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Esquema de Sérgio Cabral

Delação envolve ‘troco’ para Pezão no escândalo milionário da Kyocera

Postes desnecessários de R$96,7 milhões: o negócio de Benincá

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Ao revelar um “troco” beneficiando o atual governador Luiz Fernando Pezão no contrato de R$96,7 milhões para instalação – segundo o DNIT desnecessária – de 4.310 postes com placas de energia solar ao longo da autoestrada Arco Metropolitano, o delator dos esquemas de Sérgio Cabral , Carlos Miranda, acabou lançando luz sobre um dos maiores escândalos de corrupção no governo do Rio de Janeiro. É que as 22.000 placas foram instaladas pelo consórcio Kyocera-Soter, cujo sócio Sérgio Benincá é um dos donos do helicóptero usado pelo ex-secretário estadual de Obras Hudson Braga, preso pela Operação Calicute.

Miranda contou haver recebido ordem do então governador Sérgio Cabral para pagar R$300 mil à empresa High End, especializada em painéis solares, como remuneração por serviços prestados na casa do então vice e atual governador Luiz Fernando Pezão, no município de Piraí. O operador Miranda disse que acionou Renato Chebar, doleiro do esquema, para entregar o dinheiro ao dono da empresa, Luiz Fernando Amorim, que é irmão de César Amorim, do consórcio que instalou as placas de energia solar nos postes do Arco Metropolitano.

As placas de energia solar são desnecessárias, segundo explicou o DNIT em nota, porque as sinalizações das rodovias federais usam uma técnica específica para serem vistas apenas com a luz dos faróis. Se a iluminação for necessária nos locais onde a estrada passa em áreas urbanas, “a responsabilidade de iluminar o local é da prefeitura”.

A delação de Carlos Miranda foi homologada pelo ministro Dias Toffoli, Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).