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Rollemberg vai mexer na Secretaria de Segurança, Detran e PM

Saem Márcia de Alencar, da SSP, e Jayme Amorim, do Detran

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O governador do Distrito Federal já decidiu e vai mudar importantes nomes do primeiro escalão de seu governo. A primeira mudança, elogiada por muitos de seus interlocutores e aliados, é na Secretaria de Segurança Pública. A psicóloga Márcia de Alencar vai deixar o cargo, que será preenchido provavelmente por um delegado da Polícia Federal. Rollemberg busca um nome que tenha trânsito com todas as forças de segurança do DF e sonda integrantes da PF há pelo menos seis meses.

Rollemberg chegou a fazer convite para José Mariano Beltrame, ex-secretário da área no Rio de Janeiro e responsável por implantar as UPPs nas comunidades, mas o delegado da PF recusou e disse que agora pretende se dedicar à família. Com a recusa, Rollemberg já tem outros nomes na manga e conta com a ajuda de auxiliares para escolher um.

Márcia coleciona polêmicas durante sua passagem na SSP. Conseguiu desagradar as polícias Militar e Civil, sindicatos e associações e até integrantes do GDF. Em abril foi denunciada por usar viaturas da PM descaracterizadas para transportar os filhos para a escola. Depois, levou o filho adolescente para passear no helicóptero do Detran-DF sobre a Esplanada durante as manifestações do impeachment e também nomeou a empregada doméstica de sua casa como assessora técnica na Secretaria. A secretária também mandou exonerar coronéis da PM que teriam a deixado esperando alguns minutos para entrar em uma reunião. Eles estavam aguardando seu superior para entrar na sala.

A situação de Márcia se agravou com a paralisação da Polícia Civil. Em uma reunião, ela disse que "eles não fariam falta" e gerou embate entre as instituições. No último mês, a psicóloga foi ao Tribunal de Justiça defender que policiais militares façam termo circunstanciado, atribuição exclusiva da polícia judiciária. Policiais civis e delegados ficaram indignados.

Mais mudanças

Rollemberg também vai trocar o diretor-geral do Detran-DF. Jayme Amorim foi indicado por Celina Leão (PPS), presidente afastada da Câmara Legisdlativa do DF, quando ela ainda era aliada do governo.

A terceira mudança será no Comando da Polícia Militar, mas não é em relação ao coronel Marco Nunes, o comandante-geral, e sim no subcomando e no Estado-Maior. Dois decretos assinados pelo próprio governador dificultaram a forma de trabalho de oficiais no Quartel Geral, desagradando a categoria, e inviabilizando os procedimentos.

As mudanças já estão sendo negociadas nos bastidores, mas só devem se concretizar após a eleição da Mesa Diretora da CLDF, prevista para 15 de dezembro.