Comum em regiões áridas e semiáridas

Tempestade de areia atinge cidades do interior de São Paulo

Rajadas de vento chegaram a 92km/h; meteorologista afirma que tempestade de areia pode acontecer mais vezes

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Tempestade de areia no interior de São Paulo. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Neste domingo (26), moradores de Ribeirão Preto, no norte do estado de São Paulo, acompanharam um fenômeno da natureza pouco comum: uma tempestade de areia. Segundo a meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Andrea Ramos, os dias secos e quentes favoreceram a tempestade de areia. 

“Estávamos com dias muito quentes e secos, o que favoreceu as rajadas de vento que, segundo o aeroporto local de Ribeirão Preto, chegou a 92 quilômetros por hora (km/h). A rajada de vento favoreceu a expulsão da poeira do chão, a onda quente favoreceu o aquecimento, com umidades abaixo de 20%. Então, todo esse ambiente favoreceu esse fenômeno, quando  há o desenvolvimento vertical em que a poeira sai do solo e gera essa tempestade de areia”, explicou Andrea.

“E teve chuva, quando passou a tempestade de areia foram registrados vários pontos de chuva, não só em São Paulo como em Minas Gerais”, acrescentou a meteorologista.

O fenômeno, comum em regiões áridas e semiáridas espalhadas pelo mundo, também foi registrado em Franca, Jales, Presidente Prudente e Araçatuba e em cidades do Triângulo Mineiro.

A meteorologista informou que não há previsão para que o fenômeno se repita nos próximos dias. “Para os próximos dias a previsão é de chuva, principalmente em outubro, considerado um mês chuvoso, não haverá ambiente que favoreça esse fenômeno novamente”, reforçou.

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (27), a meteorologista do Climatempo Dóris Palma afirmou que tempestades de areia, como a que se viu neste domingo (26) em cidades da região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, podem acontecer mais vezes.

“É algo que pode acontecer mais vezes e que não está relacionado às mudanças climáticas”, diz. (Com informações da Agência Brasil e da CNN)

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