Segue 'independente'

Republicanos nega adesão à base e diz que ministério foi ‘convite pessoal’

Lula assume centrão, mas centrão não assume Lula

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André Fufuca (esquerda), o ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (centro); e Silvio Costa Filho (direita) posam para foto após anúncio das trocas na Esplanada

Agraciado com o Ministério de Portos e Aeroportos oficialmente na última quarta-feira (6), o Republicanos negou adesão à base de apoio do governo Lula e, em nota divulgada, diz que o partido “seguirá atuando de forma independente”.

Há quase quatro meses, Lula tenta cooptar partidos de centro para ter algum apoio com mais consistência no Congresso Nacional. Na quarta, além de dar Portos e Aeroportos para o Republicanos, o petista demitiu Ana Moser do Ministério do Esporte e entregou a pasta ao Progressistas.

A mudança desagradou a base de Lula. Portos e Aeroportos estava com Márcio França, do PSB, que vai perder a cadeira, mas deve ser acomodado em outra pasta. A troca por Silvio Costa Filho (Republicanos-PE) causou ruído entre os socialistas. André Fufuca (PP-MA) na pasta do Esporte também gerou reclamações de atletas, que viam em Moser, ex-atleta olímpica, um nome técnico e com capacidade de valorizar o setor.

Mesmo os partidos que faturaram com a mudança mandam sinais de que pouco deve mudar, apesar da tentativa de cooptação. O Republicanos, que tem boa parte dos parlamentares de oposição no Congresso Nacional, avisou que Silvio Costa Filho terá que se licenciar das funções que desenvolve no partido. Ele é tesoureiro da sigla e preside o Republicanos em Pernambuco.

Em nota, o partido reforçou que segue independente e que a ida do deputado para o primeiro escalão do governo federal “trata-se exclusivamente de um convite pessoal e direto do presidente Lula ao parlamentar”.

Como na política sinais mandam recados, o Planalto ainda calcula o impacto dentro do PP da mudança na Esplanada. Nesta quinta-feira (7), o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), não apareceu no desfile do Sete de Setembro em Brasília. Lira é o mandachuva do PP na Câmara, Casa que Lula enfrenta maiores problemas de falta de apoio.

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