma das cooperativas do programa fornece diariamente 5,2 mil litros de leite para o governo de Alagoas e acumula uma dívida de R$ 1 milhão para 250 pequenos produtores. “A situação é insustentável. A maioria dos produtores só continuou fazendo a entrega do leite para o governo porque não tem opção. A crise é geral. No programa, o pequeno recebe R$ 1,28. Se for entregar fora vai receber de 80 ou 90 centavos”, relatou Tiago Silva de Melo, presidente da Coopaz, em entrevista reproduzida pela Gazetaweb. Veja um dos desabafos:   Sobrou para o Congresso Em janeiro, o governador prometeu regularizar o programa, pedindo ajuda da bancada federal para obter recursos da União. E o novo coordenador da bancada federal de Alagoas no Congresso Nacional, deputado Marx Beltrão (PSD-AL), reuniu hoje representantes Cooperativa de Produção Leiteira de Alagoas (CPLA) e destacou a necessidade de reforçar o apoio ao Programa do Leite, que entrega de 4 litros do produto por semana a cada alagoano pobre beneficiado pelo programa. “São mais de 5 mil pequenos produtores alagoanos beneficiados, gente muito batalhadora, em um trabalho que precisa ter continuidade e que terá, como sempre teve, todo meu apoio. Vamos, juntos, defender esta causa tão necessária”, disse Marx Beltrão. O Diário do Poder não obteve respostas sobre a posição do Estado, junto à assessoria do governo de Alagoas. E a Seagri, desde o início deste segundo mandato de Renan Filho, não tem assessor de comunicação nomeado para viabilizar uma resposta oficial. E o secretário da Agricultura Henrique Soares não respondeu às tentativas de contato da reportagem. E se encontra acompanhando o governador em viagem ao Rio de Janeiro, onde Renan Filho participa do seminário “Alagoas: Caminhos para o Futuro”, na Fundação Getúlio Vargas (FGV). Veja mais desabafos:
12/02/2019

Laudos da Vale revelam que mineradora conhecia riscos de desastre desde 2017

Colapso anunciado

Laudos da Vale revelam que mineradora conhecia riscos de desastre desde 2017

Mineradora ignorou alerta sobre o risco de colapso duas vezes maior que tolerável

Os indícios de que a Vale tinha conhecimento dos riscos de rompimento da barragem 1 da Mina do Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), estão evidenciados em dois relatórios da mineradora, um de 2017 e outro de 2018. A informação documentada pelos relatórios internos da Vale afirma que, desde novembro de 2017, a barragem já tinha uma chance de colapso duas vezes maior que o limite máximo de risco individual tolerável. Executivos da Vale disseram que não haveria indicação de risco iminente nos relatórios e a barragem estaria “estável”, ao negar as informações de que laudos indicavam que havia risco de rompimento na barragem de Brumadinho, durante entrevista coletiva nesta terça-feira (12). Mas além do laudo de 2017, exibido em reportagem veiculada hoje pela Rede Globo, a agência de notícias Reuters exibiu outro documento com o alerta de que a barragem estava em “zona de atenção” com duas vezes mais chances de se romper do que nível máximo tolerado pela política de segurança da empresa. Até ontem (11), ainda havia 155 pessoas desaparecidas e 165 corpos já haviam sido resgatados da lama. E 160 destes foram identificados. A Vale divulgou nota em que nega a existência de relatório, laudo ou estudo conhecido, qualquer menção a risco de colapso iminente da barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho. “A barragem possuía todos os certificados de estabilidade e seguranças nacionais e internacionais”, diz a nota em que a mineradora reforça que a barragem “estava dentro do limite de risco”. (Com informações da Rede Globo e G1)
11/02/2019

Maior desafio da reforma da Previdência é comunicação

Reforma urgente

Maior desafio da reforma da Previdência é comunicação

Governo prepara estratégia para convencer público e parlamentares

A reforma da Previdência é consensual, mas até os seus defensores mais exaltados advertem para a necessidade de o governo caprichar na “comunicação”, até para deixar os parlamentares mais confortáveis na sua defesa. Ocupar os espaços esclarecendo fatos e apontando os privilégios que precisam acabar também é muito importante na “guerra” da comunicação, segundo o líder do Partido Novo na Câmara, deputado Marcel van Hatten (RS), que tem mestrado no assunto. A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder. O desafio do governo é convencer a população da necessidade de reformar para que, no futuro breve, a Previdência não se inviabilize. O governo prepara campanha na TV, rádio, jornal e internet explicando que o País precisa reformar a Previdência para crescer e não quebrar. Parlamentares de esquerda costumam aproveitam os espaços do “contraditório”, na imprensa, para tentar espalhar o “terror” da reforma. Para ser aprovada, a PEC da reforma precisa de 308 votos em 513 deputados e de 49 dos 81 senadores. O governo acha que os tem.