Liderança em Alagoas

Alagoas

Prefeito de Maceió reconhece a dimensão política do campeão de votos Rodrigo Cunha
19/05/2019

Senador que derrotou Renan assume a Presidência do PSDB de Alagoas

Liderança em Alagoas

Senador que derrotou Renan assume a Presidência do PSDB de Alagoas

Prefeito de Maceió reconhece a dimensão política do campeão de votos Rodrigo Cunha

O prefeito de Maceió (AL), Rui Palmeira, transferiu o comando do PSDB de Alagoas ao senador tucano Rodrigo Cunha, mais votado da disputa pelo Senado, em 2018, com diferença de mais de dez pontos percentuais em votos válidos, para o segundo colocado Renan Calheiros (MDB-AL). A mudança foi anunciada pelo prefeito neste sábado (18). A iniciativa de Rui Palmeira reconhece a dimensão política do parlamentar que, desde sua primeira campanha eleitoral em 2014, foi campeão consecutivo de votos para deputado estadual e senador, em Alagoas. Mas o prefeito garante que construirá com Rodrigo Cunha as candidaturas do PSDB nas eleições municipais de 2020. “Pessoal, estou passando a presidência do diretório estadual do PSDB de Alagoas para o senador Rodrigo Cunha, que é, sem a menor dúvida, a maior liderança tucana no Estado de Alagoas. Estarei junto com Rodrigo e nossas lideranças na construção das candidaturas tucanas para o próximo ano eleitoral na capital e interior. Agradeço o apoio recebido da executiva estadual e do PSDB nacional durante a minha gestão, com a certeza de que seguiremos em frente, unidos”, disse Rui Palmeira, nas redes sociais. Em 2018, o então deputado estadual Rodrigo Cunha foi eleito senador, com diferença de mais de dez pontos percentuais para o senador reeleito Renan Calheiros (MDB-AL); obtendo o apoio de 871.922 alagoanos, com 34,28% dos votos válidos. Junto com Rodrigo Cunha, Rui Palmeira está à frente dos esforços políticos em busca por soluções e responsabilizações para a tragédia que ameaça a vida e os bens de cerca de 40 mil moradores de três bairros atingidos pelo afundamento do solo causado pela Braskem, com a extração de sal-gema por 44 anos, que reativou uma falha geológica adormecida há milhões de anos, na área urbana da capital alagoana. Candidatura negada A sucessão foi fruto de consenso entre os dois líderes do PSDB de Alagoas. Mas ao contrário da reação de alguns eleitores nas redes sociais, não representa a sinalização de candidatura do senador à prefeitura de Maceió, tendo em vista que Rodrigo Cunha, mesmo liderando a pesquisa para a sucessão na capital alagoana, já negou ao Diário do Poder ter interesse na disputa, que já tem o vice-prefeito Marcelo Palmeira (PP) como pré-candidato. Rodrigo Cunha pontuou, em março, 29,5% das intenções de voto para prefeito de Maceió, em levantamento do Instituto Paraná Pesquisas; seguido do deputado federal João Henrique Caldas, o JHC (PSB), com 22,1%, e do ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), com 11,5%. O senador Rodrigo Cunha não comentou sobre a nova missão, nas redes sociais. E o Diário do Poder não conseguiu respostas sobre suas prioridades no comando do PSDB. Em novembro de 2017, com a renúncia do ex-governador Teotonio Vilela Filho ao comando do PSDB, o prefeito Rui Palmeira assumiu a presidência da sigla, com a missão de articular as candidaturas do pleito de 2018, quando era incentivado a disputar o governo do Estado, contra a reeleição de Renan Filho (MDB). O mandato é de dois anos, mas seu término ocorreu em abril, para Rui Palmeira, exatamente dois anos após a eleição de Téo Vilela para a Presidência do PSDB.  
17/05/2019

Prefeitura expõe avanços no tratamento de resíduos no aterro sanitário de Maceió

Lixo e tecnologia

Prefeitura expõe avanços no tratamento de resíduos no aterro sanitário de Maceió

Tratamento diário de 1,5 mil tonelada de resíduos sólidos foi exposto aos órgãos fiscalizadores

