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DF em debate

Vice-governador defende na Lide uma nova relação com setor público

É o que defende Santana, servidor que virou vice de Rollemberg

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Combater a chamada “Síndrome da Bolha”, que é o distanciamento dos servidores públicos do setor produtivo, é a principal missão do vice-governador do Distrito Federal, Renato Santana. Ele foi o convidado dos membros do Lide Brasília, para o almoço-debate, realizado nesta sexta-feira no Kubitschek Plaza Hotel. Também estiveam presentes o senador Hélio José (PSD-DF), o deputado Laerte Bessa (PR-DF) e pelo secretário de Cultura do DF, Guilherme Reis.

O vice-governador discorreu sobre o tema “A Síndrome da Bolha: Mudança de Padrão nas Relações Governamentais”. Ele destacou o papel do servidor, dizendo que não se pode olhar para o setor produtivo como adversário.

– A percepção que tenho hoje, com 21 anos de serviço público, é que o estado constituído e o setor produtivo começaram a se enxergar como adversários. Essa Síndrome da Bolha, que eu costumo chamar falando dos gabinetes, tem o poder de alterar o DNA das pessoas. Ele vira governador, senador, deputado e se transforma. Começa a ficar com uma visão turva. Essa síndrome tem inúmeros sinais, como se achar senhor de tudo e de todos. Como combater? Sair do tradicional. Sair do habitual, do gabinete. Sair daquilo que se chama de lógica -afirmou.

Renato Santana mostrou a importância do funcionalismo, sem minimizar o papel do empresariado. “Quando o governo vai bem, a cadeia produtiva vai bem. Quem é o comprador potencial do mercado do DF? Não é o servidor público? A Secretaria de Saúde do DF tem 34 mil servidores, com média de R$ 10 mil. Em lugar nenhum do mundo há uma empresa com uma média destas. Mas o estado, que mantém estes servidores, não consegue colocar em caixa valores que empatem despesa e receita. Hoje, dia 10 de setembro, se tivéssemos que pagar os salários de novembro dos servidores, faltaria R$ 1,5 bilhão. O efeito disso é uma cidade no caos”, alertou. 

 

“A conta não fecha”

O vice-governador apontou distorções de arrecadação. “Imaginem vocês que Belo Horizonte tem 100 mil imóveis a menos que o DF e arrecada R$ 2,5 bilhões em IPTU. Aqui, arrecadamos pouco mais de R$ 500 milhões, com previsão de gastos com coleta de lixo de R$ 500 milhões. A conta não fecha. Os problemas foram se acumulando e agora estamos sofrendo os efeitos de desajustes na condução da máquina pública”, complementou.

O vice-governador foi saudado pelo presidente do grupo Lide Brasília, Paulo Octavio, que traçou a carreira política de Renato Santana, até sua eleição para o cargo de vice-governador. “Nascido em Brasília e servidor público de carreira há mais de 20 anos, ele é o primeiro vice-governador que nasceu e mora em uma região administrativa fora do Plano Piloto”.

O empresário também destacou que Santana prega, no poder público, “uma política inovadora, tendo contribuído com o setor produtivo na busca de resolver os inúmeros gargalos que entravam e atrasam a cidade há anos. Gargalos que precisam ser removidos urgentemente, permitindo que voltemos a crescer”.

 

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