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Prefeito de São Paulo quer requisitar leitos de hospitais privados

Medida será tomada se a prefeitura não fechar acordo com os hospitais

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O prefeito de São Paulo, Bruno Covas. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, disse hoje (4) que os leitos de hospitais privados poderão ser requisitados caso não haja um acordo com a rede privada de saúde. “Se for o caso, a gente já tinha autorização da legislação federal, e agora, com a legislação municipal, vamos poder requisitar esse leito e, depois, discutir o quanto deve ser pago por ele”, ao citar a Lei Municipal 17.340, aprovada na quinta-feira (30).

“A requisição a gente chega quando não há acordo. Aí a gente requisita e obriga a pessoa a receber e depois a gente discute o valor. Os hospitais que não queiram conversar e, havendo a necessidade, aí podemos fazer a requisição”, afirmou o prefeito.

Inventário

Segundo Covas, a prefeitura terminou de fazer um inventário sobre a quantidade de leitos na rede privada. Foram identificados 247 hospitais privados na capital paulista, sendo que 107  administram 3.970 leitos. Os demais 140 têm 255 leitos. “Com esses hospitais [é] que a gente tem priorizado a conversa. Com dois deles já assinamos contrato para disponibilizar leitos de UTI para regulação municipal, como o Hospital da Cruz Vermelha e o Hospital da Unisa. Isso já está sendo feito na cidade de São Paulo via contrato, com pagamento de preço público de R$ 2,1 mil por dia e por leito, pago pela prefeitura de São Paulo”, disse o prefeito.

No acordo fechado com a Cruz Vermelha, a prefeitura conseguiu 20 leitos de UTI, inicialmente, e 40 de enfermaria. No caso da Unisa, foram obtidos 60 leitos de enfermaria, que vão funcionar como sistema de retaguarda para os hospitais de Parelheiros e do M’Boi Mirim.

Até ontem (3), a taxa de ocupação de leitos de UTI na cidade de Sâo Paulo estava em 76% nos hospitais municipais. A capital tinha, até ontem, 20.464 casos confirmados de coronavírus, com 1.744 óbitos.

Centro de apoio

O prefeito Bruno Covas disse que o serviço oferecido por nove unidades do Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo (Cates), para auxiliar pessoas que estão com dificuldade de conseguir o auxílio emergencial do governo federal, estão funcionando bem.

“Algo em torno de 500 mil paulistanos que têm direito a esse auxilio, dos 2,2 millhões, ainda não conseguiram fazer o registro no aplicativo disponibilizado pela Caixa Econômica Federal no dia 7 de abril. Nós atendemos 1,4 mil pessoas que tiveram agendado pelo serviço 156”, disse.

“Estamos tirando dúvidas dessa população e ajudando pessoas a se cadastrarem, reduzindo o número de pessoas que vão a agências da Caixa Econômica Federal”, acrescentou. (ABr)