Uma visita técnica ao aterro sanitário organizada pela Prefeitura de Maceió (AL), nesta sexta-feira (17), apresentou os avanços na gestão e controle ambiental do Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) da capital, situado no bairro do Benedito Bentes. A apresentação foi feita por Daniel Sanchez, técnico da Estre Ambiental, empresa responsável pelo gerenciamento e funcionamento do CTR, por meio de concessão em contrato com o Município, no período de 20 anos. Para Gustavo Acioli Torres, titular da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), órgão responsável pelo acompanhamento do contrato de concessão do CTR, os números mostram um balanço positivo. “Desde o início da gestão, a empresa tem evoluído muito no que diz respeito ao tratamento de resíduos sólidos gerados em Maceió. Nós temos um grande equipamento aqui na cidade. Estamos apresentando a todos os órgãos de fiscalização, para que conheçam a operação que é feita e para que a gente possa ampliar os serviços, trazendo mais benefícios ambientais para nossa capital”, afirmou. “O CTR recebe diariamente 1,5 mil tonelada de resíduos, sendo mil somente de resíduos domiciliares, e tudo é descartado em uma célula impermeabilizada. Desta célula, por conta do armazenamento do resíduo, saem o chorume e gases. O chorume é direcionado para uma central de tratamento, que fica no próprio CTR, e passa por uma série de procedimentos avançados. Os técnicos estão monitoramento e realizando estudos para que este material seja reutilizado em irrigação e abastecimento de carros pipa. Já em relação aos gases, há estudos avançados para o reaproveitamento energético”, destacou Torres. A secretária municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente, Rosa Tenório, também esteve presente e ressaltou a importância do CTR. “Um equipamento ambiental importantíssimo para a cidade, um dos mais modernos do país. Com tecnologia de ponta para tratamento do chorume, que é a chamada nano tecnologia. E hoje estamos aqui com todos os órgãos de fiscalização e controle do nosso estado. A ideia é que todos vejam e conheçam esse equipamento importante para qualquer cidade, que trata todos os resíduos gerados em Maceió”, frisou. Daniel Sanchez, gerente da Estre Ambiental, fala sobre a ação. “Este é um evento organizado pela Slum. Convidando os principais órgãos de controle, órgãos ambientais do estado e de Maceió para conhecer um pouco mais do CTR, da atividade desenvolvida e a tecnologia utilizada. A ideia é que todos conheçam um pouco mais da realidade do CTR Maceió. Este é um espaço que respeita todas as normas internacionais e nacionais de controle ambiental e, além de tudo, tem um impacto social positivo gerando mais de 100 empregos diretos”, comentou. Estiveram presentes secretários e titulares de órgãos municipais, além de representantes dos Ministérios Públicos Estadual (MP/AL) e de Contas (MPC/AL) , Tribunal de Contas (TCE/AL), Conselho Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Compram) e Associação Brasileira da Indústria de Hotéis de Alagoas (ABIH). (Com informações da Secom Maceió)
17/05/2019

PF apreende acervo de moedas históricas com italiano, em Maceió

Patrimônio da União

PF apreende acervo de moedas históricas com italiano, em Maceió

Estrangeiro usou detector de metais para encontrar acervo que oferecia na internet

A Polícia Federal em Alagoas apreendeu, na tarde de ontem (16), em Maceió (AL), cerca de 20 quilos de moedas históricas que estavam em poder de um homem de nacionalidade italiana. O acervo histórico foi localizado em sua residência, no bairro de Ipioca, no Litoral Norte da capital alagoana. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) procurou a Polícia Federal após receber informações de que aquele estrangeiro estava divulgando, através de redes sociais, havia encontrado diversas moedas antigas em uma praia do litoral alagoano, localizadas por meio de um detector de metais. Após levantamento de informações por policiais federais, o italiano foi identificado e localizado no bairro mencionado, nesta capital, oportunidade em que foram desencadeadas diligências que resultaram na apreensão das moedas na residência daquele estrangeiro. Segundo a legislação brasileira, todo objeto arqueológico ou histórico é protegido por lei e considerado como patrimônio da União, mesmo quando tenha sido encontrado fora de sítios arqueológicos e de forma ocasional. Nesses casos, o cidadão deve sempre comunicar ao IPHAN sobre a existência e localização de objetos para que sejam adotadas as providências legais cabíveis. O italiano foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, onde prestou depoimento e, em seguida, foi liberado após a lavratura de um Termo Circunstanciado de Ocorrência, devendo comparecer, posteriormente, à Justiça Federal em Alagoas, onde poderá responder pelo crime de apropriação de coisa achada, previsto no art. 169 do Código Penal. (Com informações da Comunicação Social da PF em Alagoas)
17/05/2019

