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Operação Vitória de Pirro

Sérgio Moro absolve Valério e Roxo por falta de provas

Ambos foram presos acusados de 'assessorar' Gim Argelo

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O ex-secretário-geral da Câmara Legislativa, Valério Neves, foi absolvido pelo juiz federal Sérgio Moro nesta quinta-feira (13), por falta de provas para a condenação, assim como Paulo Roxo. Ambos são acusados de "assessorar" o ex-senador, mas quem conhece a política do Distrito Federal sabe que eles não exerciam essa função. Neves foi preso em 12 de abril durante a 28ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Vitória de Pirro.

Neves era suspeito de ter agido como operador do ex-senador Gim Argello em um esquema de coleta de doações eleitorais de empresários, que segundo o Ministério Público Federal, tinha a intenção de evitar intimações na CPI da Petrobras.Gim era vice-presidente da comissão. 

Em agosto, durante a oitiva com o juiz federal, Valério negou envolvimento, “Eu não fui coletar os valores, eu fui pegar os recibos dessas doações”. Neves explicou que trabalhava na Coligação União e Força, onde José Roberto Arruda era candidato ao governo do DF e Gim Argello era candidato ao Senado Federal. Ele trabalhava na coordenação política e na contabilidade, e por isso foi designado a fazer a parte de recibo eleitoral.

Assim que foi preso, a presidente afastada, da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PPS) exonerou o servidor do cargo.

Grampos de Liliane Roriz

Valério está envolvido em outro escândalo de corrupção, desta vez em âmbito distrital. Ele aparece nos áudios feitos pela distrital Liliane Roriz (PTB), onde um suposto esquema de propina envolvendo integrantes da Mesa Diretora da CLDF é revelado.

No áudio é discutido o destino de uma sobra orçamentária no valor de R$ 30 milhões, que inicialmente iriam para reformas de escolas públicas, mas depois o valor foi destinado para pagamentos de serviços vencidos em UTIs.

Nas gravações, um diálogo entre Liliane e o ex-secretário-geral da Casa, Valério Neves Campos, explica para a deputada que os deputados Bispo Renato Andrade (PR) e Júlio César (PRB), teriam tentado fechar um “negócio” com o presidente da Associação Brasiliense de Construtores, Afonso Assad, para realizar as reformas nas escolas públicas. Entretanto, o empresário teria dito que “não tinha jeito”, se referindo ao pagamento de propina.