Um mês depois

Anistia Internacional cobra agilidade na investigação da morte de Marielle

Morte da vereadora e de seu motorista completa um mês sábado

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Vereadora ativista foi executada no dia 14 de março (Foto: PSOL/Reprodução)

O assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL) e de seu motorista Anderson Gomes completa um mês neste sábado e, até agora, não há qualquer resposta sobre o crime. Devido à morosidade, a Anistia Internacional (AI) afirmou nesta sexta-feira (13) que as autoridades brasileiras precisam dar “prioridade” para solucionar os assassinatos.

“A sociedade precisa saber quem matou Marielle e por quê. A cada dia que passa e este caso permanece sem respostas, o risco e ameaças em torno dos defensores e defensoras de direitos humanos aumentam”, disse Jurema Werneck, diretora-executiva da Anistia Internacional Brasil. “O Estado deve garantir que o caso seja devidamente investigado e que tanto aqueles que efetuaram os disparos quanto aqueles que foram os autores intelectuais deste homicídio sejam identificados. Caso contrário envia uma mensagem de que defensores de direitos humanos podem ser mortos e que esses crimes ficam impunes. ”

Eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016, Marielle era conhecida por defender os direitos das mulheres, com um foco particular na luta das mulheres negras, bem como pelos direitos LGBTI, e por denunciar abusos da polícia e execuções extrajudiciais, principalmente nas favelas. Dias antes de seu assassinato, ela foi nomeada relatora da comissão criada para monitorar a intervenção federal na segurança pública do Rio de Janeiro.

Marielle e seu motorista, Anderson Gomes, foram mortos a tiros no bairro do Estácio, no Rio de Janeiro, após ela participar de um debate público na noite de 14 de março. Pelo menos 13 tiros foram disparados, quatro deles atingiram Marielle na cabeça. As características dos disparos e o envolvimento entre os dois veículos indicam que foi um assassinato cuidadosamente planejado, realizado por pessoas com treinamento.

A Anistia Internacional exige das autoridades brasileiras que conduzam uma investigação imediata, completa, imparcial e independente que não apenas identifique os atiradores, mas também os autores intelectuais do crime. De acordo com a instituição, a falta de identificação de todos os responsáveis pelo assassinato de Marielle Franco coloca defensores e defensoras de direitos humanos em risco.

A Anistia Internacional revelou que o Brasil é um dos países mais perigosos para as pessoas defensoras dos direitos humanos, tendo registrado 58 homicídios em 2017. O Brasil também lidera o ranking de assassinatos contra ativistas ambientais, sendo um levantamento da ONG Global Witness.

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