MP e Defensoria veem Braskem favorecida por envio de ação bilionária à Justiça Federal

Indenização por tragédia

MP e Defensoria veem Braskem favorecida por envio de ação bilionária à Justiça Federal

Procurador diz se recusar a 'entrar no jogo da Braskem' na luta para indenizar vítimas de afundamento em Maceió

O Ministério Público de Alagoas (MP/AL) e a Defensoria Pública Estadual condenaram o envio da ação contra a mineradora Braskem, do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) para a Justiça Federal, feito com base na manifestação do Ministério Público Federal (MPF) sobre interesse da União no caso, devido à existência de danos ambientais. Os órgãos estaduais que pediram o bloqueio de R$ 6,7 bilhões da mineradora reuniram a imprensa, na tarde desta sexta-feira (17) para dizer que a movimentação do processo favorece a causadora dos tremores de terra e rachaduras no solo e em imóveis, que colocam cerca de 40 mil maceioenses em risco. O procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça, disse que o envio do processo que visa reparar os danos dos moradores beneficia diretamente a empresa. Mas disse que MP e Defensoria não vão recorrer da decisão, e repetiu diversas vezes que não vai “entrar no jogo proposto pela Braskem”. “Esta é uma medida que pode beneficiar a empresa. Não vamos entrar no jogo da Braskem. A população, que há mais de um ano sofre com essa situação no Pinheiro, Mutange e Bebedouro, não merece essa discussão colateral. Acredito que a Justiça Estadual está muito mais perto do povo. Fomos nós que ingressamos com a primeira ação para reparar os danos em toda a região. São milhares de famílias aguardando uma solução. E também não entendemos o motivo pelo qual até agora não foi determinado o bloqueio dos R$ 6,7 bilhões”, disse Alfredo Gaspar. O chefe do MP explicou que “o jogo da Braskem” a que se referiu diz respeito à perspectiva de prorrogação da disputa judicial nas esferas do Poder Judiciário. O MP e a Defensoria defenderam a manutenção do caso na Justiça Estadual, por entender ser esta competente para julgar e processar ação relacionada a danos materiais e morais à população, mesmo que causadas pela extração de sal-gema que reativou uma falha geológica, no subsolo, que é patrimônio público da União. Em abril, o desembargador do TJAL, Alcides Gusmão da Silva, suspendeu a distribuição de R$ 2,6 bilhões em lucros de 2018 da mineradora aos seus acionistas, a pedido do MP Estadual e da Defensoria Pública de Alagoas. Antes do laudo da CPRM demonstrar a culpa da Braskem pela calamidade, Pedro Ivens bloqueou apenas R$ 100 milhões do montante solicitado como medida cautelar. ‘Surpresa’ Os chefes do MP, Alfredo-Gaspar, e da Defensoria Publica de Alagoas, Ricardo Melro, demonstraram ‘surpresa’ com a decisão, porque, mesmo com o desinteresse da Advocacia Geral da União (AGU), da Agência Nacional de Mineração (ANM) e do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) demonstrado no processo, o juiz da 2ª Vara Cível da Capital, Pedro Ivens Simões de França, decidiu na última quarta-feira (15) remeter à Justiça Federal em Alagoas os autos do processo que pede o bloqueio bilionário da Braskem. O juiz tomou a decisão após intimar o Ministério Público Federal (MPF) a responder se havia interesse da União na ação. E o MPF justificou que a inclusão da reparação ambiental no pedido não se compatibiliza com os limites de competência definidos para Justiça Estadual no ordenamento jurídico. Mas defendeu que seja garantida a continuidade do bloqueio dos bens da Braskem, para assegurar que a indenização à população ocorra da forma mais célere e eficiente possível. Veja aqui a posição da Braskem sobre o afundamento dos bairros. Leia mais: Juiz envia à Justiça Federal ação bilionária contra Braskem, por afundar bairros de Maceió