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Três ônibus piratas rodavam com validadores de passagem da Fácil

Ônibus piratas com equipamentos da Fácil levantam suspeitas de fraudes

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A apreensão de três ônibus clandestinos da Cootransp na área rural de Sobradinho nesta quinta-feira (23) levantou suspeita sobre a relação entre o Departamento de Fiscalização (DFTrans) e a cooperativa. Muito similares aos coletivos autorizados a transportar passageiros no Distrito Federal, os ônibus trazidos do Rio de Janeiro contavam estranhamente com todos os equipamentos que validam o bilhete do passageiro. Uma denúncia de possível venda do equipamento e também de parentesco entre a direção do órgão e a cooperativa deve ser apurada pela Polícia Civil, que registrou a ocorrência sobre crime contra o consumidor.

Responsável pela apreensão, a deputada distrital Celina Leão decidiu averiguar a denúncia de que em apenas uma hora, um único ônibus transportou 15 mil passageiros. Ao chegar à Fercal, em Sobradinho, para conferir a suspeita de fraude, nesta quinta-feira (22), descobriu que três ônibus piratas circulavam com validadores e chips que leem os cartões da Fácil. Suspeita-se que os equipamentos sejam clonados, elevando o número de passageiros transportados.

Outro problema apontado era o preço do bilhete R$ 0,70 mais caro. Para transportar passageiros na área rural, os ônibus estão autorizados a cobrar R$ 2,30, mas a tarifa usada pelo veículo clandestino era de R$ 3. Após os veículos terem sido apreendidos pela Polícia Militar, uma ocorrência foi registrada na 35ª Delegacia de Polícia (Sobradinho). Lá, Delmar da Silva Freitas se identificou como responsável pelos ônibus piratas, como consta na ocorrência.

Delmar da Silva é um dos cooperados da Cootransp. Ele não tem nenhum parentesco com o diretor do DFTrans, Marco Antônio Campanella. O diretor do órgão alega que a única pessoa com quem mantinha relações familiares e está na Cootransp chama-se Jucélio, que é o tio da ex-mulher dele, Valdete. Campanella defende que a cooperativa da qual Jucélio faz parte venceu a licitação para transportar passageiros na área rural antes de o diretor tomar posse no órgão que fiscaliza empresas de transporte público no DF.

Campanella classifica as denúncias como ?eleitoreiras e politiqueiras? e ainda frisa que vai processar ?os responsáveis pelas acusações?. O diretor diz ainda que vai checar a fraude dos validadores e desconsidera qualquer acusação de comércio de validadores e chips por parte do órgão. ?O DFTrans não vende equipamentos?.

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