Dia 7 ignorado

Sem Bolsonaro e longe do povo, Congresso ‘festeja’ Bicentenário a portas fechadas

Presidente enviou o chanceler para representar o Poder Executivo

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Bolsonaro enviou ministro para solenidade do Congresso que celebrou Bicentenário da Independência do Brasil. Foto: Billy Boss/Câmara dos Deputados

Com a ausência do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), e longe das ruas, o Congresso comemorou nesta quinta-feira (8) os 200 anos de Independência do Brasil, celebrados ontem (7). O principal evento do Dia 7, na Esplanada dos Ministérios, foi boicotado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, apesar de estar em Brasília.

Uma sessão solene reuniu autoridades do Brasil e chefes de Estado de Portugal e de outras ex-colônias portuguesas, além de ex-presidentes do Brasil e dos presidentes do Senado Federal e da Câmara dos Deputados. O evento foi fechado ao público.

Na sessão realizada no plenário da Câmara, participaram o presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL); o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco; o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux; o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo; e o primeiro-secretário da Mesa do Congresso Nacional, deputado Luciano Bivar (União-PE).

O presidente da República enviou o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, para representá-lo na sessão solene do Congresso.

Além deles, estiveram presentes no Plenário ex-presidentes da República e chefes de Estado estrangeiros, em comitivas de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique. Todos, assim como o Brasil, foram colônias portuguesas, mas só tiveram a independência reconhecida um século e meio depois, na década de 1970.

Solenidade na Câmara Foto: Wesley Amaral.

Programação

Os chefes de Estado estrangeiros e os ex-presidentes do Brasil serão recebidos pelos presidentes do Congresso e da Câmara e participarão da abertura da exposição 200 Anos de Cidadania: O Povo e o Parlamento, também parte das comemorações do Bicentenário da Independência.

Organizada em conjunto pelo Centro Cultural da Câmara dos Deputados e o Museu do Senado, a mostra revisita a independência para mostrar a evolução dos direitos civis, políticos, sociais, étnico-raciais e coletivos, até as conquistas legislativas mais recentes. A exposição estará aberta para visitação no Salão Negro do Congresso de 10 de setembro a 1º de dezembro, das 9 às 12 horas e das 13 às 18 horas nos dias de semana e das 9 às 17 horas nos fins de semana.

Após a inauguração da exposição no Salão Negro, os convidados seguirão para a sessão solene no Plenário da Câmara dos Deputados. O encerramento da sessão está previsto para o meio-dia.

Comemorações na Câmara

Como parte da história e guardiã da memória do País, a Câmara dos Deputados tem realizado uma série de eventos desde 2017, como sessões solenes, exposições, concursos e lançamento de publicações, para lembrar fatos importantes que antecederam a data.

A mostra “O movimento da Independência” destaca marcos históricos que permitiram que, em 7 de setembro de 1822, D. Pedro declarasse o Brasil independente de Portugal. Já a exposição “Poder, Parlamento e Governo no Brasil” exibe livros e documentos do Centro de Documentação e Informação da Câmara e do Arquivo Nacional; medalhas do Museu da Câmara, entre outros itens relevantes do acervo da Casa. Ambas poderão ser visitadas até esta sexta-feira (9).