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Operação Lava Jato

Valério Neves nega para Moro envolvimento com irregularidades

Participado das reuniões onde eram definidas as doações

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O ex-secretário-geral da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) Valério Neves prestou depoimento ao juiz Sérgio Moro nesta segunda-feira (29) e negou envolvimento com irregularidades.

O juiz Sérgio Moro começou a oitiva perguntando sobre a coleta de doações eleitorais de empresários em favor do ex-senador Gim Argello na CPI da Petrobras, e qual seria o envolvimento de Neves. Valério negou, “eu não fui coletar os valores, eu fui pegar os recibos dessas doações”.

No decorrer do depoimento, Neves explicou que trabalhava na Coligação União e Força, onde José Roberto Arruda era candidato ao governo do DF e Gim Argello era candidato ao Senado Federal. Ele trabalhava na coordenação política e na contabilidade, e por isso foi designado a fazer a parte de recibo eleitoral.

Negou que tenha participado das reuniões onde eram definidas as doações. Explicou que esteve em uma casa de eventos, onde estavam presentes Júlio Camargo, da Toyo Setal e Léo Pinheiros, da OAS, mas afirmou que não ficou junto com os empresários, sendo apresentado aos dois somente na saída.

Valério Neves foi preso, temporariamente, em abril, durante a 28ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro. Na mesma ocasião foram presos Gim Argello e seu filho Jorge Argello.

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