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Derrocada à espreita

TSE pode encerrar era de Ciço como fenômeno de votos em Alagoas

TSE julga em março pedido de cassação de Ciço por infidelidade

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Ciço teve carreira meteórica (Foto: Davi Soares)Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) devem julgar em plenário, no próximo mês de março, o processo de infidelidade partidária em que o PRTB tenta cassar o mandato do deputado federal Cícero Almeida, o Ciço (PMDB-AL), que perdeu a briga contra a reeleição do prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), em outubro de 2016, apesar do apoio do senador Renan Calheiros (PMDB-AL).

O processo eleitoral de infidelidade partidária foi movido pelo presidente nacional do PRTB, Levy Fidelix. E uma condenação é a pior das hipóteses para o futuro político do ex-prefeito de Maceió, que se elegeu com dificuldades em 2014, depois de decepcionar suas perspectivas de retomar sua fase fenomenal, em que foi recordista de votos em sua reeleição para prefeito em 2008, após trajetória meteórica na política alagoana, desde o ano 2000, quando se elegeu vereador de Maceió em primeiro mandato.

Uma eventual cassação por infidelidade não gera inelegibilidade. Porém, ficar sem mandato, há um ano e meio da campanha de 2018, seria o pior dos mundos para qualquer político que precisa, trabalhar pelos seus redutos eleitorais, ainda mais quando se está exposto a outras interferência negativas, como a tramitação da ação penal da "Máfia do Lixo" no Supremo Tribunal Federal (STF), na qual é réu.

TROCA

A informação sobre a ação de infidelidade é extraoficial e brotou dos bastidores políticos, porque o processo está pronto para ser apreciado. O julgamento pode resultar na posse do jovem suplente Val Amélio (PRTB-AL), que é filho do conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Alagoas (TC/AL), Cícero Amélio, alvo de medida cautelar por favorecer um ex-prefeito na Corte de Contas.

O afilhado político do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) alegou ter sido perseguido pelo PRTB, ao se desfiliar da sigla em 1º de outubro de 2015, e ingressar no PSD, deixando o partido que o elegeu órfão de representantes na Câmara Federal. Em seguida, foi abrigado no PMDB, pelo qual foi derrotado pelo prefeito de Maceió, em um verdadeiro vexame, por ter como principais cabos eleitorais os líderes peemedebistas Renan Calheiros, então presidente do Senado, e Renan Filho, governador de Alagoas..

Ciço segue confiante de que não será condenado. Pelo menos conta com o aval do Ministério Público Eleitoral (MPE), que se manifestou favoravelmente à manutenção de Almeida no cargo, em junho de 2016.

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